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Sentimentos - Fernando Coimbra dos Santos (passageirodachuva@gmail.com)

Caipira de Taubaté, Caiçara de Ubatuba

Ex-policial civil que não se embruteceu com a vida.

PhD em Solidão.

 


Casinha Pequenina Cap. II e III



Quarta, 14 de agosto de 2019 09:16

(continuação)

II

Os nomes dos antigos companheiros e companheiras de vida surgem sem dificuldade nos relatos de vovó, os casos e histórias de cada um.

Por um instante muito fugaz a voz de vovó estremece, sua voz se torna dolorosamente nostálgica, saudosa, mas como suas lembranças ilusoriamente esquecidas e silenciosas, este instante é muito curto, a aparente dor das lembranças é rapidamente substituída pela alegria das recordações revividas e partilhadas.

Os amigos e amigas de ontem estão bem ali a seu lado, cada um com suas lembranças, e a música que cantam em seu coração é maravilhosa.

Então ela nos fala das cores e significados das flores da natureza. Em sua simplicidade, até ingenuidade, ela nos conta histórias inesquecíveis.

Fala das  delicadas flores brancas e perfumadas das ciosas dos riachos. Fala de um lugar muito distante e assustador que os homens chamavam de Calvário, onde um dia Papai do Céu foi morto pela maldade humana, para nos salvar.

A história bíblica ganha roupagens da vida caiçara.

Em nossa dor compartilhada Jesus Cristo está sendo açoitado e crucificado pelos homens ruins, que são tantos em nossas vidas.

O Filho de Deus está sendo crucificado bem ali ao nosso lado, sobre as ciosas brancas e perfumadas que deixam de ser brancas e perfumadas em seus pecíolos que baloiçam sob a brisa amena que vem do mar.

Gotas de sangue caem sobre as flores brancas, que se tornam púrpuras. O delicado perfume se vai, as plantas deixam de ter aroma, os pecíolos perdem a capacidade de erguer as mãos para o céu em louvor e preces, e se arrastam pelo chão, à procura de um sustentáculo que lhes permitissem se erguer novamente.

Num relato pleno de simbolismos, as flores brancas deixam de serem flores brancas das ciosas e passam a ser a triste flor do maracujá, a flor sem perfume mais triste de todas.

E ela nos ensina, nos recomenda, que sejamos sempre bons, para que um dia não seja mais preciso existirem flores de maracujá no mundo. Para que, um dia, elas não nos precisem lembrar sempre o que aconteceu.

E nos conta que, no dia seguinte, o sol despontou de um mar muito azul, infinitamente azul, um mar que formava uma ponte linda com um céu também infinitamente azul, trazendo o dourado da Esperança para a vida de cada um de nós.

Mas a história é longa, tínhamos todo o tempo de mundo quando não havia nem rádio nem televisão. Nem água encanada nem eletricidade.

Nem felicidade, mesmo que não o soubéssemos o quanto, então.

Mas o dourado do sol não trouxe só a Esperança.

Como se fosse um altar maravilhoso, no alto dos morros sempre verdes, também começaram a despontar e a se destacar as flores brancas e roxas das Quaresmeiras, como a nos lembrar que uma história dessas jamais deveria ou poderia ser esquecida.

E como se fosse um complementar longínquo, perdido num tempo atemporal, num tempo sem tempo, num tempo eterno, surgiu o cantar monótono e triste das cigarras em sua sinfonia nas noites quentes do verão.

Na escuridão mágica da noite, matizada de dourado por uma lua cheia que nos parecia sorrir benevolente, sua história envolvente continuava.

Nós fechávamos os olhos, embevecidos e enternecidos, comovidos pela agonia de Jesus Cristo que estava sofrendo tudo aquilo para nos salvar.

Víamos as flores brancas e perfumadas das ciosas se tornarem púrpuras e sem perfume, na tristeza do maracujá.

