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A Vida no Divã - o sofrimento psíquico...



Quarta, 06 de julho de 2011 10:13

OPINIÃO DE UM LIVRE PENSADOR

"Posso não concordar com nenhuma das palavras que dizeis, mas defenderei até a morte teu direito de dizê-las." Voltaire


A VIDA NO DIVà- o sofrimento psíquico...

sapientis est mutare consilium

 

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Angelo Bronzino "A Loucura ao Longo do Tempo"
 

É na pré-socrática Grécia que o sofrimento psíquico era visto como um castigo dos deuses, os quais estariam irritados com a hybris dos homens, conforme sinaliza Pessotti na sua obra intitulada "A Loucura e as Épocas". Hybris diz respeito ao excesso, desmedida, impetuosidade, violência, orgulho, arrogância e ainda a paixão. Platão orquestrava a questão da loucura diante do desequilíbrio da psiquê em sua composição, que acreditava ser composta por 3 almas (racional, afetivo-espiritual e apetitiva), principalmente diante do logos (razão) desequilibrado, fazendo com que o indivíduo perdesse o controle sobre si mesmo. Já Hipócrates via a perda do controle emocional como uma questão de desarranjo na natureza orgânica do ser humano, ficando longe das influências divinas, sendo que os estudiosos do séculos XVIII e XIX debruçaram suas pesquisas sobre esta visão organicista do distúrbio. Mas é na Idade Medieval que passa a ser vista as questões do sofrimento psíquico como provenientes das mediações demoníacas. Diante dos séculos XV e XVI a medicina vai tomando corpo maior e as questões religiosas sobre a "loucura" se distanciando, inaugurando-se a noção do termo alienado. Em 1801, Pinel diante de sua obra Tratado Médico-Filosófico sobre a Alienação Mental colabora para a mudança efetiva dos conceitos de loucura e sofrimento psíquico. O filósofo e psiquiatra Karl Jaspers, autor da obra Psicopatologia Geral, buscava classificar e descrever as doenças de caráter mentais. Como não podia ser diferente, é com Sigmund Freud que ocorre uma verdadeira ruptura das questões epistemológicas ao dar atenção ao desejo do ser humano que fica a mercê da linguística, onde o sujeito manifesta o seu inconsciente de diversas formas, sendo que os próprios sintomas falam abertamente da essência do ser que não se deixa calar. A classificação metódica das doenças, que ainda hoje estão comandando as questões dos diagnósticos, tem críticas profundas, pois na nosografia, aqueles que operam na classificação das doenças tem suas subjetividades interferindo neste processo. A justa medida aristotélica, apresentada por ações mediadas pela sofrósina (sophrosyne), a qual orienta o ser para a prudência, o uso do bom senso, moderação, sanidade mental, onde Platão caracteriza com o apreço pelo Bom e a isso contrapõe aos termos da loucura, acreditando que os desejos podem e devem ser domados pelo ser humano, até mesmo para que este venha a ser considerado livre de fato por este agir. Heráclito dizia que êthos anthrópoi daímon, isto é, que o caráter do homem é o seu destino, e podemos sinalizar aqui o sofrimento psiquico da criatura humana diante do desequilíbrio do pathos, quer dizer, das paixões, do assujeitamento do ser, do excesso de diversas ordens, da passividade acionária do homem devido a falta de conhecimento maior sobre si mesmo. É mediante a entrega as paixões que a criatura humana se estabelece numa relação de dependência com o Outro, tornando-se escravo, tanto de sua pathos quanto destes Outros. Em O Banquete, Platão diz que o médico é aquele que está atento ao pathos, isto é, ao diagnóstico das paixões que se excederam e promoveram por isso a somatização, a doença em potencial, pois fica-se doente mediante o excesso cometido pelas paixões, diante de uma sobrecarga pulsional. Muitos sublimam este excesso de pulsão ao direcionarem seus atos para paixões menos arrasadoras ou para aquelas consideradas adequadas ações pela sociedade atual. Ao estar diante de um paciente, o qual apresenta seu sofrimento psíquico ao profissional, não basta que este olhe a manifestação direcional das questões inconscientes do sujeito, corporificadas pela sintomatização, mas que inicie um processo de decomposição através da análise de todos os elementos constituintes desta sintomatização, indo ao encontro ao pathos, ao excesso que veio a promover tais direcionamentos, constituindo este processo o verdadeiro pharmakon (remédio), não apenas inserindo salutarmente o paciente no seio social, mas principalmente produzindo neste mesmo sujeito um controle maior de si mesmo devido ao que a análise operacionaliza, isto é, o nosce te ipsum (conhece-te a ti mesmo) vem a promover no sujeito. O sofrimento psíquico, em maior ou menor intensidade, encontra-se em toda e qualquer criatura humana e em todo e qualquer momento de sua existência, sem o qual, provavelmente, estaríamos estagnados e fadados a comportamentos semelhantes aos animais, sem consciência de si mesmos, pois é na dor que também temos formada nossa subjetividade, até mesmo que são nas experiências de prazes e desprazer que nos constituimos humanos também. Eliminar o sintoma da dor em sua plenitude, seria como negar o contato consigo mesmo.

