Ex-prefeito e atual vereador Fernando Mallon (PMDB), que vem sofrendo uma série de ações desencadeadas pelo Ministério Público, fruto de sua gestão como prefeito adianta sua defesa
São Bento – Cerca de 5 (cinco) ações tem sido notícia contra o ex-prefeito Fernando Mallon, todas movidas pelo Ministério Público Estadual, leia-se Promotoria de Justiça. Embora ainda sem julgamento tornam-se pautas obrigatórias e seus adversários distribuem material e antecipam julgamentos. Nossa reportagem ouviu Fernando Mallon que prestou os seguintes esclarecimentos:
O que diz Mallon
“Das cinco ações que foram feitas contra mim, ainda não recebi a citação de nenhuma. Só tomei conhecimento através de bancos que teriam bloqueado minha conta bancária, mas eu não tinha saldo, inclusive a mesma estava negativa. Bloquearam meus carros e os bens imóveis. Tomei conhecimento do teor de uma ação que envolve a Saúde porque um dos réus que foi citado me trouxe para dar uma olhada. Conhecendo a Promotora de outras manifestações em outras ações e vendo esta, é de um absurdo tremendo. Primeiro ela pediu o bloqueio de R$5,5 milhões e a juíza concedeu. A juíza deve ter ficado impressionada com o que ela colocou lá e mandou bloquear meus bens. A promotora diz que o desvio ultrapassa o gasto de R$ 1,2 milhões, isto na questão da saúde na contratação de uma empresa que fazia serviços terceirizados de pronto atendimento. Pediu correção e que mais duas vezes este valor como multa, uma das possíveis penalidades da Lei de Improbidade. Mas, multa não é prejuízo para o Município. Ela disse que o prejuízo era de R$ 1,2 milhões, mais ou menos nos seguintes termos: “bloqueie-se o montante do prejuízo eventualmente sofrido pelo Município no valor informado de R$ 5,5 milhões”. Só que olhando a petição, a Promotora diz que não sabe onde foi parar os R$ 1,2 milhões. Comprovado está no processo que foram pagos aos profissionais de saúde em torno de R$ 352 mil. Hora, não foi gasto R$ 1,2 milhões naquela situação, foram os R$ 352 mil. Quem entende minimamente de contabilidade pública e de legislação sabe que se faz uma previsão orçamentária. Fizemos de R$ 1 milhão, isto foi provisionado. Ela disse, eu não me lembro disso que tem um primeiro contrato com profissionais que foi de dois meses de janeiro a março de 2006 no valor de R$ 400 mil. E, que teve mais dois contratos prorrogando estes prazos, cada um de mais R$ 400 mil. Disto eu não me recordo, Mas, a verdade é que só foi pago R$ 352 mil para dois meses de trabalho. Ela diz que nós gastávamos R$ 111 mil com plantão do Hospital. R$ 111 mil, dois meses são R$ 222 mil. Nós gastamos R$ 352 mil. Só que na época a Saúde contratou mais profissionais. É diferente de você pagar para o Hospital e este pagar para o profissional. Quando você contrata alguém tem todos os encargos correspondentes. Então começa o primeiro erro por aí. A juíza se sentiu pressionada e mandou publicar R$5,5 milhões. O que eu acho totalmente errado. A história da Saúde é esta e a promotora diz que tudo foi armado pelo Juarez, Lucia Maria Sibut da empresa Sibut.