O relato tão simples e inconcebivelmente tão rico de vovó Maria nos prendia e conduzia. Vovó Maria. Maria. Como a mãe de Deus.

E ela nos falava, contava, dizia, partilhava, encantava.

A seu pedido, fechávamos os olhos mais uma vez, ela nos fazia ver em nossos corações o dia claro que se tornou escuro quando os homens maus mataram Jesus Cristo, filho de Maria de Deus.

Podíamos sentir a brisa suave que vinha da praia trazendo indecifrável o rumorejar das pequenas ondas que se retorciam na areia branca do mar, podíamos ver uma gota de sangue caindo, caindo devagar, tornando uma flor branca e perfumada numa flor triste como a vida triste que não sabíamos que tínhamos. A vida que não sabíamos o quanto ainda poderia se tornar tão triste.

Mas, quando abríamos os olhos, ficávamos um momento atônitos, até decepcionados com a realidade que tínhamos que voltar a encarar, a enfrentar, a viver. Em nossas vidas e nas dos que amávamos.

Então ficávamos cabisbaixos, entristecidos, melancólicos, imersos na vontade impossível de criança de pegar uma espada inexistente e salvar Nosso Senhor Jesus Cristo dos homens maus.

Sem saber, em nossa inocência, que muito em breve muitos de nós nos tornaríamos maus como eles, perdidos numa vida de ilusão, esquecidos de que uma vovó Maria, mãe de Deus, com o grande chapéu de palha emoldurando seu rosto lindo como se fosse o halo de uma santa, um dia nos havia implorado para que não nos tornássemos assim.

Será que essa história é verdadeira?

E como poderia não ser?

Será que vovó a contava realmente para nós?

Mesmo que não o fosse com estas palavras, nas parábolas às vezes incompreensíveis que o analfabetismo impunha àquela vovó tão sábia e sincera?

Deus, como eu preciso acreditar nisso...

Mas não foram só as histórias maravilhosas de vovó que ficaram em minhas lembranças.

Quando íamos à sua casa - eu e minhas duas irmãs de então – em sua pobreza vovó fritava alguns pedaços de mandioca e os deixava na frigideira quente até que se formasse uma casca dourada crocante.

E nos parecia não haver nada mais gostoso em todo o mundo.

Ela nos olhava sorrindo, encantada por nós, em silêncio.

Hoje o sei. Silêncio: era assim o seu modo de sentir felicidade. Como se tivesse medo de que a vida percebesse e lhe tirasse aquele momento mágico também, aquele pouquinho de felicidade.

Mesmo que fosse tão pouco, tão pouco, quase que inexistente em sua vida. Quando o nada se tornava tudo.

E agora eu me vejo mais uma vez lá embaixo, diante da escadinha improvisada que levava a uma casinha pequenina de pau-a-pique e sapê.

E, de repente, a casinha pequenina começa a me parecer um lugar irreal e distante que pouco a pouco começa a se tornar indistinta em meio a brumas que a destorcem e afastam em minhas lembranças.

E, de repente, eu pensei, senti, que não eram só mais alguns passos que me separavam dela, que a afastavam de mim, que a separavam de mim.

E agora, já adulto, constatei que minhas certezas, que já estavam abaladas, não eram mais certezas. Que simplesmente desapareceram.

É, eu sei. Tenho medo de perder o que tenho agora, o que me restou agora. Talvez tudo tenha sido um sonho, e então eu acordei. Pensei que houvesse acordado. Só que eu não quero acordar.

Ao pé da escadinha improvisada eu olho o terreiro, vejo as folhas dos pés de café filtrando o sol de uma manhã que desponta incoerentemente. Ou, talvez, o de um entardecer.

Sinto que um grande vazio se instala em meu peito, querendo nunca mais ir embora. Talvez fossem cinco horas, ou seis, não importa, porque eram mesmo tardes sem horas, nas lembranças da minha vida.

Mas de alguma forma sinto a mão de vovó segurar a minha, como fazia sempre, como se quisesse, como se estivesse me conduzindo nos caminhos da vida.

