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Padre Antônio Taliari
Jornalista (DRT 3847/SC)
Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR
22/05/11 Dom: At 6,1-7 - Sl 32 - 1Pd 2,4-9
EVANGELHO: Disse Jesus a seus discípulos: "Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. E para onde eu vou, vós conheceis o caminho". Tomé disse a Jesus: "Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?". Jesus respondeu: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes". Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!". Jesus responde: "Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: 'Mostra-nos o Pai?'. Não acreditas que eu estou no pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai, que permanecendo em mim, realiza as suas obras. Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai" (Jo 14,1-12).
Os discípulos sentem-se órfãos e perdidos diante do anúncio da partida de Jesus. O que será deles quando o Senhor não estiver mais com eles? É a pergunta que a Igreja se coloca: o que fazer neste tempo entre a Sua partida e o Seu retorno? A comunidade cristã nasce de uma compreensão profunda da sua partida: Jesus não está ausente: apenas deu início a uma nova presença, que se concretiza no amor recíproco como ele nos amou. Não estamos abandonados: doa-nos o Espírito, que nos faz viver nele, como ele vive em nós. A sua morte não é o fim de um belo sonho: é o cumprimento em que ele é glorificado e nós nascemos para uma vida fecunda de filiação e fraternidade. Os discípulos encontrarão, quer dizer encontram, muitas dificuldades nesta longa espera. A partida de Jesus deixa um vazio e corre-se o risco de preenchê-lo por substitutivos. O caminho é um, mas os desvios são tantos; a verdade exige busca, a mentira brota espontaneamente; a vida cresce com lentidão, enquanto a morte chega de improviso; qualquer cochilo pode precipitá-la. As dificuldades exteriores também têm o seu peso. O ambiente hostil não ajuda a caminhar pelo caminho reto e certo, a encontrar a verdade e a promover a vida. Ao contrário, opõe-se duramente, às vezes mortalmente, a quem o questione, o enfrente ou ameace. O caminho a seguir, porém, é claro: a fé em Jesus e o amor que vem do seu Espírito. É a herança que o Senhor nos deixou. Por ela podemos percorrer o mesmo caminho.
23/05/11 - Seg: At 14,5-18 - Sl 113b(115) - Jo 14,21-26
24/05/11 - Ter: At 14,19-28 - Sl 144 - Jo 14,27-31a
25/05/11 - Qua: At 15,1-6 - Sl 121 - Jo 15,1-8
26/05/11 - Qui: At 15,7-21 - Sl 95 - Jo 15,9-11
27/05/11 - Sex: At 15,22-31 - Sl 56 - Jo 15,12-17
28/05/11 - Sáb: At 16,1-10 - Sl 99 - Jo 15,18-21
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