O que aconteceu
“Nós tínhamos um problema sério com o Hospital. Já não estavam sendo mais atendidos os pacientes de urgência e emergência e nós tínhamos que correr atrás, pois quem fornecia a ambulância eram eles. Na época eu e o secretário Juarez tivemos várias vezes que fazer contato com o Ministério Público - Dr. João Carlos Linhares - para ligar para o Hospital e este liberar. Existia a portaria e lá a urgência e emergência. Nós pagávamos o plantão , mas os mesmo médicos que faziam este atendimento, atendiam os planos de saúde, convênios e particulares, e para estes davam a preferência. E, o pessoal do SUS ficava lá reclamando e esperando. Em determinado momento, buscando melhorias, houve uma reunião da qual existe ata, em que o Hospital decidiu não mais atender. Isto foi em novembro, se lembro bem , dia 16. Participaram o secretário de saúde, a diretora de Saúde e eu estava presente. Ficou aquela situação e fazer o que? Nós teríamos que ter pessoal para fazer serviço de urgência. Em 10 de janeiro o Hospital não atendia mais. Se fica um dia e uma pessoa morre é omissão de socorro e aí está feito o banzé. Corremos atrás. A promotora diz que não foi feito pesquisa de nenhuma empresa e que tudo estava mancomunado com a Sibut. Isso não é verdade. Houve, isso o Juarez me falou e a funcionária também vai esclarecer no depoimento dela, uma busca de outras empresas de São Bento e de outras cidades. Nenhuma delas disse ter condições de fazer o atendimento que queríamos. A diretora de Saúde na época Rosicler, ela conhecia a Lucia Sibut, que era auditora da CIS Amunesc, que fazia auditoria do serviço de saúde. Não era o correto afinal de contas uma auditora diz se tal serviço tem que ser pago ou não. Mas, ela tinha uma empresa e a Rosicler disse que conhecia ela e que poderia prestar o serviço. Então a situação emergencial, a promotora alega que poderia ter sido feito concurso, aumentar as horas de trabalho dos funcionários. Não tinha como fazer. Primeiro o serviço nos Postos de Saúde é uma coisa. Urgência e emergência é outra. Então o que foi feito. Não dava tempo para fazer concurso. Concurso é preciso criar por lei as vagas com aprovação pela Câmara. Depois fazer o edital, as inscrições, exames, correções, impugnações, nomeação. As pessoas tem 15 dias para assumir prorrogáveis por mais 15 dias. Não dava para ficar esperando, pois dia 10 de janeiro ficaríamos sem o serviço. Licitação é ainda mais complicado, edital, prazo, abertura, impugnações, pois para este tamanho teria que ser Concorrência Pública. Também não dava tempo. Processo seletivo simplificado também não dava, pois apesar de não ser concurso, teria também todo um processo, inscrições e não resolveria em tempo. A alternativa foi contratar uma empresa em situação de emergência que a lei permite até 120 dias. Neste prazo se faria a licitação que a empresa Sibut poderia participar. Se começou a trabalhar no edital e iríamos contratar esta empresa. Acontece que ela diz que a Sibut foi contratada e a empresa não foi contratada. Por que? A promotora alega que foi porque nós alegamos que seria imoral contratar uma empresa cuja dona era auditora. Não foi esta a questão. A questão foi. Em dezembro eu falei para o Juarez, então secretário da Saúde, não por causa da Sibut, mas pedi que tirasse a Rosicler Berlack, diretora porque ela não estava funcionando. Eu não a conhecia antes, foi uma indicação. Não era um cargo político era um cargo técnico, mas ela era horrível no relacionamento. Com os cidadãos, com a classe médica, havia sempre choques. Precisávamos de alguém que fosse contemporizador. Falei, tira ela. Afinal das contas ela pediu demissão, pois lhe foi dada esta opção. Só que quando fomos ver ela estava trabalhando na Sibut. Ela teria selecionado os profissionais para trabalhar. Ela ganhava mais na Sibut do que ganharia na Prefeitura. Espera aí! Isso não fica bem. Isso pode revelar uma preferência pela Sibut. Foi que decidimos não contratar. Partimos então para a contratação de profissionais autônomos. Cometemos um erro. Você pode contratar profissionais liberais, profissões regulamentadas por lei, pode. Mas, recepcionista, auxiliares de enfermagem, não. E aí é que foi feito o acerto. Isso é um erro formal. Esse pessoal foi contratado e recebeu pela Prefeitura. Todos que trabalharam receberam os depósitos em suas contas. E, a promotora diz que os valores foram superfaturados, sem nenhuma prova nos autos, simplesmente por que um médico disse que ganhava mais que outro. Pelo que me recordo na época foi dito que era para pagar com base do que se pagava para o pessoal de carreira, com alguns acréscimos devidos aos encargos. Não ficou nenhum dia sem atendimento na saúde. A Sibut que irai ser contratada registrou estas pessoas. Mas elas não trabalhavam na Sibut. Nunca receberam um centavo da Sibut. O