— O risco de ser contaminado com o sangue de homossexual é 17 vezes maior do que com o de heterossexual. Duvido que alguém aceite sangue doado por homossexual sabendo desse risco. Cuidar da minha saúde é diferente de ser preconceituoso.
Esta foi a resposta do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) à revista Época, ao ser perguntado se aceitaria o sangue de um doador homossexual.
A questão foi levantada porque no mês passado uma portaria publicada no Diário da União definiu, entre outras questões, que a orientação sexual não deve servir como critério para a seleção dos doadores de sangue.
Recentemente, Bolsonaro gerou polêmica ao fazer oposição ao projeto que torna crime ataques a homossexuais e ajudou a derrubar a distribuição de kits contra homofobia nas escolas.