Uma usina de tranformação do lixo em carvão vegetal será implantada no município de Palhoça, na Grande Florianópolis. O anúncio foi feito nesta terça-feira em uma reunião entre prefeitos da região e o empresário Mário Martins, responsável pelo projeto. A cidade será a primeira de Santa Catarina a implantar a tecnologia que transforma lixo em carvão vegetal.
Com um custo de aproximadamente R$15 milhões, o projeto será feito através de uma parceria público-privada. Depois de dois anos de visitas a outros países e pesquisas de experiências de reciclagem de lixo orgânico, a prefeitura de Palhoça optou por adotar o modelo utilizado na usina Natureza Limpa, no município de Unaí, em Minas Gerais.
— Se importássemos a tecnologia de outros países o custo seria de cerca de 100 milhões de dólares, mas como a nossa tecnologia é 100% nacional o valor é bem menor. Falta definir agora qual será o tipo de parceria, se o município de Palhoça vai pagar por tonelada de lixo reciclada, R$50 a R$70 por tonelada, ou se iremos fazer um consórcio entre as cidades próximas, como Santo Amaro da Imperatriz, Paulo Lopes e Garopaba — disse o prefeito.
O espaço necessário para implantação da usina é de 15mil m², com três mil metros de área construída. O lixo será recebido na usina, reciclado, carbonizado a temperaturas de 600º a 700º, gerando produtos líquidos como alcatrão, óleo vegetal, liguinina, entre outros. Do produto sólido, o resultado é o carvão vegetal, que será usado na própria energização da usina. Serão 250 toneladas de lixo recicladas em Palhoça por dia.
De acordo com o prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, a usina deve passar a funcionar no prazo de seis meses.
— Vamos fazer uma campanha de conscientização da população para o destino adequado do lixo. Nós da prefeitura estamos fazendo a nossa parte, mas é preciso que a população faça a sua — afirmou o prefeito.
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