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Padre Antônio Taliari

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Padre Antônio Taliari

Jornalista (DRT 3847/SC)

Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR


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26/07/15 Dom: 2Rs 4,42-44 – Sl 144 – Ef 4,1-6 – Jo 6,1-15

Domingo, 26 de julho de 2015

Neste 17º Domingo do Tempo Comum, o Evangelho de João 6,1-15, trata da multiplicação dos pães. A multiplicação dos pães aparece seis vezes nos Evangelhos: duas em Marcos; uma em Lucas; duas em Mateus e uma em João. Em todos, recebe uma interpretação eucarística. O pão da multiplicação prefigura o corpo de Jesus dado por nós. A Eucaristia é o modo próprio de viver do Filho, o alimento de que se nutre quem foi gerado do alto e carrega seu leito. O fato é situado no tempo da Páscoa. Uma grande multidão segue Jesus, para lá do mar, sobre o monte. São alusões ao Êxodo. Jesus lidera o Êxodo definitivo. O ‘mar’ está entre ele e a escravidão da morte. No ‘monte’ se recebe a Palavra que é pão da vida. Nessa travessia, há sempre a ‘tentação’ da desconfiança, da falta de fé: como viver na liberdade, como não perecer no deserto da vida? João quer nos revelar de onde vem e qual é o pão que nos sustenta na existência nova que nos foi dada do alto. A pergunta de Filipe é justamente essa: “De onde vamos comprar pão para eles comerem?”. As nossas traduções geralmente dizem ‘onde?’, mas o correto seria ‘de onde?’. Parece uma insignificância, mas não é. Esse ‘de onde’ aparece em várias outras ocasiões no Evangelho de João. A mulher samaritana não sabe ‘de onde’ vem a água. Nicodemos não sabe ‘de onde’ vem o vento, o espírito. O mordomo não sabe de onde vem o vinho. E na multiplicação, Filipe não sabe ‘de onde’ virá o pão. ‘De onde’ é pergunta pela origem e pela natureza profunda. Esse pão se compra sem dinheiro e, diferentemente dos outros, sacia e faz viver. É o próprio Jesus, o Filho que se dá aos irmãos e os coloca em comunhão de vida com o Pai, o seu Pai, o nosso Pai. Como em outros lugares do Evangelho, João joga com equívocos, com mal entendidos. No caso de Nicodemos, jogou com o equívoco do ‘nascer’. Em relação à Samaritana, jogou com o equivoco da ‘água’. Todo equivoco surge de um duplo sentido: uma palavra tem um significado comum, e, mais profundo, mais importantes, escondido!, que precisa ser descoberto. O primeiro significado, o comum, é sinal do segundo, o simbólico, metafórico. Nessa capacidade de leitura simbólica da realidade, está a pequena diferença entre o homem e o animal. As coisas não são só o que são, mas uma referência a outra realidade. São sinais. Quem não tem essa antena simbólica para captar essa outra realidade não entende as coisas de Deus, nem as humanas. Nesse sentido só o ser humano é capaz de viver a relação com o alimento e com o sexo de maneira não animal: entre os animais, são coisas a possuir para viver; entre os seres humanos, são realidades a serem doadas por amor. Na ótica de Jesus, o ser humano perde a vida quando a possui e a ganha quando a perde. De todos os gestos de Jesus durante sua atividade profética, o mais lembrado pelas primeiras comunidades cristãs foi seguramente uma refeição enorme organizada por ele no campo, nas proximidades do lago da Galileia. É o único acontecimento recolhido em todos os Evangelhos. O conteúdo do relato é de uma grande riqueza. Seguindo seu costume, o Evangelho de João não o chama de ‘milagre’, mas de ‘sinal’. Convida-nos a não ficar nos fatos narrados, mas a descobrir, a partir da fé, um sentido mais profundo. Jesus ocupa o lugar central. Ninguém lhe pede que intervenha. É ele mesmo que intui a fome daquele povo e coloca a necessidade de alimentá-lo. É comovedor saber que Jesus não só alimentava o povo com a Boa Notícia de Deus, mas que se preocupava com a fome de seus filhos.

 

27/07/15 – Seg: Ex 32,15-24.30-34 – Sl 105 – Mt 13,31-35

28/07/15 – Ter: Ex 33,7-11; 34,5b-28 – Sl 102 – Mt 13,36-43

29/07/15 – Qua: 1Jo 4,7-16 – Sl 33 – Jo 11,19-27

30/07/15 – Qui: Jr 15,10.16-21 – Sl 58 – Mt 13,44-46

31/07/15 – Sex: Jr 18,1-6 – Sl 145 – Mt 13,47-53

01/08/15 – Sáb: Lv 25,1.8-17– Sl 66 – Mt 14,1-12

 

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