 

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Não é a toa que temos visto tantos seres humanos alienados de si mesmos em nossa sociedade, a qual ensina a negação de toda e qualquer dor, seja de uma simples dor de cabeça até a dor do parto natural, por exemplo, assim como da falta de experiência que temos percebido diante da eleboração de lutos de diversas ordens, onde as pessoas não aprendem a lidar com a frustração como seria adequado, desviando a atenção que deveria dar aos seus próprios problemas e sintomas. Falar da sua dor é, ao mesmo tempo, falar de si mesmo e fazer-se escurtar sobre si, para que possa ir ao encontro de seu Eu verdadeiro, o qual anda carente de si mesmo. A farmacologia tem ajudado, e muito, nas questões de tratamento psíquico, mas ao mesmo tempo, tem operacionado em acionamento unilateral diante da busca da cura sintomática, num retorno a visão cartesiana da constituição do ser humano. Toda doença é neuro-psico-social, e desta maneira deve ser tratada, não obscurecida suas razões de vir a ser usando medicamentos de efeitos imediatos, em detrimento do momento de aprofundamento maior do sujeito sobre si mesmo. O sofrimento psíquico advém de uma desorganização mental, a qual deve ser analisada, conhecido o que a tem pulsionado, sendo que os motivos devem ser encontrados pelo próprio paciente, e estes não se encontram meticulosamente classificados e registrados em algum manual específico, pois é apenas o analisando que pode ter este encontro de diagnóstico final de fato e isto se dará se se permitir e se a ele for permitido. No lugar de investirmos numa sociedade hedônica, que tenhamos coragem de assumirmos e de sermos apresentados ao nosso próprio sofrimento psíquico, e com ele venhamos a aprender mais sobre nós mesmos para que sejamos um pouco mais senhores de si mesmos a cada passo dado. (by Carlos Alberto Hang, psicopedagogo, especialista em Educação Infantil & Séries Iniciais; formação em filosofia, história, letras, teologia, graduando em psicologia, professor de inglês e palestrante desde 1995)

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GUIA DE ETIQUETA & APRIMORAMENTO SOCIAL

Enlace Matrinonial: músicas para a cerimônica religiosa

 

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A escolha das músicas que servirão de sonoridade durante a cerimônia religiosa deverá ser tomada de todo cuidado e feita pelos próprios nubentes. Lembre-se que as músicas a serem tocadas na Igreja, pelo menos em sua maioria, deverão ser de cunho religioso, pois fica claro que o momento pede esta sintonia com as questões divinas e colocar uma música destoante é de causar desencontro dos motivos de vir a ser. Usar corneteiros anunciando a chegada da noiva é de arrepiar a alma. Optar por instrumentistas na cerimônia é muito bonito, desde que muito bem ensaiado, assim como cantores, os quais deve-se certificar do potencial de profissionalismo, conferindo anteriormente seu talento para que não tenham surpresas desagradáveis, mas nada de exagerar nas apresentações, ficando enfadonha o cerimonial, além de que, as estrelas são os noivos. (by Carlos Alberto Hang, professor e consultor de etiqueta social e empresarial desde 1995)

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MEHR LICHT

"Agrada-nos a franqueza dos que nos apreciam. À franqueza dos outros chamamos insolência."

(Emile Salomon Wilhelm Herzog, pseudônimo André Maurois, foi um romancista e ensaísta francês; Elbeuf, 1885 — 1967)

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Na Associação Catarinense de Ensino promovemos palestra cujo tema focal foi "A Criança Adotada Devolvida" ministrada por psicólogos e advogada membros da GEAAJ (Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Joinville) aos acadêmicos de psicologia desta instituição de ensino. Após o evento ocorreu uma delicioso comes e bebes regado a cholocate e iogurte, com decoração da Balão Mágico. Na imagem vemos a psicóloga e professora de Psicologia Jurídica, Andrea Fabeni Tostes, a psicanalista Lara Patricia Wunderlich, a advogada Daiana Delamar Agostinho e este seu jornalista.

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Nossa querida São Bento do Sul já conta com um novo espaço para tratamento e recuperação de dependentes químicos, a Comunidade Terapêutica Casa Vida, sendo a mais nova em Santa Catarina conforme informou o diretor geral da instituição, o psicólogo e psicanalista, Robson Mello. Contato pelo fone (47) 3633-0187 ou (47) 9226-3137. Parabenizo ao estimado amigo Robson por mais esta conquista!!!

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Curso de Terapia Ocupacional ACE

Renovação de Reconhecimento   

O Secretário de Educação Superior, usando da competência que lhe foi conferida, renovou o reconhecimento do curso de Terapia Ocupacional, bacharelado, ministrado pela Faculdade Guilherme Guimbala, de Joinville, mantida pela Associação Catarinense de Ensino, ficando com conceito 4 no ENADE. Motivo de muito orgulho para o Norte Catarinense.




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