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Pedro Alberto Skiba

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Pedro Alberto Skiba (Reticências)

Diretor do Jornal Evolução

Conselheiro da Ordem dos Jornalistas do Brasil

Patrono da Associação Catarinense de Colunistas Sociais (ACCS)

Membro da Academia de Letras do Vale do Iguaçu (Alvi)

Vice-presidente do Conselho Deliberativo  da Federação Brasileira de Colunistas Sociais (Febracos)

Diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet/SC)

Consul do Poetas del Mundo

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VELHO NÃO É TRAPO

Segunda, 21 de fevereiro de 2011

Somos um povo e um país que ainda vai pagar caro pelo nosso próprio comportamento. Não educamos bem os jovens e estamos diante de uma geração sem muitos rumos e principalmente respeito. Que esperar do futuro? Nossos velhos, e me incluo entre eles, pois acima de 60 já somos quase que descartados. Respeito, que é bom, há muito tempo deixou de existir. A tal da Terceira Idade, como querem nos tratar, é apenas mais um engodo. Colocam os idosos para dançar e transar, tudo em nome de uma nova qualidade de vida e os números de aidéticos entre eles está crescendo assustadoramente. A ociosidade é uma porta aberta a todo tipo de contaminação. "Não é ocioso apenas o que nada faz, mas também o que poderia empregar melhor o seu tempo" (Sócrates). Não que os idosos não mereçam descanso e lazer, mas talvez empregar melhor o tempo com ocupações que exijam exercícios físicos moderados e a cabeça ocupada. Dias destes a Record mostrou numa reportagem: uma metalúrgica nos Estados Unidos só ocupa mão de obra de pessoas acima de 70 anos. Tem gente com 92 trabalhando, produzindo e esbanjando saúde e alegria. O proprietário, um jovem de 30, feliz com a produtividade, comprometimento e assiduidade dos seus idosos. Mas vou chegar aonde queria. Aqui um amigo meu, que é bastante conhecido na cidade, professor formado em História e Administração, aos 60 anos pediu ao secretário Jacó Anderle, que já partiu desta, uma liberação de sala de aula para fazer um doutorado em Porto Alegre ou São Paulo. Foi desaconselhado devido à idade. Mais tarde tentou novamente junto à viúva do Jacó, que assumiu a Secretaria da Educação, no lugar dele, e ela repetiu o que ele já havia ouvido e que na sua idade não seria mais interessante o Estado investir nele. Aposentou-se e tentou novamente umas aulinhas para ajudar no orçamento, uma vez que a renda, como de todo aposentado, diminuiu. Ninguém levou em consideração seus mais de 30 anos de experiência em sala de aula. Mandaram que ele fosse fazer concurso. Sem se deixar abater, resolveu se dedicar à sua pequena marcenaria nos fundos de casa, mas sedento por estar sempre aprendendo, procurou o Senai para um curso técnico. Também foi recusado pela idade e por não fazer parte do quadro de funcionários de uma determinada empresa. Imaginem a indignação deste "velho", idoso, senil, descartável. Vai ter que se conformar em jogar dominó, paciência e contar histórias. Este é o tratamento que damos aos nosso idosos. Não sabemos aproveitar a sua sabedoria, experiência e acima de tudo que envelheçam com dignidade, se sentindo úteis. Não me admiro se qualquer dia proibirem os idosos de tomar remédios e receberem tratamento que lhes de saúde e prolongue a vida. Já que são descartáveis, que virem adubo e não se gaste dinheiro com quem não vai mais render (se puder, leia o "Oitavo Dia", de Euler Renato Westphal, um professor universitário, doutor, escritor, teólogo e pastor luterano; você vai ver que não estamos longe disto). Vamos fazer uma São Bento do Sul melhor, depende de nós.

