Diante de questionamentos feitos pelo presidente da Associação São-bentense de Ciclomontanhismo (ASBCiclo) acerca da pintura das ciclofaixas, a arquiteta e urbanista responsável pelo projeto, Kelly Thiemann, confirmou que as faixas estão de acordo com a Resolução 236, de 11 de maio de 2007, a qual aprova o Manual Brasileiro de Sinalização Horizontal de Trânsito. De acordo com essa resolução, a Marcação de Cruzamento Rodocicloviário (MCC) é obrigatória nos cruzamentos e serve para alertar tanto motoristas quanto ciclistas sobre os trechos que exigem maior atenção.
Da mesma forma, a sinalização de “Pare” nos cruzamentos com as vias transversais e nas faixas de pedestres está de acordo com o Manual de Sinalização e também prevista no Plano de Mobilidade por Bicicletas nas Cidades, que é o documento referência do Programa de Mobilidade do Ministério das Cidades.
A arquiteta afirma que o único equívoco cometido pela empresa contratada é a pintura da sinalização “Pare” nas entradas de veículos. “Como a pintura foi realizada à noite, para não atrapalhar o tráfego, só constatamos a falha no dia seguinte, mas a empresa já foi comunicada e vai realizar os reparos necessários, em conformidade com o projeto técnico”, afirma Kelly. A empresa ainda fará os retoques nos locais em que a pintura estiver danificada. “Solicitamos que a população respeite as áreas bloqueadas a fim de que haja a correta cura da lama asfáltica e da pintura”, comenta.
O secretário de Planejamento, Cássio Luiz Zschoerper, observa que o projeto de revitalização da Rua Antônio Kaesemodel contempla a sinalização horizontal, vertical, colocação de tachões bidirecionais e acessibilidade nos pontos de ônibus. “O projeto passou pela aprovação dos técnicos do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal, que são bastante rigorosos quanto à obediência à legislação”, explica.