durante sessão ordinária da Câmara
Célio Galeski culpa tráfego caminhões carregados em dias de chuvas pelas péssimas
condições das vias; João Grein sugere audiência pública para tratar do assunto
O intenso tráfego de caminhões carregados com toras de pínus e de eucalipto tem danificado
estradas por todo o interior do município. A situação mais preocupante, no entanto, é nas vias
públicas que ficam no entorno da localidade da Barra Mansa, onde os moradores têm ficado
isolados principalmente durante e após os períodos de chuvas.
Com o transporte da produção agrícola e dos alunos constantemente prejudicados, moradores
locais resolveram fazer uma fogueira como forma de interromper o acesso principal entre as
comunidades de Paiol Novo e Taquarizal. O objetivo do manifesto que aconteceu na tarde de
segunda-feira, 06, foi o de chamar a atenção das autoridades.
O assunto foi pauta durante a sessão ordinária da Câmara de Canoinhas. Na tribuna, o
vereador presidente Célio Galeski (PR) criticou empresa sediada em Três Barras e que mesmo
em dias de chuva, insiste em transportar as toras de pínus retiradas de reflorestamentos nas
comunidades situadas no distrito de Pinheiros. “Não recolhe impostos em Canoinhas e ainda
estraga as nossas estradas”, disparou.
Atendendo à solicitação dos moradores, o vereador foi in loco verificar o problema. Antes
disso, esteve na secretaria de Obras onde pediu providências emergenciais para as estradas de
Paiol Novo, Taquarizal, Campo dos Buenos, Campina dos Ribeiros, Sitio dos Correias, Fazenda
Evasa e Campo dos Pontes. “Faz uns dois anos e meio que as máquinas não passam por lá”,
frisou, ao também lamentar a falta manutenção das vias por parte do município.
Na mesma tarde foram deslocadas uma escavadeira hidráulica e uma retroescavadeira até o
distrito. O setor de Obras se comprometeu em iniciar a recuperação das estradas já nesta
terça-feira, 07. “Mas e depois, como fica?”, questionou, ao lembrar que os caminhões
continuarão trafegando em dias de chuva e, em muitos casos, até com peso excedente.
Mesmo tendo consciência da importância econômica dos reflorestamentos para o município e
região, Galeski entende que precisa haver a contrapartida dos transportadores visando a
conservação do patrimônio público. “Já que as utilizam, então que ajudem o município a
manter as estradas trafegáveis, tendo consciência e não deixando seus caminhões circularem
em dias de chuva”, comentou.
Pensamento semelhante tem o vereador João Grein (PT), que também ocupou a tribuna para
manifestar apoio aos agricultores radicados naquela região do município.
De acordo com ele, a precariedade das estradas interioranas é tema constante de debates e de
cobranças nas sessões ordinárias da Câmara. “Inclusive já realizamos audiência pública para
tratar do assunto e fizemos denúncia ao Ministério Público”, lembrou.
Grein não descarta a possibilidade da Câmara promover outra audiência pública mas, desta
vez, reunindo os proprietários de empresas que fazem a retirada de madeira do interior. O
objetivo é conscientizá-los de que alguma forma é preciso contribuir com o município para a
conservação das vias públicas.