O deputado Edison Andrino (PMDB) desistiu de concorrer à eleição porque assustou-se com o orçamento. A previsão de despesas com a campanha era de R$ 2 a 3 milhões. Não recuperaria isso nem com dois mandatos. Nos comitês eleitorais dizem que candidatos à Câmara Federal e Assembleia Legislativa arrecadaram até R$ 5 milhões. Ficção ou realidade, o fato é que estes números nunca chegam à Justiça Eleitoral.
Esta campanha continua “sui generis”. Contam-se nos dedos os carros com adesivos de candidatos. Militantes portando bandeirolas sem ganhar um cachê, então, virou espécie em extinção. Todos levam seu dinheirinho pelo “serviço” eleitoral. Os próprios candidatos espinafram seus cabos eleitorais. Vereadores, líderes comunitários, via de regra, estão apoiando só em troca de boa grana.
Dois flagrantes dados pela Polícia Rodoviária Federal revelaram provas sobre abusos do dinheiro na atual campanha. Um, envolvendo Aires Bertollo, detido quando portava santinhos do deputado Ronaldo Benedet (PMDB) e R$ 105 mil. Não informou nada sobre a origem do dinheiro. Bertollo, cabo eleitoral de Benedet, já tinha sido seu assessor.
O segundo, o flagrante com os guardas da prefeitura de Florianópolis com R$ 100 mil reais e propaganda do deputado Vanderlei Agostini(PSD) no carro. Juliano Pereira Machado, diretor do IPUF, e Jean Carlo Viana Cardoso, comandante da Guarda Municipal, tinham viajado a Porto Alegre, onde se encontraram com dirigentes da Kopp, a empresa contratada para manter os radares de Florianópolis.

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