Brasília/DF - O deputado federal Mauro Mariani levou nesta quinta-feira – 19 de maio, ao Ministério da Agricultura um documento com propostas dos produtores catarinenses de batata que visam estimular a produção no País. Os produtores solicitam que não sejam impostas maiores barreiras para a importação de batata-semente. As propostas foram entregues ao Secretário-executivo do Ministério, Milton Elias Ortolan, que se comprometeu em marcar uma reunião com os setores interessados e representantes do órgão, junto ao ministro Wagner Rossi.
No documento encaminhado ao Ministério, os produtores relatam a preocupação do setor sementeiro de batata diante de possíveis mudanças nas regras para a importação de matrizes de batatas-sementes, o que além de encarecer o produto, desestimulará o mercado interno, ao tempo que inviabilizará a produção nacional. Especialistas defendem que faltam pesquisadores brasileiros para o cultivo de batata que atenda a demanda de consumo no Brasil, país de clima tropical e subtropical, desfavoráveis para a produção. Por isso a importância de se importar batatas-sementes que, posteriormente serão multiplicadas.
Santa Catarina tem tradição na produção de batata-semente devido ao seu clima, com destaque para o planalto norte do estado. Porém, a maioria da batata-semente produzida, assim como nos demais lugares, é obtida a partir de material importado de países como a Holanda, Alemanha, Suécia, Canadá, Argentina e Chile. Atualmente, para a importação de batata-semente são efetuados 21 testes laboratoriais que identificam vírus, fungos e bactérias prejudiciais para a qualidade do produto.
O documento encaminhado ao Ministério da Agricultura foi elaborado conjuntamente pela Associação dos Produtores de Sementes de Santa Catarina (Aprosesc), Cooperativa Agrícola dos Produtores de Batata do Estado e produtores independentes, com a colaboração da Embrapa.