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Ataques isolados e aleatórios desafiam táticas da polícia de SC contra facções criminosas

Segunda, 04 de maio de 2015

 

Monitoramento dos grupos não tem sido suficiente para frear atentados a coletivos pelo Estado. Ações realizadas sem “salve-geral teriam sido represálias a ações de segurança pontuais

 
Ataques isolados e aleatórios desafiam táticas da polícia de SC contra facções criminosas Ricardo Wolffenbüttel/Agencia RBS
Em Palhoça, ônibus foi atacado no dia 23 de abril. Três jovens seriam os responsáveisFoto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS

Monitorar facções, integrar setores de inteligência, transferir presos líderes para penitenciárias federais são exemplos de sucesso de um passado recente que frearam ondas de violência espalhadas em Santa Catarina, principalmente ataques a ônibus.

Agora, sem comando único e ordem direta e cada vez mais enfraquecidos com as constantes ações policiais, os criminosos desafiam a polícia praticando atentados de forma aleatória e sem a sinalização orquestrada nos chamados “salve-geral” (ordem de ataque) que partem de presídios.

No intervalo de seis dias (22 a 28 de abril), bandidos levaram medo a passageiros de ônibus em três oportunidades na Grande Florianópolis (veja quadro abaixo) e conseguiram incendiar dois dos alvos. Não há notícia que algum deles tenha sido preso ou apreendido – num dos casos, em São José, eram adolescentes à frente da ação.

Polícia Militar (PM) se apressou em descartar a ligação dos casos e a associação com o crime organizado, não prevendo nada semelhante a outras quatro ondas de ataques a ônibus registradas no Estado desde 2012.

O DC apurou que há interpretações que podem explicar a retomada desse tipo de modalidade criminosa. Uma delas é a de que bandidos decidem queimar ônibus repentinamente e sem comando vindo de líderes que estão em presídios. Como motivação para os criminosos basta concluírem que alguma ação policial contra comparsas tenha sido desproporcional, ilegal ou de humilhação.
 
Criminosos estão com mais autonomia para agir
 
Hoje, os membros do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) não dependem mais de ordens dos 1º e 2º ministério para cometer ataques. Eles identificam um alvo e agem para afrontar o Estado ou mesmo ganhar notoriedade entre gangues.

– Agem agora com autonomia e sem comandos de facções em represálias às ações policiais que interpretam como ilegais – afirma o delegado responsável pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), Akira Sato.

Segundo a Deic, as informações policiais apontam que os incêndios foram antecedidos por prisões ou fatos envolvendo criminosos e o monitoramento às facções continua em SC. A exceção seria o ataque no Saco dos Limões, em Florianópolis, em que é investigada conexão com episódio dentro do sistema prisional.

Na noite do dia 20 de abril, presos da Agronômica bateram grades e deixaram o clima tenso no complexo por causa de uma suposta demora no atendimento de saúde a um detento. O Departamento de Administração Prisional (Deap) negou que tenha havido motim e muito menos que o preso deixou de ser atendido. Cinco dias depois, cerca de 30 detentos foram transferidos de Florianópolis para outras regiões.

Mesmo monitorando, PM tem dificuldades para prender

A Polícia Militar admite dificuldades para prender os envolvidos imediatamente aos ataques. Um dos motivos é que eles costumam agir de forma rápida e fugir em motos. Também há preocupação com a quantidade de armas em circulação e a participação de adolescentes.

– Houve intensificação das operações em pontos mapeados pela nossa inteligência como críticos. Também estamos agindo com agilidade com as equipes da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) – observa o tenente-coronel chefe da Comunicação Social, Sérgio Luís Sell.



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