contrato não se concretizou só que a Sibut não deu baixa nas carteiras. Alguns destes profissionais entraram com ação na Justiça do Trabalho contra a Sibut, de má fé. Eles haviam recebido pelos serviços da Prefeitura. Esta ação foi movida contra a Sibut e como responsável subsidiário a Prefeitura. A empresa foi condenada em 30 mil e poucos reais e como não tinha bens nem patrimônio, tivemos que bancar este valor. Então estas foram as despesas somadas aos R$ 352 mil que pagamos. Em abril mudou a direção do Hospital. Saiu a irmã Maria de Lourdes e chegou a irmã Beatriz Zanata. Secretário não era mais o Juarez e sim o Gean Carlos Zanon, ficou dois, três meses, não aguentou o repuxo. Aí sentaram para ver a possibilidade do Hospital voltar a atender. Ficou acertado. A Promotora diz que o serviço voltou a ser o que era antes. Mentira. A partir daquele momento existia uma portaria para o SUS e os médicos que atendiam lá atrás, que eram SUS , pagos pelo município não poderiam atender particular ou convênios. Para isto o Hospital tinha que ter outros profissionais, e isto foi feito. Ainda com acréscimo de outras especialidades. O que nós queríamos acabou acontecendo. Isto resolvido começam a dizer “houve uma suplementação de R$ 1milhão e por isso foi gasto 1 milhão de reais. Isso não aconteceu. Nós não tínhamos dotação orçamentária específica, rubrica, para contratar serviços terceirizados. Existia uma rubrica para contratar serviços para o Hospital. Então tinha que mudar esta rubrica. Anula-se a dotação total e põe prá lá. Mais outras dotações que não iriam ser usadas, anulou-se, um projeto de lei na Câmara aprovou e criou-se um orçamento de aproximadamente R$ 1 milhão. Que nunca foi realizado integralmente. Poderia ser até R$ 1 milhão, era a previsão para um ano se fosse o caso. Até porque essa aprovação orçamentária cobriria o serviço emergencial e futuramente até a empresa que viesse ganhar a licitação podia já usar a dotação. Aí confundem orçamento com dinheiro, contrato assinado com dinheiro pago. Ela, promotora mesmo viu. Colocou, não se sabe onde foi parar o dinheiro. Mas, os réus causaram um prejuízo de R$ 1.2 milhão, muito embora no processo só conste despesas de R$ 352 mil. O prefeito não tem no bolso R$ 1,2 milhão e não sai por aí pagando contas mediante recibos. Os pagamentos são feitos na base de depósitos bancários na conta dos profissionais. Este é o “x” da questão no caso da Saúde. Aí tem as outras ações que ainda não tomei conhecimento.
O que estou sabendo - Ensino de Jovens e Adultos
Fernando Mallon afirmou que deve existir uma ação sobre o Ensino de Jovens e Adultos que nós tínhamos um serviço destes mas era incipiente. Pouquíssimos alunos que faziam o primeiro grau. Aquele que quando criança não estudou e resolveu fazê-lo depois de jovem. Nós queríamos dar um incremento nisso. Não tínhamos experiência suficiente para incrementar. Contratamos a Coope, uma cooperativa de ensino. No primeiro ano, mil alunos começaram a cursar o Ensino de Jovens e Adultos. Imagina que estas pessoas estavam tendo ensino gratuito e de qualidade em pólos. Diversas turmas espalhadas pela cidade. A partir do segundo ano, nós entendemos que tínhamos adquirido experiência e criamos o EMEJA, Escola Municipal de Ensino de Jovens e Adultos funcionando num prédio no Bairro de serra Alta. Lá era o centro, mas ainda existiam, os pólos espalhados no município. Eu não sei o que a promotora alegou, mas desconfio que seja porque não houve licitação. Não havia necessidade naquela época porque era uma cooperativa. Nesta ação parece que também foram bloqueados mais de R$ 2 milhões. Segundo a professora Terezinha Schmidt, nós pagávamos na ordem de R$ 40 mil mensais. Ora. R$ 40 mil mensais daria em um ano de doze meses cheios R$ 480 mil. Eu desconfio que ela colocou números novamente de empenho, orçamento e pedindo duas vezes este valor em multas. Talvez a juíza influenciada também deu esta decisão. Lembro que tempos depois o Ministério Público nos exigiu um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta para não terceirizar os diversos serviços. Lá especificava os serviços que poderiam ser terceirizados, lembro que lá não constava Ensino. Obviamente que isto deveria compreender o ensino regular. Mas no Ensino de Jovens e Adultos, que não é o ensino regular, nós terceirizamos no primeiro ano, talvez um pouco no segundo. Mas, esta ação que ainda não tomei conhecimento, só através das partes, mais uma improbidade do Ministério Público. Ela entrou com uma ação contra mim, a professora Terezinha Schmidt e a ex-secretária da Educação Adriana Ruszanowski. Só que a Terezinha não era a diretora da Coope, não foi ela quem assinou o contrato. Ela tinha que entrar com a ação contra a diretora da Coope que assinou o contrato. Existem todos os relatórios, o número de alunos que cursaram.
