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No Mundo da Lua - Sônia Pillon


Sônia Pillon nasceu em Porto Alegre e há duas décadas reside em Jaraguá do Sul. 

Formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduação em Produção de Texto pela Univille.

Atuou como repórter, editora, redatora e assessora de imprensa  no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Por mais de 10 anos atuou no jornal A Notícia.  

Sempre se dedicou à literatura e às ações culturais. É autora de “Crônicas de Maria e outras tantas – Um olhar sobre Jaraguá do Sul” e “Encontro com a paz e outros contos budistas”, com participação em antologias de contos, crônicas e poesias.

Publica no Jornal Evolução, no blog soniapillon.blogspot.com e na fanpage "Sônia Pillon Escritora". 

É Presidente de Honra da Seccional Jaraguá do Sul da Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina (ALBSC). Integra o Grupo Gestor do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) Mestre Manequinha e o Conselho Municipal dos Direitos do Idoso de Jaraguá do Sul.


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A ambição dos Rineralson

Sexta, 09 de novembro de 2018

 

Na família, na vida social, no trabalho, numa entidade filantrópica, ou que atua com voluntariado, encontramos pessoas como “Rineralson”, nome fictício que escolhi para designar aquele ser que reúne rispidez, neurastenia, arrogância e falsidade dentro de si. Grosseiros, ignorantes e mal-educados, esses seres abomináveis têm predileção em humilhar os subordinados, especialmente os que têm mais estudo do que eles, ou dominam alguma área que desconhecem.

Inseguros em relação às suas habilidades e conhecimentos, conscientes das próprias limitações, essas pessoas se fecham em armaduras, em posição defensiva. Enxergam usurpadores por todos os lados, como uma espécie de paranoia. Se de alguma forma se sentem ameaçados, agem de forma a rechaçar o “inimigo” imaginário. Assim, se mostram implacáveis com os erros dos outros, sob a justificativa de que são exigentes e perfeccionistas.

De dedo em riste, apontam erros, acusam de forma desmedida, de modo a desestabilizar, atingir a autoestima dos que estão sob seu comando. O uso da ironia e do deboche também integram o “pacote de maldades” de um Rineralson. É o tipo clássico que “sobe na vida” passando por cima, que nem trator, sem nenhum escrúpulo, nem remorso.

Porém, quando essas pessoas estão diante daqueles que ocupam posição hierárquica superior, mudam completamente, da água para o vinho. Para começar, evitam se mostrar como realmente são na frente de quem está acima deles. Se tornam bajuladores profissionais. Se mantêm sorridentes e bem-humorados, se fingem de amigos, se tornam confidentes. A intenção, obviamente, é conhecer fragilidades e as usar, se necessário for, em benefício próprio.

Dominados pela ambição desmedida, ficam de tocaia, pacientemente, até abrir uma brecha para agir. A meta é alcançar o topo, custe o que custar! Se puderem tomar o lugar de quem bajulam, conspirando pelas costas, puxando o tapete, o farão sem remorso algum.

Ontem falei com minha prima Alva, que mora no Japão. Ela me contou que lá na terra do sol nascente encontrou um Rineralson de saias, na multinacional onde trabalha. Disse para ela resistir firme, ser estratégica, se manter alerta e se cercar de pessoas que conheçam a sua capacidade. Poderão atestar sua competência, quando necessário.

 - A vida é um bumerangue, em que tudo o que se projeta, inevitavelmente voltará para quem arremessou, minha querida prima!  Resiliência e olhos bem abertos. Existem muitos Rineralson espalhados por aí. Um dia a máscara cai.



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