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Pacientes são atendidos com deslocamento para outras cidades

Segunda, 14 de março de 2016



O município de São Bento do Sul tem investido forte no transporte de pacientes que precisam de tratamento, consultas ou exames de alta ou média complexidade e que ainda não são oferecidos no município. Conforme regras determinadas pelo SUS - Sistema Único de Saúde, alguns procedimentos precisam respeitar uma referência, levando em conta o número de habitantes e as condições das casas de saúde existentes nas cidades que abrangem essas regiões.

Segundo o secretário de saúde, Deodato Raul Hruschka, o transporte precisa ser feito. “Não temos alternativa, a doença não espera. Conforme a necessidade é preciso agilizar a fim de garantir o pronto atendimento de cada paciente”, explica.

Para que estes pacientes sejam atendidos de maneira eficiente, o município também precisa dispor de uma frota capaz de suprir as demandas. A secretaria possui dez veículos de pequeno e médio porte para conduzir os pacientes a outras cidades. Além disso, conta com uma parte de terceirizados que atuam com Vans, micro-ônibus e ônibus que também auxiliam no transporte. Conforme Deodato, os pacientes são levados para Joinville, Jaraguá do Sul, Florianópolis, Luiz Alves, Itajaí, Blumenau, Timbó, Penha, Pomerode, São José e Curitiba, entre outras cidades. “Temos uma média de 80 pacientes por dia sendo levados para atendimento em outras cidades. Só para a frota terceirizada investimos em torno de R$ 50 mil mensalmente”, informa.

Para as despesas com os veículos da Secretaria existem vários fatores. Além das diárias e horas extras dos motoristas, tem ainda a manutenção com os veículos, combustível e outros gastos mensais. “O investimento é grande, por isso o município tem gasto muito além dos 15% exigidos por lei. Saúde não espera, é questão de vida”, segue.

Existe ainda, conforme o secretário, a situação de adequação e transporte para alguns pacientes que contam com baixa imunidade, necessitando de um preparo especial para que sejam levados às cidades onde recebem atendimento. Muitos desses pacientes precisam se deslocar com acompanhantes. O transporte ainda é realizado dentro da cidade, além do externo, onde muitos pacientes precisam ser buscados em casa por conta da dificuldade de locomoção. “Temos ainda que transportar as pessoas que passam pelo processo de hemodiálise, isso de segunda até sábado. Neste caso, temos uma média de 180 viagens internas por semana, levando em conta que temos 60 pacientes que precisam de três sessões por semana. Neste caso, o custo chega a R$ 15 mil por mês, só com esses pacientes”, relata.

Quanto ao trabalho com as três ambulâncias, elas fazem o transporte de pacientes para transferi-los quando em estado grave de saúde do Hospital local para outras cidades onde recebem atendimento especializado em determinadas áreas. “Estes pacientes transportados pelas ambulâncias são aqueles que requerem mais atenção no sentido de disponibilidade de maca e outros equipamentos que somente as ambulâncias dispõem”, acrescenta.

Quais os pacientes transportados - São levados para outras cidades os pacientes que necessitam de cirurgias específicas, exames de alta e média complexidade que ainda não existem no município, e oncologia, onde a maior parte dos pacientes é levada para Jaraguá do Sul, Joinville e Curitiba. “A maior parte dos pacientes é levada para Jaraguá do Sul, onde é nossa referência. Pra se ter ideia, os pacientes de rádio ou quimioterapia passam por até 30 sessões por mês, ou seja: todos os dias. Temos considerar que precisamos levar esses pacientes e entregá-los de volta em suas casas. É uma situação que exige mais, afinal, não é possível levar essas pessoas com os demais pacientes, pois passam pelo processo de tratamento e em seguida são liberados, não podem ficar o tempo todo esperando os demais pacientes”, explica.

Para amenizar o custo com o transporte terceirizado, a secretaria de Saúde adquiriu recentemente duas vans com capacidade para 15 passageiros cada. Uma delas já está em circulação ajudando no atendimento à demanda. A expectativa é que os veículos proporcionem a diminuição no custo do transporte de passageiros, assim como vai oferecer mais conforto ao usuário. Também tem a situação dos pacientes levados ao hospital de custódia em Florianópolis por determinação da justiça. Esse transporte também é incumbido ao município. Outros são transportados para a Clínica HJ, especializada em psiquiatria, para internação compulsória de ações judiciárias e outras. A Clínica está estabelecida em União da Vitória (PR).

Diversas viagens - Deodato esclarece que a maior parte dos pacientes não realiza apenas uma viagem. Na maior parte dos casos eles vão para a consulta e precisam iniciar o tratamento, requerendo muitas viagens para as cidades onde a especialidade é oferecida. O secretário destaca a existência de um trabalho de sobreaviso de técnicos de enfermagem para acompanhamento de pacientes em estado mais grave de saúde. “Mantemos esse serviço para que o paciente em estado delicado não seja levado apenas pelo motorista, mas que tenha um acompanhamento técnico que garanta atendimento até chegar ao destino”, diz.

Outro transporte realizado pela secretaria é oferecido para os doadores de sangue que mensalmente se dirigem ao Hemosc, de Joinville, onde é feita a coleta. São, pelo menos, três viagens por mês para essa finalidade.

Pacientes no horário - Alguns pacientes reclamam não terem sido apanhados no local marcado para o transporte. O secretário esclarece que todos que reclamam é porque não chegam no horário marcado. Os motoristas são orientados a cumprir horário, mas não esperar os atrasados. Têm ainda pessoas que agendam consultas para outras cidades e no dia simplesmente informam aos motoristas que não podem ir. “Tem gente que diz estar com dor de cabeça, que, para elas, se torna um motivo para não comparecer ao compromisso, perdendo uma consulta que poderia ter sido marcada para outro paciente”, revela. Uma hora e meia. É o tempo de um veículo circulando na apanha de pacientes em pontos marcados.

Aumento da Frota - Nos últimos três anos foram adquiridos quatro veículos de pequeno porte, duas ambulâncias, duas vans e ainda um veículo, em parceria com o governo federal, para transporte de frios (vacinas) às unidades de saúde. Além disso, duas motocicletas de 125cc foram adquiridas para serviços específicos de combate à Dengue.

Fisioterapeuta - A secretaria de Saúde informa ainda que mantém um serviço de atendimento domiciliar com uma fisioterapeuta. O objetivo é atender em domicílio os pacientes acamados e portadores de limitações físicas. Conforme explica o secretário Deodato Raul Hruschka, o trabalho ocorre de segunda até sexta-feira, numa média de 4 atendimentos diários. O atendimento é realizado com agendamento. “Temos muitos compromissos com a saúde e muitas pessoas não percebem o quanto transportamos de pacientes. Mas estamos de portas abertas para esclarecer quaisquer dúvidas. O mais importante é que as pessoas não sejam prejudicadas pela falta de transporte da saúde. Vamos seguir trabalhando para garantir o atendimento da demanda”, encerra Deodato.



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