Terceira ação – Pedagogia Hospitalar
Prossegue Mallon: “Era um serviço que atendia crianças que ficavam nas enfermarias, internadas pelo SUS, num quanto coletivo com a mãe sentada numa cadeira segurando a mão do filho. Muitas delas perdendo dias escolares. Foi-me apresentado um projeto que já funcionava em Rio Negrinho e muito bem recomendado. Gostei da idéia, toquei adiante. Se tinha que fazer licitação não cabia a mim decidir. O assunto foi encaminhado para o departamento competente que disse que não precisava licitação. Pelo que me consta a promotora alegou que não houve licitação, que seria irregular e que não existia controle das atividades da Pedagogia Hospitalar. Também é mentira. Também bloquearam bens meus, da Adriane Ruszanowski e da autora do projeto. Presumo que além do valor X, mais duas vezes o mesmo em multa. Entendo que é completamente errado”.
Quarta ação – Esportes
A respeito diz Mallon: “Nesta parece que não houve bloqueio de bens. Acho que foi em 2005, quando veio uma empresa oferecer serviços com experiência comprovada junto ao esporte. Mais especificamente no sentido de buscar recursos os projetos do Segundo Tempo, do governo Federal. Eram recursos que bancavam compra de materiais esportivos para todas as modalidades, pagamento de estagiários. Lembro que houve até uma polêmica porque contratamos estagiários de educação física da Univille, que alguém contestou que só podiam ser alunos do terceiro ano. Então nós bancamos os custos, pois os alunos estavam em início de curso. Foram trabalhados diversos pólos. As crianças estudavam pela manhã e tinham esta complementação na parte da tarde. Até passes eram dados para quem morava distante. Só três municípios de Santa Catarina conseguiram este projeto. Jaraguá do Sul, São Bento e Itajaí. Pelo que consta a promotora estaria alegando que não houve licitação e que também não houve demonstração dos serviços que foram prestados. Na verdade todas estas ações decorrem de denúncias feitas pela administração anterior, leia-se PP, que depois das eleições levaram as acusações ao Ministério Público. Eu digo que eles fizeram diversas ações contra mim, perderam todas. Cansados de perder de levar a pecha de incompetentes nas suas denúncias colocaram na mão do Ministério Público. Encontraram uma promotora que vê coisa feia em tudo, e aí foram feitas estas ações. Ah!. Então agora é o Ministério Público, não é mais o PP. O ministério Público é intocável, e a gente sabe que não é bem assim. O MP também comete erros, muitas vezes põe os pés pelas mãos, os defensores da moral e dos costumes, também não é bem assim. Sei muito bem como funciona o Ministério Público.
Quinta ação – Contratação de empresa de publicidade
Explica Mallon: “As prefeituras para fazerem publicidade, não podem contratar direto qualquer veículo de comunicação. Isto tem que ser através de uma agência de publicidade e tem que ser contratada por licitação, por uma concorrência pública. A promotora alega que a licitação foi dirigida. Acontece que existiram outros interessados, participaram da licitação, foram julgados inabilitados porque faltaram documentos, não recorreram e a Talens foi a vencedora. Fizeram o serviço de distribuir a mídia para os órgãos de imprensa e a produção das peças. Em 2008, no final do governo, fizemos um caderno chamado “Prestando Contas”. Fizemos, e isto é perfeitamente legal. Não houve nenhuma promoção pessoal, só mostrar para a população terminado o mandato o que foi feito e onde foi aplicado o dinheiro. Acontece que nós imprimimos com base no número de relógios de marcação de consumo de água, que nos davam a quantidade de residências e estabelecimentos comerciais, conforme informação do Samae. R$28 mil, mais ou menos foi o gasto com isto. A promotora diz que isso é um absurdo gastar dinheiro público em final de governo. Eu, não tinha mais promoção pessoal para fazer, já havia perdido a eleição. Não fizemos em época eleitoral. Aí teríamos que ter a despesa de postagem deste material e utilizar os Correios seria muito caro. Gastaríamos mais que com toda a produção, além de não atingir todas as residências, pois há locais em que o Correio não entrega correspondência. Então apelamos para o Samae para fazer a distribuição já que eles atendem a todos os domicílios. Isto foi feito. Posteriormente descobriu-se no mandato do prefeito Magno Bollmann, que haviam algumas caixas com exemplares que não tinham sido distribuídos. Conversei coma diretora do Samae na época e ela me deu a seguinte explicação: “ Houve um segundo lote de exemplares alguém esqueceu de mandar distribuir”. Aí, a promotora estaria alegando que foi impresso mais do que o necessário e que esse dinheiro serviu só para enriquecer a empresa Talens e a gráfica”.
