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Zika vírus, uma ameaça real



Quarta, 17 de fevereiro de 2016 16:17

Muito tem se comentado nos últimos tempos sobre o Zika vírus. O que mais tem nos alarmado são os casos de microcefalia em crianças associado a esse vírus. Então, essa semana traremos informações para esclarecimentos desse vírus que, infelizmente, tende a nos incomodar por algum tempo.

• De onde vem o Zika vírus?

Esse vírus vem da África. Foi descrito pela primeira vez em 1947, e até então, infectava macacos na ilha de Zika, em Uganda – daí seu nome. Em 1952, identificou-se o primeiro caso em humanos.

• Como o Zika chegou ao Brasil?

Há 2 suspeitas da chegada do Zika ao nosso país: a Copa do Mundo de 2014, que trouxe muitos estrangeiros ao país, e um campeonato de canoagem em 2015 no RJ, que contou com participação de nações do Oceano Pacifico, como a Polinésia Francesa e a Micronésia. Esses locais foram os primeiros a sofrer surtos de Zika, e a linhagem que se instalou aqui é a mesma de lá. E aqui no Brasil o vírus encontrou um ambiente perfeito, com bastante gente e uma enorme população de mosquitos.

• Qual a principal forma de contágio?

Através da picada do mosquito, cujo principal é o Aedes Aegypti (acredita-se que outros tipos de mosquito Aedes também possam transmitir o vírus). Há relatos de casos de transmissão via sexual e por transfusão de sangue.

• Quais os sintomas da infecção pelo Zika?

Os sintomas geralmente são leves. Cerca de  80% dos infectados não apresentam sintomas. Já os outros 20% tem um quadro parecido com o da dengue: febre, dores no corpo, manchas vermelhas e até diarreia e vômito. O mal estar dura de 3 a 7 dias.

• Quais as principais diferenças em relação a dengue?

Por causa da familiaridade entre esses vírus (e o Chikungunya também), as manifestações se confundem. A OMS diz até que são doenças idênticas, tanto é que o Zika só é investigado depois de descartados os outros. Um sinal, além dos já citados, que é mais comum no Zika é a vermelhidão nos olhos. Mas somente um exame é capaz de confirmar essa distinção.

• Como o vírus causa microcefalia?

Nos primeiros meses da gravidez, a imunidade do feto ainda não está estabelecida. Assim o vírus, que tem preferência pelo cérebro, consegue se instalar ali sem resistência. O invasor até vai embora, mas as sequelas de sua estada duram para sempre. A microcefalia ocorre quando a cabeça do bebê é menor que 32 cm. E essa limitação do crânio vem acompanhada de danos ao cérebro.

• Quais sequelas podem resultar da ação do Zika vírus?

O cérebro dessas crianças cresce menos e apresenta malformações, além de pequenas lesões que se calcificam, e podem ocasionar convulsões e deficiências motoras. Fetos acometidos no começo da gestação são mais suscetíveis a complicações mais sérias, mas ainda não há, ao certo, como saber como será o desenvolvimento deles.

• O Zika pode afetar o sistema nervoso dos adultos?

Pode sim. Tudo indica que o Zika tem atração especial pelos nervos. Pode ocasionar uma síndrome chamada Síndrome de Guillain-Barré, que causa paralisia dos membros e requer internação hospitalar.

• Como é feito o diagnóstico?

Primeiro os médicos precisam eliminar outras suspeitas. Depois, o protocolo pede que a pessoa passe por um teste sanguíneo apto a acusar o vírus. (essa técnica é cara, e reservada somente aos casos mais graves).

• Existem pessoas com maior risco de infecção?

Por enquanto, a preocupação maior é com mulheres no início da gestação, porque o vírus consegue atravessar a placenta e chegar ao feto. No pequeno, ainda indefeso, o vírus pode comprometer o desenvolvimento do cérebro e do crânio.

Pessoas portadoras de doenças auto imunes, ou com deficiência no sistema imunológico, como as pessoas que tratam de câncer, tendem a enfrentar quadros mais severos.

• Existe tratamento para esta infecção?

Não existem remédios combater o vírus em si. Os médicos tratam os sintomas e previnem complicações.

• O que fazer para se prevenir?

O mais importante é atacar o vetor, que é o mosquito. Portanto devemos eliminar os criadouros dos mosquitos (locais onde fica água parada). O Ministério da Saúde recomenda também repelentes no corpo todo, inclusive por cima das roupas, especialmente nas gestantes.

Divulguem essa informação. E ajudem na prevenção, que é o fator mais importante para que o vírus não se alastre.

Um grande abraço, e até a próxima!


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