Para milhões de pessoas, o cuidado com a beleza é um gesto de afirmação, um escudo contra a exclusão, um passo em direção ao bem-estar. Em comunidades historicamente marginalizadas, como a de pessoas negras, LGBTQIA+, periféricas e gordas, a estética funciona como identidade e sobrevivência. No caso do Brasil há uma herança estética que por vezes é cruel. Durante séculos, impôs-se um padrão eurocêntrico que excluía a maioria da população, muito mais miscigenada. O Grupo L’Oréal, por exemplo, enxerga o conceito de “brasilidade”, compreendendo as características únicas do país e sua diversidade. Mais da metade dos consumidores do Brasil se declaram negros (pretos e pardos), e é crucial — ética e empresarialmente — compreender e atender a todas as nossas belezas. (Meio)