A tragédia do carnaval e a tragédia da natureza
Se estrelas globais estão de luto pelo incêndio na Cidade do Samba, que praticamente destruiu os barracões da Grande Rio, Portela e União da Ilha, o que dirão os componentes natos dessas escolas? Aqueles que vivem o dia a dia das comunidades, que sonham o ano inteiro em sair do anonimato mostrando o talento de berço, no samba, que sempre os embalou desde bebês? Os destaques dessas escolas, atrizes e modelos famosas fizeram questão de chorar frente às câmeras, completamente "desoladas" ao verem de perto a destruição das alegorias e fantasias que, com certeza, deve ter incluído a luxuosa e cara indumentária delas próprias. E foi exatamente por isso que todas juraram de pés juntos que vão desfilar de qualquer jeito, descalças, de biquíni, calça rasgada, não importa, vão defender o nome e bandeira de suas escolas, vítimas do fogo implacável. Mas nem poderia ser de outra maneira. Imagine se vão perder essa oportunidade de serem tão "solidárias" com a dor dos sambistas, "colegas" de desfile? Para elas é fácil se vestir de pobre, mesmo que seja por uma hora e meia, afinal, o retorno disso vale por um ano inteiro de luxo! Nem as chamadas "cabrochas"? Aquelas que ralam o ano todo, trabalhando duro para ganhar o dinheiro suficiente para comprar uma bela fantasia para terem os cinco minutos de fama passageiros de folia e agilidade de ritmo nos pés? Será que elas estão conformadas de se vestirem com a simplicidade do seu dia a dia, em vez das fantasias luxuosas que tanto suaram para conseguir? Foi outra tragédia anunciada e esperada pela falta de providências já recomendadas pelo Corpo de Bombeiros, que havia vistoriado o local. O que me preocupa, no entanto: sei que o Carnaval carioca é um dos maiores espetáculos da Terra. Movimenta milhões de dólares, atrai turistas, emprega muita gente, mas muita mesmo, consome muita matéria prima e também esconde muita sacanagem. Quero saber é como fica o bloco dos desabrigados das enxurradas, enchentes, que nós, da própria imprensa, já esquecemos. Não dá mais audiência. A lama virou poeira. As promessas dos governos e políticos também não passaram de promessas. Milhares de pessoas estão morando em barracas há anos e nenhuma providência é tomada. A diferença entre nossas regiões abaladas e o Haiti é quase nenhuma. Na hora da tragédia todo mundo se comove, mas esquece logo. É realmente como o Carnaval. Para tudo se acabar na quarta-feira.

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VENENOSAS

- Romário, que nunca tremeu diante de mais de 120 mil torcedores, tremeu em sua estreia na Câmara dos Deputados. Pasmem! Falou para apenas 20 dos 540. Dó.

- Vergonhosa a situação de escolas, cadeias, hospitais e tudo que é público neste país e aqui em Santa Catarina. Todo início de ano a mesma ladainha: faltam carteiras, uniformes, professores e as instalações físicas das escolas na maior precariedade. E sempre os ex-secretários de Educação são eleitos para novos mandatos.

- E a procura para passaportes para viagens ao exterior aumentaram, só em janeiro, 35%.  É mais ou menos como aquela música sertaneja: "Tá ruim, mas tá bom".

- E a transferência dos padres da Igreja Matriz ainda não foi muito bem digerida por alguns fiéis - e muito mal explicada por quem deveria. Afinal, os paroquianos parece que só servem mesmo para pagar o dízimo e dizer amém.

- Em uma cidade do interior de São Paulo um juiz determinou que o proprietário de salão de festas (clube), cada vez que realizar um evento, pague estadia em hotéis para os vizinhos, inclusive as refeições. Tudo para que o direito de não serem perturbados pelo barulho seja respeitado.  Se a moda pega aqui, vai faltar hotel.

- Sacanagem da grossa é ficar criticando e fazendo gozação com o prefeito Magno Bollmann, que foi palestrar no Japão. Deveria ser motivo de orgulho, pois é uma oportunidade para poucos. Seria inveja?

- E a comunidade "São Bento do Sul" no Orkut, que denunciou secretários municipais, após  notícia sobre ação de responsabilidade criminal, mudou de dono. Tremeu. Deveria ser condenado a pagar indenização no valor de cada apartamento para cada um.



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