Festival mostrou diversidade do folclore
O Festival do Folclore proporcionou a apresentação de dez grupos no final da tarde de sábado (14), no Centro Cultural Dr. Genésio Tureck. O evento foi uma verdadeira mostra da diversidade cultural da região, pois reuniu grupos representantes das etnias germânica e polonesa, além do folclore gaúcho e da capoeira. O prefeito Fernando Tureck prestigiou o evento e destacou a importância dos folcloristas para a manutenção das tradições.
Os alunos da Escola Estadual São Bento abriram as apresentações. Fundado em abril de 1988, o grupo é coordenado por Ataliba Fernandes e Irene Kolloros e sempre trabalhou com crianças e adolescentes. Em seguida foi a vez da melhor idade, com os integrantes do Lustig Tanzgruppe. O grupo já se apresentou em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e em várias cidades de Santa Catarina. Seus componentes têm entre 50 a 90 anos.
Holstein, Böhmerwald (com mais de 800 apresentações na bagagem), Blumental (formado só por mulheres) e Jäger Volkstanzgruppe também mostraram as tradições da dança germânica, além do grupo Oberland, de Rio Negrinho.
O Grupo Artístico Guerreiros Camará contagiou a todos com a ginga da capoeira e a destreza dos saltos. O CTG Querência do Tio Bento dançou a Chimarrita e Maçanico, nome de uma ave brasileira.
A alegria da dança polonesa foi representada por duas coreografias do grupo folclórico Hercílio Malinowsky. Conforme o presidente da Fundação Cultural, Robson Rodrigues, o festival é uma das ações realizadas por meio do projeto“Valorizando a dança germânica e polonesa em São Bento do Sul”, aprovado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), com recursos do Governo Federal e do qual participaram, diretamente, oito grupos do município. “No ano passado, uma representante do IPHAN esteve em nossa cidade para acompanhar o andamento dos trabalhos e ficou encantada com a dedicação dos grupos”, comentou.
Além do festival, o projeto inclui pagamento de ajuda de custo aos coreógrafos, realização de oficinas coreográficas, arranjos e gravação de músicas antigas utilizadas nos ensaios, viagens e alimentação para apresentação dos grupos em cidades da região, além da confecção de um catálogo com histórico, fotos e contatos de cada grupo. “Os grupos são-bentenses realizaram diversas apresentações em cidades da região norte de Santa Catarina, com transporte e alimentação custeados com recursos do projeto”, conta Marla Hübl Kaiser, diretora de Cultura.
Para a folclorista Rose Marie Scharf, que coordenou as atividades do projeto, a ação do IPHAN é um reconhecimento à importância das culturas de imigração. “É um incentivo a quem dedica parte de sua vida a manter acesa a tradição herdada dos antepassados”, avaliou.
Ao fim do festival não faltaram as danças de integração, em que os grupos e público dançam juntos. “É bonito demais ver essa mistura cultural: capoeira com folcore germânico, gaúchos com poloneses. A maior riqueza do Brasil está na sua diversidade cultural”, afirmou Robson.