Sempre colhemos o que semeamos; colhemos sempre mais do que semeamos; e colhemos numa época diferente da que semeamos. A quantidade do que colhemos depende da quantidade da semeadura. Isso se aplica à vida tanto quanto se aplica a agricultura. Nossa vida é regida por este princípio. Mesmo que não estejamos percebendo, estamos semeando todos os dias. A pergunta é: o que estamos semeando? Pois em São Bento do Sul a semente da cultura, da poesia, do amor, da arte, do convívio, da solidariedade tem um agricultor urbano. Dedicamos o editorial de hoje a ele que não pertence a nenhum movimento a não ser o da paz, através da cultura. Donald Malschitzky, um poeta e sonhador, e não poderia ser diferente, é daquelas pessoas que, viajam, mas que por sonhar realiza. Soube escolher as sementes, o solo, e elas frutificaram e continuam dando frutos. Se renovam como as culturas, se reproduzem, mas como a semente foi boa continuam brotando. Pensar, sonhar, criar um evento é sempre um desafio. Mantê-lo e fazer chegar a sua 13ª edição, isto é motivo de orgulho para o semeador e seus frutos. Lembrar ainda que toda a organização conta com parceiros voluntários nos bastidores e que a renda auferida sempre é destinada para alguma instituição é mais elogiável ainda. Fazemos aqui um apelo aos nossos ilustres vereadores. Já assistimos e presenciamos várias Moções, e sem desmerecer nenhuma, mas por critério de justiça, lembrem deste nome e reconheçam o seu valor. DONALD MALSCHITZKY. Dia 27, quarta-feira, na Sociedade Bandeirantes, acendem-se as luzes, abrem-se as cortinas, começa o espetáculo. A plateia faminta será saciada com o maná da cultura. Aplausos para o Semeador e suas sementes.