Vez por outra Evolução ouve por aí determinadas "denúncias" envolvendo prefeituras da região. As aspas são necessárias porque nem sempre há maiores detalhes, as informações são vagas e as pessoas, como de praxe, não mostram a cara, ou seja, não se identificam. Apenas nesta semana, mais três questões chegaram ao jornal, uma delas já levantada pelo próprio jornal e inclusive comentada no saite cezarmiranda.com: que uma advogada lotada na prefeitura de São Bento do Sul não estaria cumprimento horário de trabalho - apenas estaria batendo cartão e retornando ao seu escritório particular.
A outra é que determinado servidor estaria cumprindo apenas meio expediente. A terceira: que uma funcionária da Secretaria de Saúde estaria recebendo salário em São Bento do Sul com acúmulo de função em Mafra. Inúmeras outras situações poderiam ser citadas, até envolvendo ex-secretários municipais, mas muitas vezes as "denúncias" chegam ao jornal com credenciais como: "Ouvi falar", "me disseram", "todo mundo sabe, mas ninguém consegue provar", etc. Em alguns casos, fala-se direta e claramente inclusive em atos que levariam à improbidade administrativa.
Não obstante, vai aqui um mea-culpa: a própria imprensa de São Bento do Sul deveria ser mais investigativa, mais fiscalizadora, buscando descobrir nos obscuros bastidores do poder das cidades da região fatos que poderiam comprovar o mau uso do dinheiro público, quando não o desvio deste. Por outro lado, os governantes deveriam mostrar maior preocupação em situações do gênero, uma vez que normalmente investigações e sindicâncias internas não apresentam a devida transparência e seus resultados sequer são divulgados. Enquanto isso, uns dizem, outras falam e os vereadores calam.