Considerações de Mallon
Então são estas situações, tem algumas coisas ainda técnicas, processuais, exemplo no caso da Saúde e no Esporte, são entes separados da Prefeitura. Fundação Municipal de Esportes é uma autarquia. Quem faz as licitações e quem paga é ela. Agora querer colocar tudo no colo do prefeito, que eu que mandei fazer tudo. A saúde também, apesar de ser uma secretaria, lá existe um Fundo Municipal de Saúde, tem contabilidade própria, os contratos são feitos lá, são assinados lá e não pelo prefeito, além de um Conselho Municipal. Na ocasião em razão deste imbróglio todo houve denúncia ao Tribunal de Constas. Eu fui notificado e o Juarez também. Fiz a minha defesa e a dele. Aleguei legitimidade passiva. Não sou parte nesta situação. O Tribunal de Contas me excluiu. O TC aplicou uma punição de R$ 8 mil para o Juarez que eu estou agora contestando em seu favor. Ou, seja, o Tribunal de Constas disse: o prefeito não tem nada com isso. Mas, o Ministério Público me puxou de volta para este assunto. Ou seja de repente eu sou parte ilegítima na questão da Saúde e do Esporte. No mérito não houve nada de errado. Os serviços foram prestados, não houve superfaturamento, direcionamento, escancarando dentro do processo dizendo: O Ministério Público mentiu. Se por má fé ou por ignorância, eu não sei, mas mentiu. Eu entendo que em todas as outras ações eu fui absolvido e nesta também serei. Se eu fosse um leigo estaria apavorado, mas como advogado, a até por causa destas ações todas tive que me aperfeiçoar. Eu não tinha dinheiro para pagar advogados. Me aperfeiçoei e hoje sou contratado por outras pessoas de outras cidades para fazer as suas defesas sobre improbidade. Primeiro: não é nada do que o MP coloca. Afinal o que significa improbidade administrativa? É desonestidade. É punir o administrador que foi corrupto, que foi desonesto, até boa fé se presume, má fé se prova. Quem tem que provar que eu agi de ma fé? O Ministério Público. E, eu não agi de má fé. Serviço da Saúde foi prestado. Projeto Segundo Tempo no Esporte, veio, Pedagogia Hospitalar funcionou, foi motivo de elogios. Educação de Jovens e adultos foi uma loucura de gente podendo concluir o primeiro grau e depois partir para o segundo grau. Gente que estava à margem da sociedade e depois tentou até faculdade. Questão da publicidade é ridículo, houve licitação. Só que a promotora quer dizer o seguinte: “Foi o prefeito que determinou tudo, de que forma deveria ser feito e comprado e pago”. Isso não é verdade, Estes serviços são feitos pelo departamento de Compras, eles analisam os processos se há ou não necessidade de carta convite, licitação ou qual será a forma e ainda conta com o parecer do Jurídico. Enfim, tudo isto é um monte de informações truncadas, errôneas, equivocadas, feitas pelo Ministério Público, de má fé ou por ignorância eu não sei. Vou demonstrar que não houve nada errado, não peguei um centavo. Eu tenho para mim que a doutora Promotora de Justiça, que assinou as petições tem alguma coisa contra a minha pessoa. Ela já disse no processo e para o doutor Romano que entrou com ação contra ela pedindo indenização e ganhou, embora haja recurso. Ela, em ação que foi julgada a meu favor pelo ilustre magistrado, afirmou: que o Poder Judiciário em São Bento do Sul era conivente com os atos de desmando de um administrador político sabidamente corrupto e desonesto. Eu, nunca sofri nenhuma ação penal e como ela afirma que eu sou corrupto e desonesto. Em razão disto o doutor Romano se sentiu ofendido entrou com uma ação contra ela e ganhou em Primeira Instância. Ela precisa agora de qualquer forma provar que Fernando Mallon é corrupto e desonesto, até para dizer “eu provei, portanto estava certa quando disse que o Poder Judiciário era conivente. Ela tem uma raiva de mim que não sei a que atribuir. Sei que houveram denúncias com base em atos cometidos pela administração Magno Bollmann e ela teria dito; primeiro vou resolver as questões do Mallon, depois vou ver o resto. As ações contra mim foram protocoladas numa segunda-feira, sendo que ela casou no sábado anterior. Ou seja ela casou num sábado e não fez lua de mel só para fazer ações contra mim. E, tudo de uma vez só. Tenho até medo que posso ser citado das cinco ações de uma vez só e terei prazo de 15 dias para me defender em todas. Por outro lado estou tranquilo, não fiz nada de errado, só que tem os aborrecimentos. Meus bens foram bloqueados, mas não só os meus. Eu só tenho a minha casa e um apartamento em Florianópolis onde moram minhas filhas. Sou co-proprietário de todos os bens da minha família por inventário e todos estão sendo prejudicados. Ou seja os imóveis dos meus irmãos também foram bloqueados. Eles não tem nada a ver com esta história. Tem imóveis que foram vendidos e estão em fase de financiamento. Causou um transtorno imenso.
