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Luiz Carlos Amorim - Florianópolis/SC


Fundaador e Presidente do Grupo Literário A ILHA em SC, que completa 39 anos de atividades literárias e culturais neste ano de 2019 . Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Mora atualmente em Lisboa.

 

Editor das Edições A ILHA, que publicam as revistas SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA,  MIRANDUM (Confraria de Quintana) e ESCRITORES DO BRASIL, além de mais de 50 cem títulos livros de vários géneros, antologias e edições solo.

 

Editor de conteúdo do portal PROSA, POESIA & CIA., do Grupo Literário A ILHA.

 

Autor de 32 livros de crônicas, contos,  poemas, infanto-juvenil, história da literatura, três deles publicados no exterior, em inglês, francês, italiano e inglês, além de poemas publicados em outros países como India, Rússia, Espanha, Grécia, etc.

 

Colaborador de revistas e jornais no Brasil e exterior – tem trabalhos publicados na Índia, Rússia, Grécia, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Espanha, Itália, Cabo Verde e outros, e obras traduzidas para o inglês, espanhol, bengalês, grego, russo, italiano, francês, alemão.

 

Colaborador em vários portais de informação e cultura na Internet, como Rio Total, Telescópio, Cronópios, Alla de Cuervo, Usina de Letras, etc.

 


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CRÔNICA, A LITERATURA DO DIA A DIA

Segunda, 16 de março de 2020

 

 

 

 

 

Sempre gostei de ler e admiro o escritor que consegue ser objetivo, com vocabulário claro e apropriado, sem se perder em excessos narrativos e descritivos ou no emprego de palavras rebuscadas e fora de uso.
Sempre fui leitor crônico de romances, contos e poemas e descobri, também, há bastante  tempo, a crônica. Adoro a crônica, mas detesto aquelas massudas, extensas, esticadas demais, prefiro as mais enxutas, elegantes, que dizem apenas o necessário para transmitir a sua mensagem.
Há quem pratique o gênero e ache que escrever bem significa produzir textos imensos, perder-se em divagações inúteis sobre um determinado tema. E ainda usando “palavras difíceis”, na ilusão de que isso enriquece o texto.
Isso me lembra de um “escritor” que conheci – e que felizmente não escreve mais ou, pelo menos, não tem publicado – que escrevia a sua crônica e depois de pronta, ia ao dicionário e trocava umas quantas palavras usuais e inteligíveis por outras, fora de uso e desconhecidas. Ele achava que isso transformava o seu texto em grande obra. Ora, o texto já era ruim: tema mal definido, mal desenvolvido, com vocabulário simples, quase vulgar, pouco conhecimento de regras gramaticais. Imagine um texto assim, salpicado de “palavras difíceis”. Se esse “escritor” produzisse poesia, com certeza usaria rima – e seria uma rima muito pobre!
Mas, como dizia, gosto do texto claro e saboroso, rápido mas denso, com conteúdo, aquele que diz apenas o necessário para comunicar com eficiência. Um texto não precisa ser extenso para ser bom. E se ele for mais longo porque havia necessidade disso, por imposição do tema, do desenvolvimento do assunto, sem deixar de lado a objetividade e a dinâmica da palavra, deverá ser interessante e gostoso de ler como se fosse curto.
Comunicar ideias é ser conciso, claro, com linguagem atual e bem articulada, é conversar com o leitor sem menosprezá-lo, sem querer apenas impressioná-lo, pois  tentar impressionar o leitor com verborragia e palavras “rebuscadas” é afastá-lo, é desencorajá-lo a ler. É colocar temas em discussão contando a sua verdade, aceitando que ela pode ou não ser a verdade do leitor.



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