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A Alckmin, FIESC pede inclusão de madeira e móveis em lista de exceções ao tarifaço

Terça, 07 de outubro de 2025


A Alckmin, FIESC pede inclusão de madeira e móveis em lista de exceções ao tarifaço

Presidente Seleme falou em nome do setor empresarial em reunião marcada pelo Fórum Parlamentar Catarinense com o vice-presidente; também foi discutido o pedido de suspensão temporária da tarifa de 40%, feito pelo Brasil, enquanto negociações entre os governos brasileiro e dos Estados Unidos estão em curso

Florianópolis, 07.10.25 - A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) defendeu a inclusão de produtos de madeira e móveis na lista de exceções ao tarifaço norte-americano que o governo brasileiro pretende negociar com os Estados Unidos. Em reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e representantes do Fórum Parlamentar Catarinense realizada nesta terça-feira (7), o presidente da entidade, Gilberto Seleme, apresentou dados sobre os setores de madeira e de móveis em Santa Catarina e sua relevância nacional e internacional.

“A reunião foi convocada para discutir a situação das indústrias de madeira e móveis e o vice-presidente Alckmin disse que estes setores são ‘a prioridade das prioridades’, em função do que representam para a economia”, disse o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, que falou em nome do setor empresarial. “Ele traçou um cenário com expectativa de evolução e relatou que o governo brasileiro solicitou a suspensão temporária da tarifa de 40% enquanto as negociações estão em curso ”, resumiu, após o encontro.

A reunião contou também com a participação de outras autoridades, como o ministro da Agricultura, Carlos Henrique Fávero, de representantes da Apex, do coordenador do Fórum Parlamentar, Pedro Uczai, e dos deputados Valdir Cobalchini, Ana Paula Lima, Rafael Pezenti e Luiz Fernando Vampiro.

 
 
 

Bancada de SC e FIESC levam informações sobre efeitos do tarifaço a Alckmin e pedem atenção ao setor de madeira e móveis nas negociações. (Foto: Julio Cesar Silva/MDIC).

Outra demanda da FIESC foi a ampliação e revisão dos programas de ajuda às empresas exportadoras, de forma a mitigar os impactos sociais e econômicos da crise gerada pelo incremento das tarifas pelos Estados Unidos. “O objetivo é garantir a manutenção de empregos e a competitividade das indústrias de madeira e móveis”, explicou Seleme.

O documento entregue a Alckmin aponta que Santa Catarina foi responsável por 36,7% das exportações brasileiras de produtos de madeira para o mundo em 2024. De todas as exportações do segmento, 41% tiveram como destino os EUA em 2024, sendo o estado brasileiro que mais exportou esses produtos. Santa Catarina tem 25% da força de trabalho brasileira empregada no setor de madeira, com mais de 43 mil trabalhadores. São mais de 2,6 mil empresas, o que corresponde a 19,2% das empresas de madeira do Brasil, conforme dados da RAIS.

Já a indústria de móveis catarinense foi responsável por 27,6% das exportações brasileiras do setor, sendo o segundo estado mais relevante. Contudo, na exportação destinada aos EUA, Santa Catarina respondeu por quase metade (46,5%) dos embarques. O estado representa 10,9% dos trabalhadores brasileiros empregados no setor: em torno de 30 mil trabalhadores, que atuam em mais de 3,3 mil indústrias, que representam 13,1% das empresas brasileiras de móveis.



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