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Padre Antônio Taliari (padretaliari@gmail.com)

Padre Antônio Taliari

Jornalista (DRT 3847/SC)

Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR


Dom 4 de fevereiro de 2018 - 5º Domingo do Tempo Comum



Domingo, 04 de fevereiro de 2018 06:48

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MENSAGEM DO EVANGELHO

        Neste, 5º Domingo do Tempo Comum, o Evangelho de Marcos
1,29-39, faz parte do primeiro da atividade evangelizadora de Jesus na
Galileia. Depois de chamar os primeiros discípulos missionários e
ensinar na Sinagoga, ele se dirige ao povo, vai ao encontro das
pessoas necessitada curando e libertando dos seus males. Esta passagem
contém três narrativas bem distintas: a cura da sogra de Pedro; a cura
de “todos os enfermos e endemoniados” e a retirada de Jesus para o
deserto, seguida do convite para irem para outro lugar. À beira do
mar, Jesus chamou os primeiros discípulos missionários. Na Sinagoga,
em dia de sábado, Jesus ensinou com autoridade e fez calar o homem
possuído pelo demônio. “Sai” da Sinagoga e dirige-se para fora e vai
ao encontro das pessoas necessitadas. A missão de Jesus perpassa todos
os lugares da convivência humana. Jesus entra na casa. É la que estão
as pessoas. A casa no Evangelho de Marcos torna-se o local do
encontro. É na casa que Jesus ensina e explica a Palavra aos seus
discípulos missionários. A pessoa é uma mulher; sendo sogra, devia ter
uma idade avançada e ainda está doente com febre. Ela representa a
exclusão: A situação é grave, “logo contaram a Jesus”. Diante da
ameaça à vida, surge a urgência da salvação. Jesus se aproxima e toca
a mulher com sua mão. Pelas leis, tocar uma pessoa doente causava
impureza. Para Jesus, a vida está acima da Le e dos preconceitos. A
atitude da mulher que foi curada não é pensar em si. Coloca-se a
serviço; é a ‘diakonia’. Ela não serve só a Jesus, mas a todos. É a
nova comunidade que Jesus está inaugurando. A mulher curada é a
primeira a testemunhar a vida nova. Ela torna-se o protótipo de todos
os que creem, a primeira ‘escriba’, que, com a vida, ensaiam o que há
de mais importante na vida: o serviço. Para a mentalidade judaica, o
novo dia começa com o pôr do sol. O sábado passou. É o início de um
novo dia, como será o dia da Ressurreição. Se, durante todo o dia, ele
fez só um exorcismo e uma cura, ao cair da noite, aconteceu uma
explosão de milagres. Aí estão “todos” os excluídos que vão ao
encontro de Jesus. Na época de Jesus, na Terra Santa e região, havia o
entendimento de que quando alguém sofria devia ser por causa de uma
doença ou coisa do demônio. Quando o mal era visível e se sabia a
causa ou como tratar, isso era considerado uma doença. Quando não se
sabia a origem da doença, e nem como curá-la, atribuía-se a causa ao
demônio. Depressão e stress seria consideradas, como obras do demônio.
Os evangelistas dizem que traziam até Jesus “enfermos e endemoniados”
e que Jesus “curava doentes e expulsava demônios”. Jesus concilia
atividade com o povo e o tempo para estar junto com o Pai. A oração em
Marcos pode ser direta ou de forma indireta. É a oração que sustenta a
atividade pastoral do anúncio do Reino de Deus. Os discípulos
missionários com Pedro à frente, procuram Jesus procuram Jesus para
tentá-lo: “todos te procuram”. Jesus não busca o sucesso pessoal. É o
primeiro desencontro entre Jesus e os discípulos missionários, o
pensamento de Deus e os nossos pensamentos. Além da oração é
fundamental e indispensável colocar-se diante de Deus, Jesus empurra
os discípulos missionários para a missão. O centro não está no ‘eu’,
que busca sucesso, mas no ‘eu’, ‘Tu’, que provoca a vinda, sempre
livre e gratuita, do Reino de Deus! O convite exclusivo: “Vamos a
outros lugares, às aldeias da redondeza!”. A mensagem da boa nova do
Reino de Deus é universal e é isso que Jesus faz, vai ao encontro das
pessoas em todos os lugares: onde trabalham, onde moram, onde se
encontram. Com a cura da sogra de Simão, Marcos mostra o significado
de todos os milagres de Jesus: são curas para desenvolver a cada um a
capacidade de servir, que é a nossa semelhança com Deus! Jesus é Filho
na medida em que é servo. O verdadeiro milagre que Jesus veio fazer na
terra nada tem de mirabolante: é dar-nos a capacidade de amar, é
darnos a capacidade de servir. Como Jesus, a Igreja precisa ir onde
estão as pessoas. Uma “Igreja em saída” é o que o Papa Francisco pede:
“Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas
estradas, do que uma Igreja enferma pela oclusão e comodidade de se
agarrar às seguranças”. Seja Fiel, ofereça o Dízimo!‌

 


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