Ex-secretário de Habitação acredita que outras 24 moradias populares devem ser
disponibilizadas assim que inicie construção de muro que bloqueie visão da UPA
Nos 22 meses em que ficou no comando da secretaria de Habitação, Célio Galeski (PR) se
destacou pela celeridade dada aos processos de regularização fundiária de lotes no perímetro
urbano e à construção dos residenciais 1 e 2 no Loteamento Nossa Senhora Aparecida, no
bairro Piedade, que engloba 392 moradias populares.
Ao ocupar a tribuna na sessão ordinária de segunda-feira, 06, o agora presidente da Câmara
celebrou a revogação parcial da tutela provisória referente à suspensão da construção de 40
casas populares.
O acordo foi fechado durante audiência conciliatória entre o município de Canoinhas, a
construtora Implantec, Caixa Econômica Federal e Ministério Público, realizado na Justiça
Federal, na sexta-feira, 03.
Sendo assim, 16 moradias foram liberadas e outras 24 casas permanecem sem utilização até
nova decisão. “É a alegria das pessoas de bem”, disse Galeski, até como forma de tranquilizar
as pessoas inscritas em programas habitacionais do município.
O vereador informou que há possibilidade de o restante das moradias serem liberadas tão logo
inicie a construção de muro que bloqueie a visão da Unidade Prisional Avançada (UPA), a partir
da quadra 17001. Mas a situação das casas embargadas deve ser definida mesmo em nova
audiência, agendada para o dia 29 de julho.
A princípio a empresa Implantec deverá entregar 368 casas para o Caixa Econômica Federal,
que na sequência fará o sorteio e comercialização dos imóveis junto a famílias de baixa renda
inscritas. Os futuros moradores devem receber as chaves num prazo de até 60 dias.
Galeski explicou que as casas ainda não foram entregues devido a pendências financeiras da
Caixa Econômica Federal com as construtoras. “Aqui mesmo foi pedido que a Implantec
colocasse o pé no freio porque não haviam recursos para pagar pelas obras”, comentou.
Em todo o Brasil são mais de 50 mil moradias populares prontas, construídas através da linha
de financiamento do programa Minha Casa e Minha Vida, e que ainda não foram entregues.
Segundo o vereador, crédito suplementar no valor de R$ 5 bilhões, liberado pelo presidente
interino Michel Temer (PMDB), será o responsável por sanar todas as dívidas junto as
construtoras.