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Cléverson Israel Minikovsky (cleversonminikovsky@yahoo.com.br)

Cléverson Israel Minikovsky (Pensando e Repensado)

Advogado

Filósofo

Jornalista (DRT 3792/SC)


A Cruz



Quarta, 17 de fevereiro de 2016 10:19

A cruz não era um símbolo cristão, ela se tornou um símbolo cristão. A cruz mostra o que a perspectiva anterior, a pagã, fez com a melhor perspectiva, a cristã. A cruz é o marco da nova ordem. As coisas deixam de ser do jeito que eram para ser de outro modo. A cruz é o que o material faz com o espiritual. A cruz é o nicho de resistência do povo bem-aventurado em face da crueldade do poder do mundo. A cruz é uma afronta ao poder estatal, mundano, secularizado. A cruz é força do fraco. É a única esperança para os que nada podem esperar noutro lugar. É muito curioso e inquietante saber que um padrão de punição usado por três mil anos tome significado com uma crucificação em específico, a de Cristo. A crucificação era para impactar, era para ser um espetáculo, era para ser exemplar: “se fores subversivo este será teu destino”. A crucificação era para aterrorizar. Os corpos descidos da cruz eram deixados ao relento. A cruz é a tentativa de o poder do mundo dizer que não existe nenhum outro maior do que ele. Mas resta comprovado justamente o contrário: que o poder de Deus é infinitamente maior do que o poder do mundo. A cruz é o novo Mar Vermelho que se abre milagrosamente para os eleitos de Deus passarem. É a ocorrência incontestável do impossível. Deus vai à cruz para alcançar a todos, mas em primeiro lugar todos os que vão à cruz assim como Ele. O que é a cruz do mundo? São os tijolos e o recolhimento da palha para edificar os prédios para faraó. A cruz é a mais-valia que dou ao patrão, é a minha filha que vejo prostituída para alcançar uma posição na sociedade. A cruz é o voto de cabresto. A cruz é a barganha. A cruz é a subcondição jurídica em que o marginalizado se vê. A cruz é se ver logrado nas relações sociais. A cruz é a exploração de toda ordem. A cruz é oferecer-se por inteiro e receber uma miséria. A cruz é o não status, o não prestígio. A cruz é o sobrenome corriqueiro. A cruz é o ser alvo de preconceito em razão de idade, sexo, raça, cor, religião, orientação sexual, etnia, cultura, opção política ou nível cultural ou econômico. A cruz é o presente de satanás ao filho de Deus. A cruz foi o que o príncipe deste mundo cogitou usar para fazer fracassar o plano de Deus. Não contava o diabo que Deus é muito mais sagaz que qualquer artimanha maligna de sua índole. Na cruz máximo mal e máximo bem se encontram e o bem vence olimpicamente o mal. No crucifixo vemos o que o homem deu para Deus e o que Deus deu para o homem. Enfim, por isto tudo a cruz é tão significativa, tão rica, tão cheia de sentido, amor inesgotável de um Deus que é amor por definição.


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