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É GOLPE, SIM



Terça, 22 de março de 2016 11:50

A maior manifestação social e política da história da humanidade! Desde a nossa pequena São Bento do Sul, aos maiores centros do país, os brasileiros de todas as idades, ricos e pobres, independentemente de ideologia política, deram a magnífica demonstração de civismo e patriotismo. Foram milhões de pessoas, como nós da nossa vila conservadora que disseram não às mazelas constrangedoras  de nossos governantes. Um gesto de grandeza, educação e respeito, para manifestar toda indignação ao evidente assalto da quadrilha que assumiu o governo nacional, refletindo um profundo descontentamento com a atmosfera de corrupção e mentira. As súplicas, diferentes das posturas de centrais sindicais, dos movimentos dos sem terra, sem teto e tantos outros que abusam da violência, destroem, roubam e invadem, foram por medidas legais de moralização. Daí a afirmação: É golpe, sim! Não do povo ordeiro e educado que foi protestar nas ruas no dia 13 de março, mas da bandidagem que identifica o aparelhamento partidário e a posse do Estado em benefício próprio. O golpe foi da mentira deslavada que relevada nos primeiros dias após as eleições, traindo todos os brasileiros que acreditaram na falcatrua da  campanha de Dilma Rousseff. Golpe é tratar o povo de forma ridícula e empulhação feita e dita com frases de retórica como se fôssemos imbecis, na cantilena e patética de que a elite branca e a mídia querem o mal do Brasil. Golpe é atiçar o povo a pegar em armas e desacatar as instituições democráticas que fazem valer a Lei e a ordem.

 

RECUERDO DEL PARAGUAY

Pela Fundação Empreender, o braço técnico da Federação das Associações Empresariais do Estado de Santa Catarina, FACISC, vários empresários, desta vez focados no setor moveleiro, com nossa modesta participação em coordenação institucional, visitou o vizinho país. Ainda pobre em mensuração econômica, mas muito rico em estabilidade política, segurança jurídica, racionalidade tributária, reduzidíssimos custos de energia e estrategicamente bem localizado no centro da América do Sul. Legislação com inúmeros benefícios estão atraindo empresas para se instalarem e construírem um parque industrial voltado a estimular mercados internacionais, principalmente o Brasil. A facilidade de importar matéria prima e exportar manufaturados é fantasticamente ágil e descomplicada. A infraestrutura do Paraguai vai se consolidando e os empreendimentos visitados estão confirmando vantagens. Vários depoimentos de empresários Brasileiros que logo são agraciados com a dupla cidadania, alinham-se ao depoimentos velado do próprio corpo consular, de que nem pensam mais em voltar a trabalhar no Brasil. Há, porém, um grande estigma gerado pela área de fronteira que tornou-se um ícone distorcido do país, a Cidade de Leste, zona de livre comércio, mantido e explorado principalmente pelos nossos “sacoleiros”. Mas, é exatamente lá que encontramos restaurantes de altíssimo nível, dificilmente encontrados nas propostas culinárias de Curitiba, bem como bairro de alto padrão de invejar as melhores cidades de Santa Catarina.

 

ALERTA VERMELHO

Em páginas internas dos grandes jornais do país, sem destaque, seguem os alertas máximos traduzidos pela luz vermelha, não do PT, mas anunciando o mesmo grave perigo que corre a nação brasileira. Ofuscados pela bravataria dos acusados pelos escândalos da operação Lava-Jato, Zelotes e outras não menos polêmicas que alcançam Ministros de Estado, Parlamentares, Empresários corruptos e agora, objetivamente e mais uma vez, até o presidente do Supremo Tribunal Federal, amigo da alta cúpula dos Petralhas, constata-se a gravíssima situação econômica e conjuntural que a todos afeta. Há uma paralisia de decisões dos agentes econômicos, travando investimentos e consumo. A queda do PIB desde meados de 2014, quando a recessão se iniciou, pode chegar a 8,7% até o final do ano, completando 11 trimestres consecutivos de contração. A inação do governo, fraco e derrotado por sua absoluta incompetência e falta de regência permite o desvirtuamento das políticas públicas em todas suas vertentes. O corporativismo explode em suas mais retrógradas manifestações, cada categoria ou setor organizado exacerbando a natural defesa de suas prerrogativas em distorções extravagantes que penaliza e penalizará toda a sociedade. Algumas por custos que ampliam a voracidade tributária do Estado, outras por desmedidas demonstrações de poder e arrogância a exemplo de pontuais e  destemperadas ações do ministério público e do judiciário do trabalho que já aterrorizam a coletividade mais atenta aos exageros, aumentando o desestímulo ao desenvolvimento e ao empreendedorismo. A podridão do desgoverno federal é o estrume destes desvios maléficos.


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