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Padre Antônio Taliari
Jornalista (DRT 3847/SC)
Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR
Neste 5º Domingo do Tempo da Quaresma, o Evangelho de João 12,20-33, mostra que esta passagem só se encontra neste evangelista e introduz a Paixão de Jesus. Tudo inicia com um encontro com um grupo de gregos que queriam ver Jesus. A resposta de Jesus será um passo adiante. Ele anuncia que a sua ‘hora’ chegou. E porque chegou a hora, Jesus vai se dirigir ao Pai que lhe responde. A Paixão, no Evangelho de João, é o momento da glória de Jesus e do Pai. É o momento de dar a vida por amor. E o próprio Jesus vai anunciar de que tipo de morte vai morrer. Alguns gregos: A manifestação de Jesus se dá aos estrangeiros, embora seja um tanto difícil de dizer quem são estes gregos, já que, naquela época, o termo não se referia somente aos nascidos na Grécia. Poderiam ser estrangeiros que foram convertidos ao judaísmo, pois haviam subido a Jerusalém para adorar, gesto parecido com o do eunuco etiópe de At 8,27. Ver Jesus: O desejo dos gregos não foi somente subir a Jerusalém para adorar. Eles devem ter ouvido falar de Jesus e querem vê-lo, saber quem ele é. Sua atitude não é hostilidade como a dos fariseus. De certa forma neles se cumpre a profecia dos fariseus “todos vão atrás deles”. Filipe e André: São os dois discípulos missionários de Jesus que possuem nomes gregos. Eles são de Betsaida, no norte da Galileia. Mesmo sendo território judaico era uma região onde habitavam muitos estrangeiros. A hora chegou: Jesus aproveita para falar que chegou o momento da sua ‘glorificação’. O kairós de Jesus se aproxima, isto é, “a hora de Jesus está chegando”. Em Caná Jesus disse: “minha hora ainda não chegou”; nas várias vezes que tentaram prendê-lo ou matá-lo ainda não era chegada a hora. No entanto, agora ela se aproxima. No lava-pés Jesus sabe que “chegou a hora de passar deste mundo para o Pai”. O grão de trigo: Falando do grão de trigo que precisa morrer para nascer e produzir fruto, Jesus recorda que Ele precisa morrer para poder trazer a ressurreição. Neste sentido a vida não é tirada, mas doada com amor. A vida deve ser doada para que produza frutos. Quem se apega à vida, vai perdê-la. Quem doa a sua vida vai ganhá-la, é o que Jesus vai fazer. Quem quer servir a Jesus, não pode ficar em casa, deve partir em seu seguimento, é isso que fazem seus discípulos missionários. Quem serve a Jesus, receberá a honra de Deus Pai. A voz do Pai: O Evangelho de João não traz a passagem da Transfiguração de Jesus, mas ao reportar a voz do Pai, encontramos palavras que são parecidas com aquilo que aconteceu no Monte Tabor nos Evangelhos Sinóticos: Marcos, Lucas e Mateus. A voz do céu confirma a missão de Jesus: Ele é o Filho amado de Deus! A glória do Filho será a glória do Pai. O tipo de morte: Jesus anuncia que sua morte está próxima e de que tipo de morte vai morrer. Jesus utiliza um fato do passado. Na caminhada pelo deserto, diante do perigo de morte do povo, Moisés ergueu a serpente e esta se tornou sinal de salvação para o povo. Jesus será erguido, levantado na cruz, para se tornar sinal de salvação para nós, e atrair todos a si. Por ocasião do Jubileu do Milênio, a Igreja escolheu como tema “Queremos ver Jesus”. No Antigo Testamento quem visse o rosto de Deus, não poderia continuar vivo, deveria morrer. Agora Jesus revela seu rosto e o rosto do Pai. Ver Jesus é comprometer-se com Ele e com a sua proposta. É tomar a cruz de cada dia e colocar-se a caminho no seguimento, dando a vida por amor.
23/03/15 – Seg: Dn 13,1-9.15-17.19-30.33-62 – Sl 22 – Jo 8,1-11
24/03/15 – Ter: Nm 21,4-9 – Sl 101 – Jo 8,21-30
25/03/15 – Qua: Is 7,10-14; 8,10 – Sl 39 – Lc 1,26-38
26/03/15 – Qui: Gn 17,3-9 – Sl 104 – Jo 8,51-59
27/03/15 – Sex: Jr 20,10-13 – Sl 17 – Jo 10,31-42
28/03/15 – Sáb: Ez 37,21-28 – (Jr 31) – Jo 11,45-56
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