Florianópolis -Outros equívocos dividem aliados. Fato que explica o teor do discurso do vice-governador Eduardo Moreira na posse de Cesar Botelho em Blumenau, tecendo loas às regionais. E justifica a mensagem escrita enviada na mesma solenidade pelo senador Luiz Henrique, também ressaltando o “sucesso das regionais”.
O novo governo dá sinais de que a missão executiva das regionais deverá ser esvaziada. As secretarias terão acentuada a função fiscalizadora, dentro da filosofia de Colombo de aproximar o governo das pessoas e melhorar a qualidade dos serviços prestados à população.
A nova atuação das regionais vai depender, também, das visitas que o governador e secretários farão as sedes em maio para conhecimento das realidades e definição de diretrizes. Encontros que, assinale-se, revelam, de alguma forma, fragilidades, falhas ou inépcia das regionais. Se elas representassem com eficiência o governo central nas regiões, o governador e os secretários centrais estariam sempre atualizados dos problemas, das aspirações e das providências nos 293 municípios.
Ações que passam antes pelo seminário que Colombo fará com todas as 23 secretarias centrais, a partir da próxima semana, na Casa da Agronômica. Repetirá idênticas reuniões realizadas com os dirigentes e servidores das 29 empresas, fundações e autarquias estaduais. Foram encontros reveladores.
Soube-se, por exemplo, que a Secretaria da Saúde tinha um milionário contrato de serviços de jardineiros para atendimento de todos os hospitais públicos do Estado, 24 horas por dia e durante 365 dias do ano. Ganha uma passagem de volta ao mundo de primeira classe o catarinense que viu algum jardineiro trabalhando de noite ou de madrugada num dos hospitais do governo