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Indústria precisa agir para evitar prejuízos no acordo Brasil-México

Quinta, 28 de abril de 2011

 

 Florianópolis - Depois de praticamente 15 anos de debates, as negociações para firmar o acordo de livre comércio entre Brasil e México estão avançadas e caminham para um entendimento. No entanto, a presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, defende a maior participação dos empresários brasileiros nas negociações para se ter mais clareza das oportunidades e das ameaças que esse acordo representa para as empresas do país.

Em reunião da Câmara nesta quarta-feira (27), transmitida por videoconferência para Chapecó, ela alertou para as dificuldades que o Brasil tem para enfrentar negociações com um país com as características do México, que tem 43 acordos comerciais fechados e está voltado ao comércio internacional há mais tempo que o Brasil. "A negociação tem que ser encarada com um grau de realidade. Esse acordo de livre comércio significa colocar quase dez mil produtos num universo tarifário, sendo que anualmente há redução de impostos de importação para acessar o mercado", disse Bustamente, destacando os riscos de aumentar a entrada de importados com custos baixos no mercado brasileiro a partir do encontro.

Por isso, argumenta, a participação empresarial é essencial. "Temos que investir no conhecimento do mercado mexicano e dos concorrentes estrangeiros para fazer uma negociação mínima de oportunidades para o Brasil. Sou uma defensora de negociações, mas é um acordo delicado e complexo e o governo está determinado a continuar", alertou.

Nesse momento é difícil destacar quais setores seriam mais afetados, pois o grau de industrialização dos dois países são semelhantes. Também não há como exigir dos representantes do governo, envolvidos nas negociações, que seja fechado um bom acordo, pois só quem fabrica, vende e acompanha o dia a dia e a realidade dos diferentes mercados pode evitar problemas futuros para a indústria nacional. "É uma negociação válida, necessária, mas tem que fazer com conhecimento de causa", disse Maria Tereza, reforçando a necessidade de participação do setor empresarial.

Os acordos comerciais estabelecem preferências tarifárias e regras de comércios que balizam a relação entre os países. Apesar das ressalvas em relação ao acordo com o México, o diplomata Paulo França, do Ministério das Relações Exteriores, em palestra na reunião lembrou que aquele país é a segunda maior economia da América Latina e é considerado uma plataforma exportadora. O mercado consumidor é de 112 milhões de pessoas e a corrente de comercio é de US$ 600 bilhões anuais, sendo que 50% são de importações.

Ele acredita que os 43 acordos firmados pelo México podem de alguma forma beneficiar as empresas brasileiras. Há companhias que já operam naquele país, caso da Weg, da Gerdau, da Braskem e da Odebrecht. O México tem um portfólio de investimento no Brasil de cerca de US$ 17 bilhões, enquanto o Brasil tem investimentos de US$ 1,1 bilhão no México, com previsão de alcançar US$ 4,5 bilhões nos próximos quatro anos.

França diz que, apesar do receio de que os investimentos em outros países deixam de gerar empregos no Brasil, a riqueza produzida externamente gera dividendos para o país investidor. "Há um retorno significativo em termos de qualificação, tecnologia e contratação de bens e serviços brasileiros. O investimento externo cumpre um papel significativo no mundo atual dos negócios", afirmou.



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