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Pedro Alberto Skiba (Reticências)
Diretor do Jornal Evolução
Conselheiro da Ordem dos Jornalistas do Brasil
Patrono da Associação Catarinense de Colunistas Sociais (ACCS)
Membro da Academia de Letras do Vale do Iguaçu (Alvi)
Vice-presidente do Conselho Deliberativo da Federação Brasileira de Colunistas Sociais (Febracos)
Diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet/SC)
Consul do Poetas del Mundo
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Desde que me conheço por gente ouço falar em câmbio - e principalmente em Dólar. Já escrevi neste mesmo espaço que também ouvi muito a frase "cada brasileiro que nasce já nasce devendo 'x' Dólares para os americanos". Agora são eles que estão devendo. Lembro até da piada que corria solta em razão do tamanho da dívida do Brasil para com os Estados Unidos. "Vamos propor uma guerra contra os americanos e daí eles vêm aqui e tomam conta de tudo e nem a dívida precisamos pagar", sugeriu um ministro, desesperado. O outro interlocutor, preocupado, respondeu: "E se nós ganharmos?". Então é mais ou menos assim. Como os negócios bons são aqueles em que as duas partes ganham, o Dólar só é bom quando está bem cotado e eu posso pagar minhas contas em Real. Interessante que nesta história é difícil chegar a uma conclusão e que os economistas tentam explicar. Nós queremos exportar com Dólar alto. Em contrapartida queremos importar aproveitando a queda do Dólar. Tem tanta gente reclamando e "nunca na história deste país" se viajou tanto para o exterior. Nem precisa mais de época de férias. Todo dia e todo o mês, e quase todo final de semana, os mesmos estão com um pé lá e outro cá. Também os carrões importados e cotados em Dólar são os mais procurados e até negociados com pagamento na moeda estrangeira. O povão compra tudo que vê e acha bonito. Das luzinhas da China, iPods, celulares - não existe mais novidade, tudo se globalizou e o que antes você tinha que pedir para um amigo abonado que fosse para exterior trazer camuflado, agora você compra na quitanda da esquina. Até nas alfândegas, para quem chega de viagem, já foi liberado o famoso Rolex. Para os exportadores, efetuar "AC - Adiantamento de Câmbio" é bom com o Dólar bastante elevado. Na hora de devolver torcem e questionam até na Justiça a desvalorização. Há os que tiram proveito de todas as situações e para quem reclamar já se tornou uma oração. Portanto, é sempre bom comprar com Dólar barato e vender com Dólar alto. Lobistas, associações e entidades pressionam o governo para interferir no câmbio e regular o que está livre. O governo acena com uma economia interna forte e capaz de absorver os produtos aqui fabricados. Os empresários continuam a berrar - e acredito que com justiça, pois assistem o predomínio dos produtos estrangeiros que fazem a festa dos brasileiros. Acredito, no entanto, que nem precisa mexer no câmbio. Deixem ele em ponto morto. O que precisa e deve ser feito com urgência e desonerar a produção. Diminuir impostos, reduzir encargos sobre folha de pagamento e as taxas de juros internas. Assim poderemos produzir para o mercado interno e o externo. Que vençam e sobrevivam os mais competentes, em igualdade de condições.
Administrar vaidades
Difícil mesmo para o governador eleito Raimundo Colombo vai ser administrar vaidades e a gula por cargos. As listas com nomes são grandes, pena que as qualificações e competências não se igualem.
Nada mudou
Na época em que Jesus nasceu, a Palestina estava sob o domínio do Império Romano, cujo imperador era Otávio Augusto, que lançou um novo sistema de cobrança de impostos - cerca de 20% a 25% de toda a produção da terra, além do imposto pessoal, proporcional à situação econômica - e outras infinidades de impostos indiretos: em alfândegas, pontes, entradas de cidades e mercados. Os cobradores de impostos eram odiados pelos judeus, pois estavam a serviço do sistema opressor e (muitos) cobravam a mais do que era estabelecido por Roma. Só não tinha CPMF.
VENENOSAS
- Segundo a Assessoria de Imprensa do Hospital Sagrada Família, a diretora técnica, médica Adriana Lisboa, não pode falar em nome do hospital. Como diz o Elvis, "meudeus!". E acreditar que o Lula e a Dilma foram e estão sendo acusados de tentar cercear a liberdade de imprensa.
- Não confunda sucessão de erros com a palavra "sucessão" de grandioso sucesso.
- Se apenas bom relacionamento for credencial para ocupar o cargo de secretário regional - SDR -, meu amigo Pedro Ivo Diener será nomeado embaixador na ONU.
- Que bom que existem ou loucos, poetas e sonhadores. Sem eles o mundo seria bem mais triste. Nós, os normais, somos "certos" demais.
- E ainda tem aquelas mulheres que reclamam, reclamam, mas não gostam de sair de baixo. Dilma vez por todas, evoluam.
- Leitor enrustido ou chupa-cabra, é aquele que diz que não lê o Evolução mas não resiste em dar uma espiadinha.
- Já pensou se o pessoal que organiza o Enem organizasse as eleições?
- No páreo. Mesmo correndo por fora, os demais pretendentes que comecem a se preocupar com o jovem vereador Marco Aurélio Viliczinski. Poderá ser um divisor de águas, a novidade e um ótimo candidato a vice.
- Prevaleceu o bom senso, o que parece - não fossem os que atrapalham - ser uma das qualidades do prefeito Magno Bollmann. O semáforo-mi-nuteira para pedestres em frente ao Shopping Zipperer não será mais desligado.
- "Os pobres estão nas cadeias e penitenciárias. Os ricos, em tratamento nas melhores clínicas". (Fídias Teles, sobre os drogados).
- "O abuso da liberdade é tão nefasto quanto a falta da mesma. Assim, a liberdade deve ser equilibrada" (Em "Axiologia", de Mariano Soltys).