Por causa disso, só por causa disso, eu gostava de pensar que essa atitude de vovó – segurar a minha mão por tanto tempo – me dizia realmente o que seria sinceridade e calor humano.

Lembrei-me então que, em toda a minha vida, toda vez que ali conseguia chegar, que ali conseguia retornar, eu via vovó em seu terreiro, cuidando de suas galinhas, o seu sorriso lindo de boas vindas, o grande chapéu de palha, e eu me sentia feliz, indescritivelmente feliz.

Mesmo que a vontade de chorar fosse mais forte que nunca, mais forte que tudo.

Porque eu simplesmente me tornava outra vez para ela o garotinho que nunca havia deixado de ser dentro de mim, em meu desamparo.

É, eu sei, estou febril. Talvez esteja doente da alma, não importa.

Há muito que deixei de palmilhar a linha limítrofe entre a realidade e o que poderia-ter-sido, a tênue linha divisória entre o-que-foi e o que-eu-gostaria-que-tivesse-sido.

É, eu sei. Através de minhas lembranças, de meus sentimentos, eu posso sentir a presença de todos os da minha família que já partiram.

Familiares, amigos, conhecidos. Muitos, às vezes, frequentemente me reaparecem em sonhos indistintos. Ou em meus aparentes desvarios, não o sei mais dizer, que importa?

Pessoas às vezes com o semblante triste da despedida, outras vezes com o sorriso da alegria da chegada.

Diferentes dos meus olhos, que veem o dia como se ele fosse noite, muitas vezes perdidos em alguma imagem do passado.

Então, o entardecer da minha vida me traz o temporal que desaba pleno de gotas de saudade.

A casinha pequenina volta a ficar em foco.

Ao lado de cada pedra desencontrada da escada, um ramalhete de pequenas flores, as pétalas coloridas contrastando com o negro brilhante e o musgo verde.

Apoiado contra a parede, o remo da canoa de vovô e um machado.

Na parede, entre a janela e a porta, uma gaiola de finas tiras de bambu, eternamente inacabada.

Lá atrás, quase que oculta pelo marulhar do pequeno filete d’água, o perfume da jaqueira revela que seus frutos estão maturando.

Existem flores por todo lado, brotando diretamente do chão de areia branca.

Flores que alegram os olhos.

Que enfeitam a vida.

 

III

E um dia eu, pequenino, estava de pé num calçada estranha, numa cidade estranha.

Ali não havia conhecidos, não havia mar, não havia areia, não havia a família de minha avó e avô maternos.

Não me lembro da longa viagem, lembro-me apenas que acabara de chegar numa tal de Araraquara, que tentou inutilmente me cativar. Sem nunca o conseguir.

A nova casa, a nova cidade, apesar das muitas novidades, nunca me encheu os olhos. Eu sentia falta da praia, dos avós e tios que lá deixara, da praia onde ia tão pouco.

Sentia falta da cantoria estridente e interminável das cigarras. Sentia falta das flores roxas das quaresmeiras nos morros.

Sentia falta do cheiro da maresia, das flores, dos passarinhos, do perfume das ciosas que cresciam à beira dos rios.

Sentia falta do meu Ubatuba.

Reclamei, quase que perdido:

- Mamãe, aqui não tem praia...

Ela se voltou para mim, por um momento intuí que ela também sentia falta da praia de nosso Ubatuba, dos que lá haviam ficado. Então me abraçou, e quase num murmúrio me prometeu:

- Logo poderemos ir para Ubatuba e você poderá ver a praia outra vez.

E eu me sentei desconsoladamente no degrau do portãozinho, os olhos cheios d’água, o coração pequenino.

Logo era muito tempo, tempo demais para uma criança.

Nos meses que se seguiram eu me debruçava em minhas lembranças e tentava ver minha praia que ficara tão distante.

A palavra praia, tão curta, tão plena de significados, tudo o que eu deixara para trás.

