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José Kormann, Dr (A História da Câmara de São Bento do Sul - No Contexto do Brasil)

Dr. José Kormann (A História da Câmara de São Bento do Sul)

Historiador



Capítulo IV A CÂMARA NA POLÍTICA DO CAFÉ COM LEITE 15/11/1894 a 03/11/1930



Quarta, 22 de julho de 2015 11:48

 

 

Casos desse período histórico

Nessa longa época de 36 anos que os Presidentes da República eram postos pelos barões do café de São Paulo e pelos coronéis fazendeiros de gado bovino de Minas Gerais, alternadamente, e os demais estados brasileiros participavam desses governos recebendo benefícios ou não, através dos coronéis fazendeiros pelo rígido controle de seus currais eleitorais.

Dizem até que certo dia alguém do curral eleitoral dos agregados do coronel teria perguntado a um de seus colegas: “Por que sempre somos obrigados a votar nos candidatos do coronel”? E o outro lhe teria respondido com ares de bem entendido em política: “É porque o Brasil é uma democracia e assim o voto é livre e cabe ao coronel decidir em quem nós devemos votar”.

E é bom lembrar-se que o voto daqueles tempos não era secreto e assim podia haver perfeito controle do coronel sobre seu curral eleitoral.  E isso hoje ainda é imitado por vários patrões por este imenso Brasil a fora e até, às vezes, bem mais perto de nós mesmos do que realmente imaginamos: é o controle pelo número do título de eleitor e pela seção em que o portador do título vota.

Este foi um período de várias revoltas nas quais houve até a participação de alguns são-bentenses na Revolução do General Isidoro Dias Lopes em São Paulo, Paraná e Mato Grosso em 1924, como é o caso do verdadeiro fundador do Museu Felipe Maria Wolff, Álvaro Guerreiro Krüger e daquele que, por muito tempo, foi funcionário da Câmara de Vereadores de São Bento do Sul, Antônio Moreira de Sousa, mas que todos o conheciam simplesmente pelo apelido de Siqueira e ainda outros mais. Foi nesse período que também aconteceu o caso da Coluna Prestes que de 1925 a 1927 revolucionariamente percorreu grande parte do Brasil e terminou na Bolívia. Em 1930 aconteceu a Revolução de Getúlio Vargas que acabou com o período da “Política do Café Com Leite”.

Mas foi também nessa época, em 1923, que São Bento do Sul festejou grandemente o aniversário de seus cinquenta anos de fundação. Foi isso um vivo despertar com grande energia vital que muito incentivou a conquista, a consciência e o sentimento de seu próprio existir. E isso, sem dúvida, interferiu também beneficamente na Câmara e a cujos incentivos ela soube corresponder e assim São Bento do Sul cresceu, e muito.

 

Dois vereadores assassinados e um condenado a morte

1 - A 25 de maio de 1897 foi assassinado o grande político, ex-vereador e ex-prefeito, João Filgueiras de Camargo. Às 21 horas quando estava sentado no rancho anexo a sua casa, ao lado de uma fogueira, tomando chimarrão, como todos os dias fazia, alguém atirou à queima-roupa, pelas costas, prostrando-o sem vida.

“João Filgueiras de Camargo foi homem estimado, apesar de suas atividades federalista na Revolução, e muitos choraram o fim trágico que teve. A 21 de julho a viúva acusou formalmente, no processo instaurado, um parente seu, João Elias Fragoso, como autor do assassinato, membro da Câmara de Campo Alegre” (Carlos Ficker, 1973, pág. 341).

“Deve-se ao Coronel Filgueiras, chefe federalista do nosso Município, que aquele dia trágico não fosse de consequências ainda mais funestas. Explicou ao comandante da coluna revolucionária que aquela formação de homens não tinha outra finalidade, senão a de proteger São Bento contra bandoleiros, que despontavam na esteira do movimento sedicioso e nada tinha a ver com um outro partido em luta.

Qual não teria sido o fim daquele dia inglório, se o Coronel Filgueiras não nos tivesse tomado sob sua guarda e proteção” (Em São Bento no Passado de Josef Zipperer Sen., pág.65)

2 – A 26 de agosto de 1897 o Presidente da Câmara de Vereadores, Alberto Malschitzki, também foi assassinado a tiros em circunstâncias idênticas. Ele encontrava-se em casa com uma criança nos braços, quando alguém, às 20h30min, atirou duas vezes pela janela aberta e fugiu sem deixar pista. Ele morava à Estrada Dona Francisca em Oxford e em Lençol possuía um curtume.

