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Padre Antônio Taliari (padretaliari@gmail.com)

Padre Antônio Taliari

Jornalista (DRT 3847/SC)

Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR


Dom 21 de janeiro de 2018 - 3º Domingo do Tempo Comum



Domingo, 21 de janeiro de 2018 00:00

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MENSAGEM DO EVANGELHO

          Neste, 3º Domingo do Tempo Comum, o Evangelho de Marcos 1,14-20, é preciso distinguir duas partes: a primeira, que contém o resumo da pregação de Jesus; a segunda, que narra a vocação dos primeiros discípulos missionários. Em Marcos, as primeiras palavras que saem da boca de Jesus são: “O tempo já se cumpriu”. É como se dissesse: “Chegou o momento prometido, deseja esperado”. Jesus é o ponto decisivo da história humana. Com a sua entrada na história, passa-se do desejo à realidade, da promessa ao cumprimento. Até João Batista, o tempo da promessa e da espera. Com Jesus, o tempo da realização e do cumprimento. Este é o momento que Deus fixou para a nossa salvação. Nesta perspectiva, tempo bom não é o passado, nem o futuro: é o aqui e agora. Este é o momento, sonhado pelos profetas, em que se pode viver como pessoas novas. Chegou o momento decisivo da história, porque chegou o Reino de Deus. O Reino de Deus põe de pernas para o ar o reino do homem. O Reino de Deus é Jesus, Deus para o homem e o homem para Deus, que realiza plenamente o amor de Deus pelo homem e o amor do homem por Deus.

O Reino de Deus é dado gratuitamente a todos e interpela cada um a converter-se. Converter-se é mudar o coração e a direção dos pés. A proposta de Jesus espera a nossa resposta. Por iniciativa de Deus, o Reino de Deus já veio; a entrada nele depende da liberdade de cada um de nós. A conversão é voltar-se para Jesus, fazendo atrás dele a mesma estrada. Em todas as religiões, é o humano que procura a Deus; no cristianismo, é Deus que procura o humano. A proposta, direta e pessoal, aguarda uma resposta direta e pessoal: ele pede que eu vá ‘atrás’ dele; cabe a mim ‘segui-lo’ ou ficar onde estou. A sua proposta e a minha resposta são os dois ensinamentos constitutivos da fé, que dispensa intermediários que não aceita delegação. Ninguém pode chamar-me em lugar de Jesus; ninguém pode responder no meu lugar. Os outros podem ajudar-me, preparar meu encontro com ele; a fé não tem intermediários; é uma relação direta entre eu e ele. O anuncio deve me levar ao encontro com Jesus. É o que entenderam muito bem os habitantes de Sicar, na Samaria, quando disseram à Samaritana: “Não é pela tua palavra que cremos, mas porque nós ouvimos e sabemos que ele é verdadeiramente o Salvador do mundo”.

O cristianismo não é uma ideologia. A ideologia é uma vacina contra a fé. E a fé não é simplesmente nem, sobretudo acreditar que Deus existe; a fé é a relação que eu estabeleço com Jesus como meu Senhor e Salvador. A fé é uma relação concreta e única com ele. A fé é o fato de eu pertencer amorosamente a ele e de ele pertencer amorosamente a mim. A fé é a alegria de eu estar nele e ele estar em mim. Ao chamado de Jesus, nesta cena, corresponde o seguimento dos discípulos missionários. O seguimento incondicional e pleno dos discípulos missionários só acontecerá no fim. É um crescimento lento, exigente, cheios de incompreensões e demoras, de traições e fugas. Desde o inicio, a vida do discípulo missionário está ligada à vida do Mestre. O teólogo Fausti diz: “O Evangelho é como um tecido, o pano novo!, cuja urdidura é o caminho linear de Jesus da da Galileia a Jerusalém, e cuja trama é o caminho tortuoso do discípulo missionário, o qual, tentando segui-lo, tanas vezes erra a estrada”! A gente só compreende um caminho quando chega ao fim.

No início é um ato de confiança na pessoa que a gente segue. Claro que esta confiança não é cega, mas bem mais fundamentada e razoável do que a desconfiança. Se, estou em Maringá e quero ir para São Paulo, não vou atrás da conversa de quem me diz que, primeiro, tenho que ir a Curitiba. Entre Maringá e São Paulo, há muito chão e muitas possibilidades de me atrapalhar e tomar caminhos errados. Para quem caminha em busca da liberdade, Jesus é a luz que ilumina a noite; para quem prefere a escravidão, ele é uma nuvem escura, que sombreia a terra e confunde os caminhantes. A fé não é só razão, nem só emoção, nem só prática. A fé envolve e ativa todas as nossas ‘faculdades’, todas as nossas capacidades: os sentidos, a inteligência, a consciência moral. Todo o nosso ser entra em jogo no nosso relacionamento com Jesus.

Esta cena contém todos esses elementos: Jesus ‘passa’ à nossa procura; nos ‘vê’ e nos ‘chama’; nós vemos, ouvimos, compreendemos fascinados por ele, somos conquistados por ele, e respondemos, ‘deixando tudo’, ‘seguindo-o’ e ‘indo atrás dele’. Ele vem a nós com todo o seu ser; nós vamos a ele com todo o nosso ser! Se você quiser uma bela descrição da fé, ouça o que diz um dos documentos mais importantes do Concílio Vaticano II, chamado de Dei Verbum: “A Deus que revela é devida a obediência da fé”; por ela, entrega-se o homem todo, livremente, a Deus, oferecendo “a Deus revelador o obséquio pleno da inteligência e da vontade e prestando voluntário assentimento á sua Revelação”.

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