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Elisa Mota


Carioca criada em Joinville, morando algum tempo em São Bento do Sul e Florianópolis.

Sou vegetariana desde os dezessete anos e recentemente me mudei para a terra do churrasco (Pelotas - RS), onde faço graduação em biotecnologia. Gosto de arte, cultura geral, animais domésticos, psiclogia, história e filosofia. Gosto de algumas pessoas também. Aprecio culinária japonesa... mas tem que ser sem carne. Gosto de escrever, desenhar, conversar, tocar violão, perder tempo na internet e dormir.


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Dia do músico

Domingo, 30 de novembro de 2014


22 de novembro: dia do músico. A data me fez pensar na importância e na coragem desses profissionais: Não se deixaram seduzir pela idéia de estabilidade das profissões “tradicionais” e romperam com as preferências de tantos pais, que induzem seus filhos a exercer medicina, direito ou engenharia. Escolheram dar vazão à própria criatividade e confiar na sua capacidade de expressar sentimentos de modo compatível com as preferências do público.

Fala-se em talento, mas o músico também precisa se aprimorar. Horas de dedicação, estudo, ensaios e repetições compõem o que se vê no palco por poucos minutos. Dias tentando encaixar palavras, terminar melodias. Necessidade constante de se reinventar e captar no ambiente o que possa ser suficientemente inspirador. Concatenar idéias de modo agradável aos ouvidos alheios... e pertinente aos interesses da gravadora. O mercado determina e segue tendências. Surgem dilemas: adaptar-se, descaracterizando-se (o que além do descarte de boas idéias pode levar à diminuição ou perda da admiração pelos fãs, decepcionados com a mudança e trazendo impactos negativos às vendas), ou manter-se fiel às preferências iniciais, evoluindo somente conforme a própria vontade? Manter-se vinculado à gravadora ou procurar o mercado independente da internet?

O artista se expõe à rejeição, às vaias e à observação rigorosa de jurados. Enfrenta suas apreensões e se apresenta de forma digna, diante do julgamento do público e da memória implacável das câmeras e gravadores. Entrega-se à realização de sonhos que dependem da aprovação alheia. Com o sucesso, aprende a lidar com a exposição demasiada, o sarcasmo da mídia, a falta de privacidade da fama, a dos fãs e as saudades impostas por viagens para a realização das apresentações. Entende que é impossível agracobrança dar a todos (mesmo que sejam fãs) e que a sensibilidade nem sempre está presente nos críticos de arte.

Sua obra nos faz pensar. Transporta-nos a realidades distintas, permeadas por saudades, indignação, felicidade, frustrações e gratidão. Anima nossos bares, festas, formaturas, casamentos. Ocupa a trilha sonora de filmes e programas de TV. Entretém-nos quando estamos entediados e nos lembra que a vida vale à pena quando nos esquecemos disso.

Após a execução, vêm os aplausos, elogios e até pedidos para que mais uma música seja tocada. A recompensa financeira pode não ter muitos dígitos, mas há gratificação pelo carinho dos fãs e o amor ao que se faz. Quem nunca quis ser cantor quando criança? Que adolescente nunca pensou em montar uma banda? A vida é feita de escolhas, talento e disposição. Só temos a agradecer quem traçou metas diferentes das nossas e torna o mundo melhor a partir de seu trabalho. Admirar as habilidades adquiridas para que nossas vidas fizessem mais sentido e pudéssemos nos sentir “ouvidos” (ou cantados) em nossas percepções e sentimentos. Incentivar aqueles que tiveram coragem de se lançar às “profissões menos tradicionais” e trilhar rumos menos formais e seguros, fazendo aquilo que lhes preenche a alma (e nossos ouvidos). 



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