
Foto: Andrew Caballero-Reynolds/Getty Images via AFP
A maior economia do mundo está sem dinheiro. Como o Congresso americano não conseguiu até a meia-noite de terça-feira um acordo para aprovar o Orçamento e estender o financiamento do Executivo, o país entrou nesta manhã no temido “shutdown”, quando o governo fica impedido de gastar, resultando na interrupção de diversos serviços públicos. O Partido Republicano, que tem maioria no Legislativo, mas não o suficiente para garantir sozinho a aprovação do Orçamento, queria uma extensão emergencial de sete semanas no financiamento da União para evitar o shutdown. A oposição democrata, entretanto, firmou posição condicionando seus votos à aprovação no Senado de uma ampliação nos subsídios ao chamado Obamacare, que facilita o acesso de pessoas de baixa renda a seguros de saúde e teve os recursos reduzidos por Donald Trump. Esta é a 15ª paralisação por impasse orçamentário desde 1981. A mais extensa, ocorrida entre 2018 e 2019 sob o primeiro mandato de Trump, durou 35 dias e custou à economia americana US$ 3 bilhões. (CNN)
Enquanto o impasse durar, milhares de servidores públicos serão colocados em licença, paralisando serviços como museus e parques nacionais e pagamento de alguns benefícios. Trabalhadores de funções essenciais, como os 13 mil controladores de tráfego aéreo, terão de continuar trabalhando sem receber salário, embora a remuneração seja garantida de forma retroativa quando o Orçamento for normalizado. Alguns serviços públicos seguem funcionando, como o pagamento de aposentadorias, benefícios de invalidez e programas de saúde, assim como os correios, que não dependem do orçamento do Congresso. Além disso, cerca de 2 milhões de militares permanecem em seus postos, e agentes do FBI, da CIA e da Guarda Nacional seguem na ativa. (AP)
Donald Trump disse que o grupo terrorista Hamas tem “três ou quatro dias” para responder se aceita ou não seu plano de paz para a Faixa de Gaza apresentado na segunda-feira. A proposta, apoiada por Israel, pela Europa e por países do Oriente Médio, prevê a desmilitarização do território palestino e sua administração por um conselho internacional presidido pelo próprio Trump, além da deposição de armas pelo Hamas e a libertação de todos os reféns israelenses ainda em poder dos extremistas. Fontes ligadas ao grupo islâmico disseram informalmente que a proposta é “totalmente favorável a Israel” e “impõe condições impossíveis”. (Reuters)