Providências
“Imediatamente vou pedir o desbloqueio de alguns bens não dos meus. Deixa lá não pretendo nem preciso vender. Pretendo desbloquear os dos meus irmãos e a minha casa que é inalienável.
Também estou trabalhando junto para liberar bens da ex-secretária Adriana, a casa é impenhorável. Também dinheiro em poupança que até um limite é impenhorável. Salários, para resolver estas situações de transtorno. Vou apresentar as alegações iniciais e esperar pelo julgamento da juíza. Agora passo a trabalhar só para mim e sem receber honorários. Sem falsa modéstia confio muito no meu trabalho. Confio na Justiça e na verdade dos fatos. Já preparei meus familiares, meus, irmãos, mãe e filhas. Irão ouvir muito o Fernando roubou. Estas ações do MP inclusive afastam pessoas do meu convívio.
A decepção e o futuro político
Mallon afirma que: “diante de todos estes acontecimentos e aborrecimentos não valeu a pena ter sido prefeito de São Bento do Sul. Fiz obras e ações importantes em todos os bairros, inclusão social, habitação, Para depois chegar uma promotora e dizer: “não a prova nenhuma que a saúde estava em maus lençóis em 2005. Ela nem morava aqui, não conhecia nossa realidade. Sinceramente por estas situações me desgosta e eu já até havia dito: “não quero mais ser prefeito de São bento do Sul”. Ser vereador é uma grande responsabilidade, mas estou lá porque acho que a minha experiência o meu conhecimento ajudam muito. Fiz muita coisa e levei a maior derrota da história de São Bento. Tudo porque eu era pragmático. Não ia nos botecos tomar cachaça, festa de Igreja pagando cerveja. Eu procurava trabalhar. O povo na grande maioria gosta disso. De bajulação. A Oposição ao longo dos anos foi muito hábil em desconstruir minha imagem. Diziam que eu era safado, corrupto, mulherengo e um monte de outras besteiras. Saí da prefeitura desgostoso, chateado. Poderia ter disputado novamente? Sim. Fui candidato a vereador porque me pediram. Agora, eu não candidato a prefeito nunca mais, porque não vale a pena”. Sobre candidatura a deputado estadual, não estou fazendo absolutamente nada para isso. Hoje, já muito gente reconhece e diz ter saudades do Mallon. Não sou inelegível e todas estas ações, eu vislumbro que ainda vou me incomodar mais 5 anos com estas besteiras. Tem gente que sai candidato a deputado para projetar seu nome. Não é mais o meu caso. Se eu soubesse que teria reais condições de vencer aí a situação era outra. Existem vários componentes e uma inflação muito grande candidatos. Se acontecer de Mauro sair para governador, aí a situação pode se modificar bastante e passar a valer o sacrifício até para ajudar na sua eleição. Hoje o PMDB tem três nomes, o meu, o do Abel e do Vilmar. Isto abriria a vaga para o Dreveck para federal e o território ficaria mais descongestionado. Tem muita gente dentro do próprio PMDB que me virou as costas, mas isto deve-se ao não me tornar vaquinha de presépio, ter minhas posições e defendê-las. Voto contra qualquer tipo de coligação para apoiar Raimundo Colombo. Tenho dois votos no diretório estadual. Sou defensor da candidatura própria do PMDB. Não vou ficar me aventurando, mas acredito que poderei ser um bom deputado estadual. Peço as pessoas de boa fé de São Bento que me conhecem e sabem que não sou desonesto e nem corrupto que filtrem muito bem as informações e não façam pré-julgamentos. Matar um leão por dia não é desafio, desafio e desviar das antas.