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PGR usa delação de Baiano para complementar ação contra Eduardo Cunha

Quinta, 15 de outubro de 2015

 

 

 
  • Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano, na CPI da Petrobras

    Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano, na CPI da Petrobras

A PGR (Procuradoria Geral da República) complementou nesta quinta-feira (15) a denúncia contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por seu suposto envolvimento no esquema de desvios de recursos da Petrobras investigado pela operação Lava Jato. A PGR incluiu na denúncia informações da delação premiada do lobista Fernando Soares (conhecido como Fernando Baiano), que confirmou as alegações de que Cunha teria recebido pelo menos US$ 5 milhões em propinas do esquema. 

A complementação da denúncia feita pela PGR contra Cunha foi confirmada pelo órgão. A PGR, no entanto, não informou que partes da delação premiada de Fernando Baiano foram adicionadas à denúncia. A delação de Baiano foi homologada pelo STF na última sexta-feira (9). 

Em agosto deste ano, Cunha foi denunciado pela PGR por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. Ele é suspeito de ter recebido propina por contratos de empresas privadas com a Petrobras. Parte desse dinheiro teria sido paga em contas no exterior. Cunha nega ter feito parte do esquema da Lava Jato e também negou ter contas fora do país. No entanto, há duas semanas, documentos colhidos pelo Ministério Público da Suíça foram revelados e indicam que Cunha mantinha ao menos quatro contas secretas no país europeu. O governo suíço informou que bloqueou em torno de US$ 5 milhões e que há suspeitas de que os recursos movimentado pelas contas de Cunha sejam fruto de lavagem de dinheiro. 

Fernando Baiano está preso em Curitiba desde novembro de 2014. Ele é apontado como um dos principais lobistas do PMDB no esquema investigado pela operação Lava Jato. Em agosto, ele foi condenado pela Justiça Federal a 16 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção relativos à contratação navios-sonda para a Petrobras. Neste processo, Baiano foi condenado juntamente com o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró e o empresário Júlio Camargo. Foi Júlio Camargo que, em julho deste ano, revelou em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, que pagou US$ 5 milhões em propinas a Eduardo Cunha

A reportagem do UOL ligou para o telefone celular do advogado de Cunha, Antônio Fernando Souza, mas ele não atendeu às chamadas.



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