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E O ANO INICIA AGORA?



Terça, 16 de fevereiro de 2016 17:19

Somos mesmo induzidos a acreditar em afirmações curiosas e aparentemente verdadeiras, como a de que o ano efetivamente inicia depois do carnaval. É tudo muito relativo. Se focarmos em alguns órgãos públicos, principalmente o legislativo que sempre está atuando em causa própria, o judiciário com sua inércia crônica, ou o comércio de alguns segmentos específicos como bens duráveis, sim. Entretanto, o turismo como um todo, a hotelaria, o transporte de pessoas, a saúde pública, a segurança, dentre outros, temos um Brasil muito aquecido em termos econômicos. O “boom” de regiões turísticas como o litoral de Santa Catarina expande todo seu potencial nesta época, arrefecendo após o carnaval. Mesmo que temporários, assim como o período pré-natal, há um intenso crescimento na contratação de pessoas e ativação da economia no período de férias escolares. Mas mesmo estas, quando atendendo aos candidatos dos concorridos vestibulares, estão a “pleno vapor” nesta época do ano. Empresas em atividades internacionais em que a sazonalidade do hemisfério norte se alterna conosco, não podem mudar seu ritmo, exceto por poucos dias entre as festas de final de ano. Há, portanto, um Brasil que trabalha intensamente nos meses de férias e feriados, parecendo desculpa de alguns acomodados a justificativa de que nada de expressivo acontece antes do carnaval. Não há como negar as atividades dos shoppings em qualquer período.

 

ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

Duas situações causaram-me perplexidade há alguns anos atrás, com as afirmações relacionadas com o curso de administração de empresas, inicial e exclusivamente mantidas na nossa região: A primeira, e isso saiu num grupo de líderes empresariais do tipo “dono de fábrica”, de que deveriam suspender esta oferta de capacitação, pois não havia tanta empresa para abrigar os administradores. A outra, também “dono de fábrica”, frustradíssimo com o desempenho da filha que recebeu investimentos para se formar e que não era contratada por ninguém. Estava em casa esperando ser chamada!! Inicialmente a Univille, mais tarde as outras instituições que aqui se instalaram foram verdadeiras alavancas para posicionar nossa região num patamar mínimo de aculturamento com os cursos que mantém e espadem anualmente, conferindo ao nosso meio a riqueza máxima que é a cultura, o saber. Parece que os “donos de fábrica” já assimilaram a concepção mundial da exigência imprescindível de sermos permanentemente capacitados para mantermos nossas “fábricas”. O amadorismo vai ficando para trás. Ainda estamos aquém de qualquer indicador em percentual de  gestores de qualquer empreendimento, público ou privado, com curso superior, seja na gestão comercial, de pessoas, de processos e nas engenharias específicas de cada atividade. Seguramente, porém, a administração de empresas em seu grande leque de aplicação, ainda é uma carência. Não para ter o diploma na parede, mas para ser um passo de uma longa caminhada de especializações e domínio superior (doutorado – MBA) em qualquer segmento das organizações empresariais, até para ser “dono de fábrica”.

 

NOSSO PETRÓLEO

Não há nesse Brasil ambiente institucional, empresarial, social ou mesmo familiar que não tenha registrado com indignação o verdadeiro significado do slogan nacionalista adotado pela quadrilha que aparelhou o Estado e tomou de assalto a Petrobrás na afirmação de que o petróleo é nosso. Nosso, quer dizer, deles, do PT. Só, e isso não é nenhuma surpresa, exceto para o chefe da quadrilha, que nunca sabe de nada mas cobra milhões de dólares para palestrar às empresas cujos donos já estão na cadeia, que a Petrobrás é uma Companhia que usa dinheiro público do Estado (que também acham ser deles) e da poupança dos investidores em ações, para os quais deve-se prestar contas. Aliás, prestar contas para o atual governo, é algo que ainda não foi assimilado. Entretanto, perante a Lei, os gestores de uma companhia são diretamente responsáveis pelos desmandos, falcatruas e desfalques cometidos, mesmo “por desconhecimento” de fatos e até por isso mesmo. Civil e criminalmente. Não só a diretoria executiva, mas os membros de conselho de administração, conselho fiscal e auditores. Nesta semana (09/02), nos EUA, onde a nossa companhia possui ações na bolsa de valores, o juiz Jed Rakoff autorizou a investigação e responsabilização dos desmandos evidentes. A defesa inicial da Petrobrás foi rechaçada pelos incontroversos balanços mentirosos e fraudulentos, apontando preliminarmente um rombo de R$ 130.000.000,00, cujas dívidas acumulam para a Petrobrás algo em torno de R$ 600 bilhões. Indenizações e ressarcimentos aos investidores podem chegar, segundo estimativas preliminares, à casa de R$ 1,5 trilhão. Isso para os Americanos, ou quem investiu por lá! Até o Presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, foi vítima com a compra destas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Aqui, com os relatórios do TCU reconhecendo os mesmos desmandos, obstados por cautelosos Ministros liderados por Ricardo Lewandowski no STF, a Lei, mas acima de tudo a boa fé dos investidores que colocaram suas economias e foram traídos, far-se-á vistas grossas para proteger a então “presidenta” do Conselho de Administração da empresa do petróleo deles.


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