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Parkinson: Causas da doença ainda são desconhecidas

Quarta, 13 de abril de 2011

Tratamento com remédios e apoio da família trazem mais conforto aos pacientes

 

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Além dos medicamentos, a fisioterapia, a terapia ocupacional e a fonoterapia, principalmente, contribuem para melhorar a qualidade de vida e as condições de saúde do paciente (Foto Divulgação/Ilustrativa)
 

São Bento - Atividades simples e rotineiras do dia a dia, como vestir-se e alimentar-se, são feitas com dificuldade pelos portadores da Doença de Parkinson, cujo dia nacional foi lembrado nesta semana, na segunda-feira. Apesar dos avanços da medicina, a doença continua incurável e sua causa é desconhecida. Porém, é importante lembrar que existe tratamento para combater os sintomas, mesmo que eles não possam ser evitados. Além dos medicamentos, a fisioterapia, a terapia ocupacional e a fonoterapia, principalmente, contribuem para melhorar a qualidade de vida e as condições de saúde do paciente. Em alguns casos, a cirurgia também é indicada.

De acordo com o neurologista Fernando Alex de Souza, que atua em São Bento do Sul, diversos sintomas caracterizam a doença, mas os principais são tremor, lentidão e falta de movimento, rigidez muscular e dificuldade de se manter em pé. "Nem sempre todos esses sintomas estão presentes. Geralmente, o paciente manifesta pelo menos dois desses", explica Souza. O diagnóstico é simples, feito no consultório médico, sem a necessidade de exames complementares, na maioria das vezes.

 

ALTERAÇÕES

Normalmente, a doença não é hereditária e é mais comum nos homens, mas pode atingir qualquer pessoa. Estudos mostram que 1% da população com mais de 55 anos tem a doença. Raramente, ela pode surgir mais cedo, na faixa dos 40 anos de idade. "É uma doença que afeta o movimento das pessoas. Porém, pode causar alterações emocionais, como depressão, ansiedade e insônia. Na fase mais avançada, até um quadro de demência semelhante à doença de Alzheimer", salienta o neurologista. "O paciente tende a se tornar cada vez mais dependente da família ou do cuidador, por isso, além do tratamento com remédios, o apoio psicológico é muito importante", completa.



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