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Cléverson Israel Minikovsky (cleversonminikovsky@yahoo.com.br)

Cléverson Israel Minikovsky (Pensando e Repensado)

Advogado

Filósofo

Jornalista (DRT 3792/SC)


República ou governo cristão?



Quinta, 10 de dezembro de 2015 14:13

 

Sou cristão. E em que pese os católicos descreverem o processo de secularização do mundo no esquema: papa não, igreja sim; igreja não, Cristo sim; Cristo não, Deus sim; Deus não, razão sim; penso que o máximo da devoção não necessariamente deva coincidir com o poder papal. Até estimo e quero bem o clero católico, os católicos e o catolicismo, mas há Espírito Santo fora do catolicismo. O que há de comum entre católicos e evangélicos? Resposta: os dois almejam o governo cristão do mundo. Mas querem em primeiro lugar colocar o mundo inteiro dentro de sua denominação antes de se firmar como governo. Tirem o cavalo da chuva. Os evangélicos devem saber que católicos sempre existirão e os católicos devem saber que a Reforma Protestante é fenômeno histórico irreversível. Se cristãos, romanos ou protestantes, querem governar o mundo devem fazer uma grande liga para recobrar o que já foi seu. Por outro lado, o que questiono é se os cristãos realmente devem governar o mundo. De acordo com o apocalipse, sim, o paraíso é o governo dos cristãos no mundo. O reino de mil anos. Cabe-me, contudo, dizer, que a tendência de todo governo, seja ele qual for, é desgastar-se. Além disso, a politização da religião é fenômeno que trabalha contra o ecumenismo. Não faz sentido bombardearmos o Estado Islâmico se nós enquanto ocidentais queremos negar a Revolução Francesa. Sou totalmente favorável ao Estado laico. Se de alguma maneira os cristãos podem e devem fazer a diferença na política, isto se deve ao indivíduo. O cristão tentará ter na política uma postura ética de acordo com as suas crenças. Mas se deve evitar a institucionalização política do credo. Por que a tensão do credo é usada como força dentro da contradição política. Em suma, com a institucionalização política do credo, seja a crença de x ou y, acaba se tornando como que uma sigla partidária. Eis o mal de qualquer religião que se torna governo. Além do mais, como no campo da economia há atores sociais fortíssimos, a tendência é que a Igreja empoderada no Estado faça alianças com os mais poderosos que oprimem o povo. A pergunta que faço é: adianta ser governo desta maneira? Penso que realmente caminhamos para isto: para o governo cristão do mundo. Mas apenas num futuro muito longínquo, porque por ora estamos completamente despreparados para tal governo. Deixemos os cuidados do Estado para as mentes iluminadas. A razão há de dar conta do seu bocado.


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