O principal tema em pauta foi a necessidade de se incentivar a produção e o consumo de alimentos livres de agrotóxicos
São Bento – Depois de sair do Mapa Mundial da Fome, em 2014, segundo relatório global da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil tem como preocupação garantir a qualidade da alimentação de seus habitantes e evitar as consequências da alimentação inadequada, como, por exemplo, a obesidade infantil. Em São Bento do Sul, a 2ª Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, aconteceu na quinta-feira (11), no auditório do CAFI, em Serra Alta. O principal tema em pauta foi a necessidade de se incentivar a produção e o consumo de alimentos livres de agrotóxicos.
Na abertura do evento, a secretária de Assistência Social, Rita Maria Dums, destacou a importância de mobilizar a sociedade em torno do direito de uma alimentação saudável para todos. O tecnólogo em Gastronomia e fiscal sanitário Giulio Cesare da Silva Tartaro, que já representou Santa Catarina na Conferência Nacional, em 2004, palestrou sobre o tema central do encontro, “Comida de Verdade no Campo e na Cidade – por direitos e soberania Alimentar”. Tartaro relembrou a caminhada histórica do país nesse setor e os novos desafios da sociedade para mudar de hábitos alimentares e ter mais acesso a alimentos orgânicos.
O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Lírio Volpi, e outros integrantes de sua equipe também participaram da conferência. Volpi destacou a importância dos agricultores familiares no cenário da segurança alimentar. “Estamos organizando nossos agricultores por meio do associativismo, para que tenham condições de comercializar os seus produtos e obter preço justo, tanto para o produtor quanto para o consumidor”, afirmou.
Outra medida adotada no município para incentivar a “produção limpa” é o fornecimento de assistência técnica, por meio do engenheiro agrônomo da Secretaria de Agricultura. “Assessoramos não só os produtores rurais, mas até mesmo as pessoas que moram na área urbana e querem ter sua horta caseira”, comentou Bernardo Becker, diretor da Secretaria de Agricultura.
Ampliar o alcance das hortas comunitárias, mantidas pela Secretaria de Assistência Social, em parceria com a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, é outra alternativa a ser adotada pelo município na busca por uma alimentação mais saudável aos habitantes. “Estamos trabalhando na implantação de mais quatro hortas, no Alpestre, Mato Preto, Centenário e Serra Alta e já produzimos uma média de 5.600 mudas de hortaliças por mês”, explica João Paterno, responsável pelo programa de hortas comunitárias.
Nas escolas do município, a educação nutricional também é colocada em prática tanto na merenda escolar quanto por meio de palestras e orientações aos estudantes e suas famílias.
A Conferência Municipal, realizada pela secretaria de Assistência Social em parceria com o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSEA), discutiu os avanços e obstáculos para a conquista da alimentação adequada e saudável, estratégias em andamento para a conquista da comida de verdade no âmbito local, estadual, regional, nacional e internacional; e o aperfeiçoamento e ampliação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.