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Padre Antônio Taliari

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Padre Antônio Taliari

Jornalista (DRT 3847/SC)

Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR


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13/03/16 Dom: Is 43,16-21 – Sl 125 – Fl 3,8-14 – Jo 8,1-11

Domingo, 13 de março de 2016

Neste 5º Domingo do Tempo da Quaresma, o Evangelho de João 8,1-11, vemos que esta passagem não está ausente dos manuscritos mais antigos de João e em outros se encontra em Lucas. Apresenta melhor ao estilo de Lucas que valoriza a acolhida às mulheres e onde aparecem os grandes perdoes. Santo Agostinho pensava que esse trecho teria sido eliminado porque “alguns fiéis de pouca fé, ou inimigos da fé, temiam provavelmente que a acolhida do Senhor pela pecadora desse a licença de impunidade às suas mulheres”. Outros achavam que era “uma pérola perdida na tradição antiga”, que foi recuperada no século III e usada como fundamento de uma praxe penitencial menos rigorosa e mais evangélica. No Monte das Oliveiras Jesus passa momentos em oração, prepara a sua missão. A distância até o Templo é pequena “uma caminhada de sábado”. No sábado os judeus não podiam dar mais de 1250 passos. No Templo, Jesus acolhe as multidões e, sentado, ensina. Ele é o verdadeiro mestre que as multidões querem ouvir. Não se apega à Lei pela lei. Jesus ensina com autoridade, diferente dos mestres da lei. Jesus fala da vida das pessoas, do Reino de Deus, da bondade e da compaixão de Deus. Eles se julgavam os legítimos conhecedores e guardiões da Lei. Não só ensinavam como eram ferozes aplicadores da Lei com todo o seu rigor. A Lei previa que um homem e uma mulher flagrados em adultério deveriam ser apedrejados. Os legalistas queriam aplicar a “lei da pedra” ao pé da letra. Mas por que trouxeram somente a mulher? Onde está o homem que estava com ela? É preciso estar atentos: não é a mulher que está sendo alvo da acusação. Ela é como uma isca jogada, pois o verdadeiro objetivo é atingir e acusar Jesus de descumprir a Lei. O texto não diz o conteúdo do que Jesus escrevia. Pode ser um jeito de criar suspense, dar tempo para a reflexão, para que os adversários preparassem uma resposta. Mas Jesus pode ter mencionado passagens bíblicas que falavam da misericórdia, do amor e do perdão. Outros sugerem que Jesus escrevia os pecados dos acusadores. A lei previa que as testemunhas de acusação seriam as primeiras pessoas atirar uma pedra e em seguida o povo. Os fariseus, fiéis seguidores da Lei, sabiam que não podiam cumprir toda a Lei, são pecadores. Como pode julgar os outros se eles estão em pecado. Que julguem primeiro a si! A tradução melhor seria “pelos anciãos”. Os anciãos não eram as pessoas mais velhas, mas as pessoas de maior responsabilidade na comunidade. Em Daniel 13,5-50 os dois anciãos que julgam Susana são juízes, não necessariamente pessoas velhas. São os anciãos que devem dar o exemplo. Jesus ficou sozinho com a mulher lá no meio. Inicia-se um diálogo e não um julgamento. Jesus age como aquele que veio ao mundo não para condená-lo, mas para salvar. Em vez do rigor da Lei, Jesus age com misericórdia. Se a Lei não condenou a mulher, Jesus não vai condená-la. Jesus não condena e nem aprova o pecado da mulher. Dá a chance de recomeçar a vida. Jesus cancela o passado marcado pelo pecado para reiniciar uma vida nova, dando-lhe motivos para que creia e encontre a salvação. Pela “lei das padras” teríamos mais uma mulher morta, pelo amor e perdão, a mulher foi salva e continua viva! Este texto está em sintonia com os grandes perdoes de Lucas. E está em sintonia com o ensinamento de Paulo na Carta aos Romanos: “todos os homens pecaram”, no entanto, todos são salvos gratuitamente pela fé em Jesus Cristo, mas não podem continuar vivendo no pecado. Neste Tempo da Quaresma, mais que olhar os pecados dos outros, devemos olhar para nós e reconhecer que somos pecadores e precisamos do perdão de Deus. 

 

14/03/16 – Seg: Dn 13,41c-62 – Sl 22 – Jo 8,12-20

15/03/16 – Ter: Nm 21,4-9 – Sl 101 – Jo 8,21-30

16/03/16 – Qua: Dn 3,14-20.24.49a.91-92.95 – (Dn 3) – Jo 8,31-42

17/03/16 – Qui: Gn 17,3-9 – Sl 104 – Jo 8,51-59

18/03/16 – Sex: Jr 20,10-13 – Sl 17 – Jo 10,31-42

19/03/16 – Sáb: 2Sm 7,4-5a.12-14a.16 – Sl 88 – Rm 4,13.16-18.22 – Mt 1,16-18.21-24a ou Lc 2,41-51ª

 

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