Apoderou-se um grande receio de todos que se tinham comprometido por suas atividades político-partidárias. Muitos que possuíam janelas de vidro, nem todos as tinham, pintaram os vidros para não mais serem translúcidos ou os vedaram com papel que fizesse o mesmo efeito.

Inicialmente foi preso um inocente de nome Schröder sobre o qual, provavelmente, queriam construir um subterfúgio para esconder os verdadeiros culpados. Este Schröder conseguiu fugir, ou até o soltaram, quando estava sendo levado a Joinville. Chegou-se, depois, aos verdadeiros criminosos dos dois assassinatos, João Filgueiras de Camargo e Alberto Malschitzki, e com eles descobriu-se um verdadeiro e terrível plano de morticínios entre os quais estaria o Prefeito Paulo Parucker, do primeiro Juiz de São Bento do Sul, Vasco Albuquerque Gama, do médico Felipe Maria Wolff e muitos outros que não foram identificados, entre os quais certamente estariam mais alguns vereadores.

Desejava-se a derrubada do governo municipal e o domínio completo de toda região. Tudo foi bem arquitetado pelo ex-promotor, Capitão Joaquim da Silva, pelo ex-prefeito de São Bento do Sul, Francisco Bueno Franco, e pelo ex-juiz Adeodato de Souza. Eles já possuíam 15 jagunços e capangas bem armados para o que desse e viesse. Seria uma verdadeira revolução visando o completo domínio da região. Eram os primórdios do verdadeiro contestado que surgiria, em pleno vigor, anos depois. Algumas testemunhas declararam que preferiam nem falar sobre o assunto, pois que se levantassem esta poeira, iria mexer com muita gente graúda.

Diziam os implicados que a revolução seria acabar com os “alemão de merda”, ou seja, todos os imigrantes não alinhados com os caboclos já que São Bento do Sul era a única colonização autenticamente catarinense do planalto até aquela data. O partido dos imigrantes ou Conservador era catarinense e o partido caboclo ou Liberal era paranaense, composto por pessoas oriundas, quase todas, do Paraná. João Filgueiras de Camargo, apesar de caboclo era, na verdade, do partido alemão e pelos caboclos considerado um traidor por seu afastamento político de Francisco Bueno Franco, o primeiro prefeito de São Bento do Sul e o primeiro de Campo Alegre. Sem dúvida, um líder.

Sobre São Bento do Sul abateu-se um clima de pavor. O jornal de Joinville “Kolonie-Zeitung” que copiava o jornal A Legalidade de São Bento do Sul falava do verdadeiro estado de sítio que imperava nessa comunidade. Era a constante presença dos policiais, muitos encarcerados e as ameaças dos seus parentes e companheiros em libertá-los da prisão e uma completa falta de entusiasmo por parte das autoridades. As reuniões da Câmara eram silenciosas, sem discursos, sem projetos. Havia medo de pronunciamentos.

3 – Veja mais esta determinação, por escrito, contra o cidadão João Wordell:

 

“Joinville 9 de Novembro de 1894

Cidadão Sargento comandante do destacamento em São Bento

Ordeno-lhe que dê cabo do preso Wordel e me oficie dando parte que necessito, assim como também dê parte ao Subcomissário do distrito, por meio de oficio. Conduzam-no para um lugar deserto, fuzilem e enterrem.

                                     (as.) José Joaquim Lopes Netto

                                             Alferes Comandante do Destacamento em

                                             São Francisco”.

 

João Wordell era natural dos Estados Unidos. Morava em Lençol onde trabalhava como tanoeiro. Aderiu aos revolucionários federalistas. Desbaratada a Revolução foi preso em São Bento do Sul, mas quando de São Francisco do Sul veio a ordem de fuzilamento os presos já haviam partido algemados e amarrados numa carroça e levados a São Francisco onde ficaram presos na cadeia pública por muito tempo e, finalmente libertados. João Wordell foi de cabelos pretos e voltou com eles brancos de pavor e de torturas.

