
Foto: Eyad Baba/AFP
A tênue paz entre Israel e o Hamas sofreu um abalo neste domingo com o governo de Tel Aviv acusando o grupo islâmico de violar o cessar-fogo e bombardeando a cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Mais cedo, as Forças Armadas israelenses afirmaram que o Hamas disparou mísseis antitanque contra suas tropas na região, matando um major e um sargento. Já os líderes do grupo palestino negaram conhecimento de operações de seus homens na área. Israel chegou a suspender a entrada de ajuda humanitária no território palestino, devastado após dois anos de guerra, mas, no fim do dia, afirmou que iria retomar o cessar-fogo. Na manhã de hoje, porém, os militares afirmaram ter disparado contra pessoas que supostamente violaram a faixa de segurança estabelecida no cessar-fogo. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, ainda controlado pelo grupo islâmico, 44 pessoas morreram no território em decorrência de ataques de forças israelenses. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsável pelo acordo para encerrar o conflito, afirmou que o cessar-fogo segue em vigor e atribuiu o ataque aos tanques israelenses a “grupos dissidentes” dentro do Hamas. (BBC)
As hostilidades fizeram crescer entre a população palestina o temor de que o acordo de paz imposto por Trump possa ruir a qualquer momento. Há um precedente para esse temor. Em março, após um cessar-fogo para devolução de reféns sequestrados nos atentados terroristas de 7 de outubro de 2023, Israel retomou a guerra em larga escala em Gaza. (Guardian)