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RATOS X PINHEIROS



Terça, 03 de maio de 2016 17:38

Há um fato curioso sobre estímulo do governo em motivar a sociedade em alguma campanha. Lembro de uma história que tratava uma situação delicada de uma comunidade oriental, envolvida com uma infestação incontrolável de ratos por toda a cidade. Para envolver a todos, os gestores locais prepararam uma campanha de caça aos roedores, muito eficaz, com o pagamento de certa quantia de dinheiro por cada ratinho capturado, vivo ou morto. O valor era atraente e envolveu toda a sociedade que também lucrou com a caçada, pelo dinheiro e pelo saneamento decorrente. Todavia, a campanha foi intensa e restrita a um limitado número de semanas, sem qualquer hipótese de repetição e prorrogação, como anunciaram. A razão foi para que o povo caçasse os ratos disponíveis, inibindo estímulo contrário ao objetivo da campanha, de que alguém mais esperto passasse a criar ratos para aumentar seu faturamento. Ou os importassem de outros locais. Lógico, não? E o ilógico: A proteção do nosso governo em preservar o pinheiro como planta nativa e tão importante na nossa paisagem e cultura no sul do país é radical e os órgãos (leia-se homens) de controle são alucinados nesta proteção. O efeito desta defesa da flora é inegavelmente de consequência contrária. Quem tem um terreno, rural ou mesmo urbano e percebe florescer um pinheirinho, abate-o na primeira oportunidade, para evitar que se transforme num futuro e sério problema, crescido. Não poderá cortá-lo, sem passar por estúpidos e caros procedimentos burocráticos para tanto. Mesmo que prove que o tenha plantado, como se sabe. É um efeito colateral de dimensões gigantescas sem a lógica da campanha dos ratos.

 

A ESQUERDA ASSUSTAVA

Muito longe do propagado contra os comunistas, a extrema esquerda, que diziam serem comedores de criancinhas, é inegável que algumas das propostas clássicas da esquerda causavam preocupação e claro, seriam implantadas pelo PT se assumisse o governo da república brasileira. A que me afetava diretamente por atuar nas relações coletivas de trabalho, era a liberdade sindical, livre e independente do governo, sem suas interferências ou apoios comprometedores. Há a Convenção 87 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), aprovada em 1948, bandeira de campanha de Lula e luta da CUT. Ele presidente e chefe de quadrilha e a CUT “apelegada”, no mais esdrúxulo qualificativo de sindicalismo vendido. Lembro bem dos discursos petistas xingando os sindicatos opositores de pelegos. Eles mesmos passaram a ser apadrinhados com uma verba roubada do sistema confederativo do sindicalismo da CLT, abrigando milhares nas “lutas” que continuam ninguém sabe onde, igual palestra do ex-presidente. A proposta não pegou. Existiram outras preocupações do tipo: Direito ao aborto, a reversão das privatizações, a proteção ao nosso petróleo, a educação sexual nas escolas, o ateísmo e o controle contra o abuso do sistema financeiro. O que aconteceu? Nada! O populismo caudilhesco rendeu-se chiado dos religiosos e esqueceram do aborto, dos princípios laicos do estado e dos temas impuros (sexo é sujo) nas escolas. Privatização não pode, mas parceria público privada e concessões provisórias são boas. Os empréstimos do FMI e do Banco Mundial eram ruins, mas a valorização do império financeiro acima da moral, dos costumes e do bom senso, se emprestar ao governo é, dizem, “interessante”!

 

JURO QUE MATA

Assim que assumiu o governo (primeiro, em 01.01.2003), o hoje choroso Lula (diz que chorou três vezes no domingo do impeachement da Câmara Federal) anuiu com um verdadeiro golpe contra o povo brasileiro. Num Congresso Nacional que ele mesmo chama de grande grupo de picaretas, mancomunado com a Febrabam (o clube das multibilionários instituições financeiras brasileiras) aprovaram uma PEC (a Emenda Constitucional 40 de 29.5.2003) revogando o terceiro parágrafo do artigo 192 da Constituição de 88. Nela constava que os juros e todos os encargos financeiros no país era limitado a 1% ao mês. Foi algo que na época ninguém poderia imaginar, de um homem (o mais sério e honesto do Brasil) com as propostas da esquerda moralizadora, pagando o preço do apoio financeiro à sua eleição. Mas fez. O tempo provou seu caráter e seu ilimitado poder corrompedor próprio da melhor escola nacional de sacanagem que foi o sindicalismo perdulário com o qual ainda temos que conviver. Reitero opinião anterior no sentido de que a média praticada pelo mercado bancário e moldada no interesse de suas políticas monetárias e não a simples remuneração do capital, hoje em mais de 14% ao ano, o que é um absurdo em comparação com esta taxa nos países civilizados, onde não alcança 3% no mesmo período. É evidente que reações como as divulgadas por Maílson da Nóbrega em Veja (27/4) contra o lúcido posicionamento do STF obstando juros compostos (acumulativos) são no sentido de preservar a galinha dos ovos de ouro dos bancos do brasil (minúsculo mesmo). Os juros imorais e absurdos aqui praticados, somados a indexação monetária estão matando a economia produtiva. E, o grande refém, a União Federal, também.

 

SANTA IGNORÂNCIA

Por ser pura a “santa ignorância”, ela deve ser perdoada. Um exemplo disso é a proposta dos populistas, digamos, inocentes, que mobilizam a municipalidade em exigir do transporte público municipal muito mais linhas, mais horários, todos ônibus novos, ar condicionado, tv e internet a bordo e nos terminais. Lindo! Devem ser esclarecidos que tudo isso custa e passa por uma equação que divide este custo total por passageiro na média de utilização. Só! A passagem que já não é barata, poderá passar a custar o dobro e certamente aumentará mais e mais na medida que, pelo preço, mais passageiros optarão por outros meios de transportes, cabendo aos últimos e menos favorecidos, arcar com o preço alto dos transportes. Vale lembrar, que os privilegiados que viajam “grátis”, transferem o seu custo para os que pagam.


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