 

Novas eleições e estas bem pacíficas

A 13 de dezembro de 1898 o eleitorado de são-bentense foi chamado para a escolha do Prefeito Municipal e dos Vereadores. Esta eleição transcorreu tranquilamente. Todos, com medo, simplesmente votaram e voltaram para seus lares, o mais cedo possível sem nada discutir e nem mesmo esperar para ver e ouvir os vencedores deste pleito.

O resultado foi o seguinte: Prefeito, Manoel Gomes Tavares; Vereadores: Paulo Heyse, Armando Jürgensen, João Wordell, Henrique Möller e Gustavo Knopp.

Foi este um longo período de 36 anos em que durante 14 anos e meio governou o Município de São Bento do Sul o Prefeito Manoel Gomes Tavares. Houve muita paz e muito progresso para São Bento do Sul, inclusive para o mundo todo que então vivia a chamada Bela Época de 1871 até 1914 e o Brasil sob a Política do Café Com Leite também teve seu período de paz e prosperidade e, é lógico, que o Município de São Bento do Sul, sob bons vereadores e um ótimo Prefeito por 14,5 anos, só deveria desenvolver-se muito bem.

 

As dez legislaturas do período do Café Com Leite: 36 anos

Se na lista dos prefeitos de São Bento do Sul há períodos conturbados de gente que foi e não consta e até, possivelmente, de quem consta e não foi, na lista dos vereadores há coisas idênticas, certamente. Nem sempre os documentos estão plenamente concordes entre si. Mas vamos às dez legislaturas desse período, segundo vários autores que tratam do assunto:

1 - Câmara nomeada pelo governador do Estado, Coronel Moreira Cesar, que não foi eleito para tal cargo, mas nomeado por Floriano Peixoto que também, ilegalmente, ocupava a Presidência da República. A posse desses vereadores se deu a 27 de junho de 1894 e são eles: Alberto Malschitki, José Guedes da Silva, Antônio Lisboa dos Santos, Adolfo Weber e João Machado Pereira. Algumas obras ainda relacionam como um dos nomeados a Bernardo Olsen, comerciante em Lençol e grande empresário em Rio Negrinho, mas que teria declinado desta honraria neste tempo tão espinhosamente conturbado.

2 – Câmara eleita a 07/04/1895 que já no dia 16 do mesmo mês tomou posse. São eles: Alberto Malschitzki, Bernardo Olsen, Francisco Bueno Franco, Jorge Schlemm e Augusto Schroeder.

3 – Câmara eleita a 13/11/1898 e que tomou posse a 03/01/1899. São eles: Paulo Heyse, João Wordell, Armando Jürgensen, Henrique Moeller e Gustavo Kopp. Foi nessa legislatura que com grandes festejos para aquela época comemorou-se a passagem do século XIX para o século XX. Tudo era motivo de alegria, de festa e de muito incentivo para sempre mais progresso.

4 – Câmara que tomou posse no dia 01/01/1903. São eles os seguintes vereadores: Francisco da Silva Sinks, Carlos Urban, Ricardo Monich, Antônio Swaroski e João Hofmann. Esta Câmara a anterior e as duas seguintes atuaram no governo do Prefeito Manoel Gomes Tavares que governou de 1899 até 1913 e foi este um governo histórico para São Bento do Sul. Foi realmente um divisor de águas. Antes e depois de Manoel Gomes Tavares a história administrativa deste Município foi outra e isso também graças às Câmaras que atuaram neste período com total dedicação e respeito à causa pública.

Grande festa foi realizada na cidade pelo Legislativo e Executivo para comemorar a primeira vitória no Supremo Tribunal Federal em virtude da vitória de Santa Catarina na questão do Contestado: a questão da divisa entre as terras de Santa Catarina e as do Paraná já que nesta questão São Bento do Sul estava diretamente envolvido e já muito tinha sofrido, inclusive com sangue derramado, por causa dessa indefinição durante tanto tempo.

