Na noite de quarta-feira (23) foi realizado no plenário da Câmara de Vereadores de São Bento do Sul, o seminário “A São Bento do Sul que queremos em 2037”, promovido pela FETEP – Fundação de Ensino, Tecnologia e Pesquisa. O evento contou com grande participação da sociedade civil, administradores de empresas, membros das entidades empresariais e dos vereadores Jairson Sabino (PSDB), Jaime Ferreira de Lima (PSDB), Fernando Mallon (PMDB), Nivaldo Bogo (PMDB), Peter Alexandre Kneubuehler (PP) e do presidente da Câmara Municipal, vereador Edi Salomon (PP).
De acordo com Osmar Muhlbauer, na união Européia,Smart Cities são sistemas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamentos, para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. Esses fluxos de interação, são considerados inteligentes, por fazer uso estratégico de infraestrutura e serviços de informação e comunicação com o planejamento, para dar respostas às necessidades sociais e econômicas da sociedade. “Para que uma cidade atinja o status de inteligente, alguns objetivos precisam ser atingidos. Entre eles, podemos destacar o oferecimento de recursos e de serviços acessíveis para todos os moradores; As moradias disponíveis devem ser acessíveis para os habitantes; Os lugares de uso comum (como parques e praças) devem ser seguros e agradáveis”, argumentou o presidente da FETEP, Osmar Muhlbauer.
Segundo Osvalmir Tschoeke, a cidade de Santander, localizada na Espanha, é considerada como um modelo de cidade inteligente. O projeto teve um investimento de US$ 11 milhões e foi liderado pela Universidade de Cantabria, e o principal destaque está no fato de ela oferecer informações de interesse geral, em uma plataforma pública. “Em Santander, todos os cidadãos possuem acesso a informações sobre a poluição do ar, serviço de coleta de lixo, dados do trânsito e da iluminação pública. Para que isso se tornasse realidade, foram instalados cerca de 12 mil sensores por toda a cidade, responsáveis pela captação dos dados”, argumentou Tschoeke.
Ainda de acordo com Osvalmir Tschoeke, a competição entre as cidades para atração de negócios e investimentos, será cada vez mais acirrada. Para reforçar seu desenvolvimento e atingir uma boa posição, as cidades precisam identificar seus pontos fortes e oportunidades para posicionamento, garantindo vantagens comparativas em certos recursos-chave, contra outras cidades do mesmo nível. “A exemplo aqui em nossa cidade, possuímos vários centros de ensino e, o que podemos fazer para que esses profissionais que se qualificam aqui, permaneçam na cidade depois de formados? Devemos pensar nesse contexto também”, explanou Tschoeke.
São Bento do Sul é um município que gera uma grande riqueza, ocupando a 14ª posição no Estado no quesito PIB geral. Porém, o PIB per capta ou renda per capta da população, fica na 60ªposição no Estado, apresentando uma grande concentração de renda, ou baixa geração de valor agregado. Este fator, certamente contribui negativamente no IDH do município. “A indústria local é baseada em manufatura e processos não automatizados para a fabricação de produtos, utilizando mão de obra com baixa especialização técnica, o que ocasiona salários menores para os trabalhadores. Talvez esta, seja uma das causas da renda per capta baixa que podemos observar no município”, comentou Osvalmir Tschoeke. “O nosso desafio é que no ano de 2037, São Bento do Sul possa ter o melhor índice de IDH do Estado de Santa Catarina”, finalizou Tschoeke.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Edi Salomon, destacou a importância de se planejar o município 20 anos à frente. “O evento de hoje, fortalece a ideia de que devemos pensar no desenvolvimento a longo prazo. Precisamos deixar uma cidade melhor para nossos filhos e netos. Sempre defendi que devemos administrar uma cidade, pensando nas gerações futuras”, reiterou Salomon.