Um dia fiquei doente.

Em meu delírio febril, em uma paisagem deformada por tons arroxeados, eu gritava para alguém que não sabia quem era que eu estava escutando o barulho do mar. E então uma alegria infinita e indescritível explodiu em meu coração quando eu pude, enfim, gritar:

- Eu estou vendo a praia... a minha praia...

Voltei-me para aquele alguém indefinido que me segurava a mão.

- Estou vendo também a casinha da vovó. Estou... estou vendo meus tios e tias brincando, correndo entre os pés do cafezal, brincando de esconder de mim...

Sei – você me diria – mas é só um sonho... foi só um sonho... mesmo que fosse o desvario de um estado febril.

- Não, é de verdade – eu protestaria, olhos cheios de lágrimas felizes. - É de verdade, eu os vejo se escondendo atrás de um pé de café, mas logo eles reaparecem novamente. Então brincam de roda comigo...

De madrugada a febre aumentou, mas eu não queria ficar na cama, queria ver a minha praia outra vez. E outra. E outra. E outra...

Vi-me caminhando pela casa, fui de alguma forma até a porta da sala e a abri. No degrau do portãozinho me sentei, olhei lá para o final da rua, a estação de trem não estava lá, só havia um infinito de areia branca e um mar azul, sempre azul, eternamente azul. O meu mar. O nosso mar.

Tentei correr até lá, mas alguma coisa irreal (como meu sonho, meu delírio) me impedia, eu estendia inutilmente meus bracinhos que não se fechavam em nada, que não abraçavam nada, que não alcançavam nada.

Sei – você me diria – mas é só um sonho.

É, eu sei. Sei que a morte poderia chegar lentamente, e seria talvez bem vinda. Eu, há quanto tempo morria?

Comecei a chorar, ninguém me consolou, não havia ninguém ou nada que me consolasse em meu sonho. Todos sabiam que meu choro não era somente pela febre, mas que minhas lágrimas traduziam a falta que eu sentia da minha gente.

Então pouco a pouco minhas lágrimas secaram e um grande silêncio se seguiu, embora meus olhos, de repente sem brilho, ainda dissessem muito.

É, já faz tanto tempo. Talvez fosse melhor esquecer.

Como se o tempo tivesse as possibilidades do vento, levar nossas amarguras e desencantos para outras terras que não as das doces lembranças.

Então comecei a ver meu sonho se acabando aos poucos. Como se tivesse vivendo uma linda história quando era o momento de viver uma história. Mas, depois, quando chegava o momento de viver a vida como ela é...

Sei – você me diria - deveria ser pecado ser infeliz quando se tem tudo para ser feliz.

É...

Mas eu juro que me vi chorando no meio da noite febril, iluminado por uma lua que não existia, braços em volta de meu peito como se abraçasse inutilmente a mim mesmo.

Juro que me vi chorando por um longo tempo.

Depois limpei o rosto com as mãos, pendurei a saudade em algum lugar da varandinha e entrei.

 

É, eu sei.

Mas pediam-me que suportasse o insuportável, que esquecesse, que seria o melhor para mim.

Só que era pedir demais, tão tortos eram os meus descaminhos.

É, eu sei.

Eu talvez seguisse (e sigo) descontente, calado, porque sei que sou um bom e inocente homem incapaz de perceber que talvez possa ser feliz sem meus sonhos fundamentados em lembranças, mas sei também que talvez eu conspire contra mim próprio.

Eu vivo me repetindo que, na primeira oportunidade, me desvencilharei de meus sapatos de adulto, voltarei a ser criança, pisarei outra vez a areia branca da praia e sentirei (talvez) um contato, uma recordação antiga, os pés revivendo o toque com a areia branca, a friagem da água do mar trazida por alguma onda que a depositará suavemente diante de mim.

Então moldarei castelos de areia desenhados há muito tempo e ignorados pelo tempo que o mar levou, eu me sentarei depois na sombra de um pé de abricó e ali permanecerei por um tempo indefinido.

