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José Kormann, Dr (A História da Câmara de São Bento do Sul - No Contexto do Brasil)

Dr. José Kormann (A História da Câmara de São Bento do Sul)

Historiador



Capítulo IX A CÂMARA MUNICIPAL DURANTE O GOVERNO MILITAR 01/04/1964 a 15/03/1985



Quarta, 26 de agosto de 2015 11:55

Capítulo IX  

A CÂMARA MUNICIPAL DURANTE O GOVERNO MILITAR  01/04/1964 a 15/03/1985  

Governo militar foi, em arredondamento, os 21 anos em que o Poder Executivo Federal ficou nas mãos de generais do Exército com poderes amplificados. Os Poderes Legislativos federal, estadual e municipal continuaram em suas atividades com alguns controles do Executivo. No Poder Judiciário praticamente não foi mexido. Foi um período de grande paz, ordem e muita prosperidade. Como este é um tempo historicamente recente, ele ainda é visto com vários preconceitos sem que se entenda seu contexto como um capítulo da Guerra Fria em que a Rússia sob a capa da URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – e os Estados Unidos disputavam o domínio da América do Sul na qual o Brasil figurava como elemento de vital importância e assim nenhum dos dois, EEUU e URSS, o queriam perder em seu redil ideológico: comunismo ou capitalismo.

 

As cinco legislaturas municipais desse período

- Primeira Legislatura –

Eleição no dia 15 de novembro de 1967 e posse no dia 07 de fevereiro de 1968

Foram eleitos os seguintes vereadores: Ernesto Jorge Diener, Érico Pfeiffer, Rolando Engel, Carlos Weis Sobrinho, Ornith Bollmann, Érico Pauli e João Bento da Luz. Durante essa Legislatura assumiram também os seguintes suplentes por ocasião de licenciamento de vereadores titulares: Eugênio Stanislau Kurowsky e Paulo Pscheidt.

Durante esse período houve só uma mesa diretora dos trabalhos que ficou composta pelos seguintes vereadores, sucessivamente, eleitos para os mesmos cargos:

A única mesa diretora dos trabalhos ficou assim constituída: Presidente, Ernesto Jorge Diener; Vice-Presidente: Érico Pfeiffer; 1º Secretário, Rolando Engel; 2º Secretário, Carlos Weiss Sobrinho.

Essa não alteração da mesa diretora dos trabalhos denota, sem dúvida, uma estabilidade política que todo Brasil atingiu, especialmente durante os primeiros anos de Governo Militar.

 

- Segunda Legislatura –

Eleição realizada no dia 30 de novembro de 1969 e empossados no dia 03 de fevereiro de 1970.

Foram eleitos os seguintes vereadores: Leonardo Roesler, Harald Bruno Endler, Milton Engel, Carlos Weiss Sobrinho, Arnoldo Harold Harms, Francisco Paulo Kaesemodel e Victor Keil. Durante essa Legislatura, por afastamento temporário de titular, ainda assumiu o suplente Odenir Osni Weiss.

A primeira mesa diretora dos trabalhos dessa Legislatura ficou assim constituída: Presidente, Leonardo Roesler; Vice-Presidente, Harald Bruno Endler; 1º Secretário, Milton Engel; 2º Secretário, Carlos Weiss Sobrinho.

A segunda mesa diretora foi simplesmente a reeleição da primeira mesa sem nada alterar e para a terceira, apenas alteraram a ocupação dos cargos, mas ficaram todas as mesmas pessoas da seguinte forma.

A terceira mesa ficou assim constituída: Presidente, Harald Bruno Endler; Vice-Presidente, Carlos Weiss Sobrinho; 1º Secretário, Leonardo Roesler; 2º Secretário, Arnoldo Harold Harms.

Esta Câmara Municipal só teve três anos de poder. Foi, esta, uma legislatura anômala, pois, fez-se, com isso, a simultaneidade das eleições de todos os cargos eletivos numa chapa só a qual podia ser de um único partido, sob pena de anular o voto. O Presidente da República e os governadores eram eleitos por um colégio eleitoral.

 

-Terceira Legislatura –

Eleição realizada no dia 15 de novembro de 1972. Posse realizada no dia 31 de janeiro de 1973.

Foram eleitos os seguintes vereadores: Horst Maul, Wilfredo Antônio Wheirhmann, Leonides Vivaldo Jürgensen, Alexandre Alfredo Garcia, José Rodrigues da Luz, Wigando Alexandre Rueckl, Hermes Neumann, Francisco Paulo Kaesemodel e Harald Bruno Endler. Nessa gestão ainda assumiu, por afastamento de um titular, Ovande Nilor Olsen.

Durante esses quatro anos de Legislativo Municipal houve somente uma mesa diretora dos trabalhos que ficou assim composta: Presidente, Horst Maul; Vice-Presidente, Wilfredo Antônio Wheirhmann; 1º Secretário, Leonides Vivaldo Jürgensen; 2º Secretário, Alexandre Alfredo Garcia.

 

- Quarta Legislatura –

Eleição realizada no dia 15 de novembro de 1973. Posse foi realizada no dia 31 de janeiro de 1973.

Foram eleitos os seguintes vereadores: Alberto Kobs, Ewaldo Linzmeyer, Hilário Rank, Nancy Pedro Machado Pereira, Pedro Bayerl, Afonso Pscheidt, Werner Grossl, Alexandre Jelinsky, Lourival Natal da Silva, Eduardo Liebl e Ambrósio Chapiewsky. Durante essa Legislatura, por afastamento de titular, ainda assumiu o suplente Deodato Raul Hruschka.

