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Cartazes racistas são colocados em poste e na casa de ativista negro em Blumenau; OAB repudia ato

Quarta, 27 de setembro de 2017

 

Ativista, que também é advogado, fará boletim de ocorrência. Em nota, OAB chama ato de 'bárbaro' e 'covarde'.


 

 

Cartazes racistas foram colados em Blumenau (Foto: Marco Antonio André/Arquivo pessoal)Cartazes racistas foram colados em Blumenau (Foto: Marco Antonio André/Arquivo pessoal)

Cartazes racistas foram colados em Blumenau (Foto: Marco Antonio André/Arquivo pessoal)

 

Cartazes racistas foram colocados em um poste e na parede da casa de um ativista e advogado negro, Marco Antônio André, em Blumenau, Vale do Itajaí. Ele afirmou que as mensagens foram encontradas na manhã de segunda (25) e que fará boletim de ocorrência nesta quarta-feira (27). A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) emitiu nota de repúdio sobre o caso.

O cartaz mostra um desenho de um integrante do movimento neonazista norte-americano Ku Klux Klan e os dizeres "negro, comunista, antifa[integrante de movimento antifascista], macumbeiros. Estamos de olho em você".

 

Cartazes em poste

 

"Um colega de profissão viu [os cartazes] às 7h30 de segunda. Ele retirou do poste e me entregou", contou Marco Antônio. Segundo ele, havia dois cartazes no poste em frente à casa dele e um rasgado colocado na parede da residência.

Ele afirmou não ter encontrado mensagens semelhantes nos arredores. "Por mais que eu não queira crer que os cartazes são para mim, não há outra leitura. Procurei outros cartazes e não tinha", disse.

Como advogado, Marco Antônio vê nos cartazes os crimes de racismo, intolerância religiosa, dano ao patrimônio e ameaça. "Eu acredito que as religiões de matriz africana são as mais ofendidas e perseguidas hoje em dia", disse ele, que faz parte do candomblé e da umbanda.

Também falou sobre seu ativismo: "a minha militância na área jurídica é voltada para as questões sociais sim". Ele disse fazer parte de um grupo que discute a implementação da lei do ensino da cultura afro-brasileira nas escolas e é integrante da Comissão Nacional Sobre a Verdade da Escravidão Negra no Brasil.

Marco Antônio afirmou que fará o boletim de ocorrência, mas gostaria que o resultado do episódio seja de mais respeito entre todos. "Mais do que achar quem cometeu esse crime, o importante é conscientizar as pessoas. Todas elas devem ser respeitadas, independente da religião", afirmou.

 

 

Nota de repúdio

 

A diretoria da OAB de Santa Catarina, a diretoria da subseção de Blumenau da OAB e a Comissão de Igualdade Racial da Seccional repudiaram o episódio em nota:

"Em Blumenau, dias atrás, algumas ruas amanheceram com cartazes que contêm ameaças neonazistas. Isso ocorre a poucos dias da Oktoberfest, quando boa parte dos brasileiros estará com os olhos voltados para uma das maiores festas do mundo. Os cartazes, pasmem, dizem 'Negro, comunista, antifa e macumbeiro. Estamos de olho em você'. Um ato bárbaro, covarde, praticado às escondidas por indivíduos que não ousam mostrar a cara, por certo cientes do caráter abominável do que fazem. Atos, além disso, que de forma alguma refletem o espírito da maioria da população".

"A Seccional catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil e a Subseção de Blumenau, assim como a Comissão de Igualdade Racial da Seccional, não podem silenciar diante de fatos tão graves e manifestam repúdio àqueles que, de forma irresponsável, sem medir consequências, ousam atentar contra seus semelhantes de forma infame. Da mesma forma, é inadmissível que num espaço público pessoas continuem sendo desrespeitadas e tendo sua dignidade ofendida".

"Pelos motivos acima expostos, a OAB se une às inúmeras manifestações de repúdio e pede que os órgãos competentes investiguem os fatos a fim de punir exemplarmente os autores".



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