Para marcar o encerramento da Oficina de Contação de Histórias oferecida pelo projeto AçãoCultura no CEU das Artes, professoras da Educação Infantil da rede municipal de ensino colocaram em prática o que aprenderam. A terça-feira (12) foi dedicada a narrar histórias para os pequeninos.
A oficina, ministrada pela atriz e contadora de histórias Alessandra Nascimento, teve quatro etapas e um total de 30 horas de duração. As 25 vagas foram distribuídas pela secretaria municipal de Educação de modo a contemplar várias unidades escolares. Onde havia vários professores interessados, a vaga foi disputada por sorteio. O curso integra a programação de atividades culturais do projeto AçãoCultura, que conta com recursos financeiros da Funarte (Fundação Nacional das Artes), por isso a participação foi gratuita. “Oferecemos a oportunidade para a secretaria de Educação por entender que os professores são multiplicadores da arte de contar histórias e, assim, estamos atingindo indiretamente um público muito maior, que são os estudantes”, afirma Alessandra.
Durante o treinamento, as professoras trabalharam a preparação da voz e do corpo, criaram histórias próprias, tomaram contato com técnicas de improviso, uso de imagens, objetos e narração pura, só com voz e gestos. “Ao longo das aulas, cada uma foi se identificando mais com determinada linguagem narrativa, o que é muito natural”, observa a atriz.
Antes de encarar o público de terça-feira, as professoras fizeram uma apresentação prévia para as colegas, na qual Alessandra apontou aspectos a serem melhorados ou substituídos. Crianças de 3 a 7 anos, de 14 unidades escolares do município, participam das sessões de contação de histórias. “Faremos apresentações também na sexta-feira (15), na biblioteca do CEU das Artes, às 8h30 e às 9h30”, explica Alessandra. Ela elogiou a dedicação das professoras ao curso proposto.
Para Patrícia Beier Paszeuk, da escola Castelo Branco, a contação de histórias é uma ferramenta fundamental para o cotidiano escolar. “Essas técnicas que aprendemos no curso fazem muita diferença na hora de fazer a narração. Já estamos torcendo para que haja uma continuidade”, avaliou. Cíntia Gnatkoski, professora da escola Emílio Engel, sempre gostou de contar histórias. “Foi excelente, aprendi muita coisa e já estou aplicando com os alunos”, comentou. Na opinição da professora Cíntia Becker Cordeiro, que atua na secretaria de Educação, a contação de histórias atrai tanto a atenção de crianças quanto de adolescentes e adultos.