Esta Câmara teve, durante seu decurso, três mesas diretoras dos trabalhos assim constituídas:

Primeira mesa: Presidente, Alberto Kobs; Vice-Presidente, Ewaldo Linzmeyer; 1º Secretário, Hilário Rank; 2º Secretário, Nancy Pedro Machado Pereira.

Segunda mesa: Presidente, Werner Grossl; Vice-Presidente, Hilário Rank; 1º Secretário, Nancy Pedro Machado Pereira; 2º Secretário, Alberto Kobs.

Terceira mesa: Presidente, Hilário Rank; Vice-Presidente, Ambrósio Chapiewsky; 1º Secretário, Werner Grossl; 2º Secretário, Nancy Pedro Machado Pereira.

Pode-se notar nestas mesas diretoras a alternâncias das mesmas pessoas com um mínimo de substituição de seus membros. É o que aconteceu durante quase todo tempo do governo militar. Pairava por tudo uma quietude política na qual todos procuravam apenas cumprir o seu dever. Houve até um tempo em que, durante o Governo Militar, os vereadores não recebiam pagamento. Exerciam sua função gratuitamente, pelo menos nas cidades com menos de 100.000 habitantes e mesmo assim havia cerrada concorrência para ocupar esses cargos.

 

- Quinta Legislatura –

Eleição realizada no dia 15 de novembro de 1982. A posse deu-se no dia 07 de fevereiro de 1983. Esta Câmara ocupou o poder durante seis anos, de 1983 até 1988, inclusive.

Vereadores eleitos para esta Legislatura são os seguintes: Bráulio José Pscheidt, Ewaldo Mallon, Rolf Gschwendner, Cláudio Luiz Pollum, Arno Otto Roesler, Leonardo Afonso Grosskopf, Eraldo Edmundo Ziemann, Orlando Rueckl, Hilário Rank, Deodato Raul Hruschka, Mário Nenevê, Leonides Vivaldo Jürgensen e Livito Pykocz. Suplente que chegou a ser vereador, Pedro Bayerl.

Esta Legislatura teve três mesas diretoras dos trabalhos, assim:

A primeira mesa foi composta da seguinte maneira: Presidente, Bráulio José Pscheidt; Vice-Presidente, Ewaldo Mallon; 1º Secretário, Rolf Gschwendner; 2º Secretário, Cláudio Luiz Pollum.

A segunda mesa foi composta da seguinte maneira: Presidente, Cláudio Luiz Pollum; Vice-Presidente, Bráulio José Pscheidt; 1º Secretário, Hilário Rank; 2º Secretário, Leonardo Afonso Grosskopf.

A terceira mesa foi composta da seguinte maneira: Presidente, Ewaldo Mallon; Vice-Presidente, Cláudio Luiz Pollum; 1º Secretário, Livito Pykocz; 2º Secretário, Eraldo Edmundo Ziemann.

Esta foi a última Legislatura do Governo Militar. Durante o qual só existiam em, todo Brasil, somente dois partidos políticos: a ARENA – Aliança Renovadora Nacional – e o MDB – Movimento Democrático Brasileiro. Durante um curto espaço de tempo só existia em São Bento do Sul a ARENA. O só um pouco mais tarde é que surgiu MDB.

ARENA era a base de sustentação do Governo Militar e com o fim deste, esfacelou-se em vários outros partidos da direita e centro direita. MDB representava a oposição ao Governo Militar, mas com o fim deste, transformou-se em PMDB, partido geralmente de linha centro esquerda, mas do qual também nasceram outros partidos geralmente de esquerda.

 

O Executivo de São Bento do Sul em mãos de quatro Ós

O 1º ó: Otair Becker, que respeitava muito a Câmara de Vereadores. Ao terminar seu mandato enviou à Câmara um relatório que é uma verdadeira aula de sabedoria política ao dizer no mais, o seguinte:

“... os tempos eram outros e exigiam processos de governo diversos daqueles que se deixam correr ao sabor das injunções de cada instante, não raro menos inspirado pela realidade socioeconômica que por interesses confinados a certas igrejolas políticas.

... A política consiste em promover o bem estar coletivo e a prosperidade geral.

... superar o atraso, atender o presente e projetar o futuro, em resumo, acordar São Bento do Sul.

... Se não pensarmos em administração planejada, estaremos sendo os artífices do caos.

... Procuramos sempre trabalhar em equipe.”

 E trabalhou com os Vereadores todo seu tempo.

O 2º ó: Ornith Bolmann, que governou só três anos. Foi um chamado “mandato tempão”. É mandato apenas para se completar uma lacuna de tempo para ajeitar datas de eleições. Foi um ótimo Prefeito. Em seu mandato São Bento do Sul recebeu a mais destacada visita de sua História, o Vice-Presidente da República, Augusto Rademacker Grünenwaldt e sua esposa. Foi dignamente recebido pelo Executivo Municipal e Legislativo.

O 3º ó: Osvaldo Zipperer, em cujo mandato São Bento do Sul festejou seu esplendoroso Centenário que tanto encantou o Brasil e que tanto progresso trouxe ao Município e a Santa Catarina como um todo. Foi realmente algo extraordinário e de profundo significativo que tanto alavancou o progresso a tal ponto de se falar, em todo Brasi,l no “Milagre de São Bento do Sul”.

É lógico que a Câmara de Vereadores fez amplamente sua parte de grande mérito.

O 4º ó: Odenir Osni Weiss, que foi um Prefeito com um papel difícil de realizar. Teve que ser um administrador reequilibrador da nova situação na qual agora São Bento do Sul se encontrava após um violento surto de progresso diante do qual outras coisas esperam por serem equacionadas, como: mais casas, mais ruas, mais escolas, mais saúde, etc. Ele e a Câmara sofreram por isso. Nessas horas o povo esquece o já feito e procura culpados


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