Porque tudo deixou de ter pressa, não há mais razão para pressa, ficarei simplesmente olhando embevecido a praia coberta pela areia branca, o azul do mar e do céu, o que será um reencontro.

Então eu me sorriria, e diria para mim mesmo que, às vezes, eu sabia fazer a coisa certa. Que, às vezes, é possível fazer a coisa certa.

Percebi então que eu me dissera o que desejava dizer, e que isso só implicava em ter ouvidos para ouvir e coração para sentir. E então me olhei com olhos de compreensão.

Começo a ouvir canções esquecidas que localizam em mim um homem antigo, talvez adormecido em outras situações. E era exatamente este homem que eu iria procurar reencontrar.

Forçosamente eu me pergunto se ainda me lembro verdadeiramente dele, se ainda serei capaz de o reconhecer, o homem que eu iria procurar em meus devaneios, o homem que eu verdadeiramente havia sido.

Pergunto se me lembrava mesmo dele, se me lembrava de verdade.

O que eu fui, o que eu era, o que eu poderia ter sido.

E então, sem qualquer amargura, quase que docemente, eu me responderia:

- Todos os dias...

É...

Sei – você me diria – o tempo só existe porque fazemos coisas, umas após outras, mesmo que não tenhamos consciência delas. E então, talvez, quando nossas lembranças são evocadas, elas surgem com novas roupagens, novas realidades. Então, talvez, não sejam as mesmas.

Mas, que importa isso?

Então me torno calado, mais calado ainda, imerso em recordações para que as aflições e lembranças possam finalmente ocupar meus desvãos.

Porque eu me sentia mutilado de alguma forma, e o que perdera – mesmo que não soubesse coerente o que fosse – me fazia falta.

Era alguma coisa essencial. Uma perna, talvez. Um pedaço de mim que, ausente, eu sentia no espaço que ficara desabitado. Mas que, quando eu tentava andar, aí eu me dava conta do vazio.

O que explicaria – talvez – andar mancando por todo o resto de uma vida.

Mesmo que eu aprumasse o corpo.

Mesmo que eu andasse mais lentamente ainda.

Mesmo que eu procurasse não mostrar que mancava.

Mesmo que...

É, nesse simbolismo em que a palavra praia parece resumir tudo, eu me vejo incoerentemente pequeno outra vez.

Pela primeira vez, agarrado temeroso à mão tão grande de alguém, eu vejo aquela imensidão que se tornou tão plena de significados tão meus, só meus.

Hoje, adulto, talvez se eu me aproximasse novamente do mar, do meu mar, e parasse na areia branca a alguns centímetros das ondas que se me quebrariam alegremente, eu talvez poderia lhe dizer:

- Sabe, eu já conhecia você de longe, escutava as cantigas de ninar que você me entoava, trazidas pelo vento. E um dia, enfim, eu estava defronte ao amigo que desconhecia, mas que conhecia, de alguma forma inexplicável. Fui me aproximando lentamente, como se desvendasse segredos há muito ocultos e guardados só para mim, e foi essa imagem que eu guardei. Sabe que meus olhos tiraram uma fotografia sua naquele dia? Sabe que eu a guardei zelosamente no álbum do meu coração?

É, eu sei, eu precisava voltar. Eu preciso voltar.

Mesmo correndo o risco de nunca mais encontrar o que busco, talvez agora inexistente, mas tão real e intocado em minhas lembranças..

Porque sempre imaginei – quase certeza – de que a casa pequenina de pau-a-pique e sapê de vovó era um lugar para o qual eu sempre poderia voltar quando me sentisse sozinho ou com medo.

Mas preciso voltar, mesmo correndo o risco de nunca mais encontrar o que busco. O que procuro. O que preciso.

Então faço uma pequena malinha, vou de encontro ao meu mar.

Com mil anos de atraso.

 

(continua)


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