5 - Esta Câmara tomou posse no dia 02 de janeiro de 1907. A nominata foi a seguinte: Amando Jürgensen, Maximiliano Wagner, Gustavo Kopp, João Herest e Guilherme Scheide. Pode-se notar o quanto Amando Jürgensen foi ativo na política são-bentense. Constantemente seu nome está em evidência. Outra curiosidade é Guilherme Scheide ele e seus sucessores fizeram história como relojoeiros em São Bento do Sul e atendendo toda região.

6 – Esta Câmara tomou posso no dia 01 de janeiro de 1911. Os vereadores eleitos foram os seguintes: Victor Celestino de Oliveira, Adolfo Weber Sênior, Maximiliano Wagner, João Wiese e Amando Jürgensen. Em quase todas estas primeiras câmara de São Bento do Sul houve constantes renúncias, como nesta em que o primeiro renunciou no mesmo ano da posse e o último afastou-se um ano depois.

7 – Esta Câmara tomou posse no dia 01 de janeiro de 1915. Os vereadores foram os seguintes: Amando Jürgensen, Henrique Moeller, Wenceslau Kahlhofer, Antônio Swarowki Junior e Bernardo Olsen. Houve também a posse de suplentes, como: André Ehrl, Frederico Fendrich e Guilherme Scheide; isso causado pelo afastamento de titulares.

Esta legislatura transcorreu, quase toda, no período da Primeira Guerra Mundial que foi de 1914 até 1918. Muitos professores alemães, e pagos pela Alemanha, deixaram suas tarefas no Brasil a fim de tomarem parte nas lutas pró Alemanha. Em São Bento só 07 escolas puderam continuar abertas. Nas demais faltaram professores. Isso também causou graves contratempos à Câmara, mas ela, embora apreensiva, continuou firme em sua tarefa ao longo da Guerra.

8 – Esta Câmara tomou posse no dia 04 de janeiro de 1915. Os seguintes vereadores foram empossados: Carlos Urban, Jorge Zipperer, Amando Jürgensen, Antônio Lisboa dos Santos e Eleutério Tavares Júnior. Desta legislatura merece destaque o vereador Jorge Zipperer.

Ele foi viver, por um tempo, entre caboclos para poder aprender o idioma português. Em São Bento do Sul ele foi empregado, professor, coletor, empresário e músico. Como músico foi o prefundador da banda que, mais tarde, devido à circunstâncias peculiares da História, recebeu o nome de Banda Treml. Na Câmara fez aprovar a lei que criou o Distrito de Rio Negrinho que, depois, transformar-se-ia no atual Município. Foi lá que, com outro são-bentense, Willy Jung, fundou a fábrica que, com o passar do tempo, se tornou a célebre Móveis Cimo de fama mundial.

9 – Esta Câmara tomou posse no dia 01 de janeiro de 1923. Os vereadores eleitos foram: Jorge Zipperer, Eduardo Trinks, Firmino Vieira Branco, Ernesto Bollmann e Amando Júrgensen.

No dia 23 de setembro de 1923 esta Câmara colaborou enormemente para abrilhantar os festejos dos cinquenta anos de fundação de São Bento do Sul. Mais de 3.000 visitantes vieram participar desta comemoração o que, para aquela época, era algo inusitado. Foi um grande hausto de energia física e psicológica para mais outros importantes lances históricos.

10 – Esta Câmara tomou posso no dia 01 de janeiro de 1927. Ela teve a seguinte nominata: Dr. Pedro Raymundo Cominese, Otto Diener, João Treml, Teodoro Schwarz e Luiz Olsen.

Este último era grande empresário de Rio Negrinho que então ainda era parte integrante de São Bento do Sul e assim várias pessoas daquela localidade chegaram a ser vereadores em São Bento do Sul.

Esta Câmara não terminou o seu mandato, pois que no dia 03 de outubro de 1930 Getúlio Vargas, revolucionariamente, tomou o poder federal e fechou todos os legislativos do Brasil.

 

Curiosidades

Campeões de reeleições a vereador em São Bento do Sul: Ernesto Jorge Diener -7 vezes; Amando Jürgensen – 6 vezes; Ernesto Venera dos Santos -6 vezes.

Em fevereiro de 1898 a Câmara de Vereadores de São Bento do Sul, fixou o peso máximo a ser transportado de carroça, os célebres São Bentowagen, em 2.000 quilos.

A sucessão de quatro legislaturas atuaram durante o governo de Manoel Gomes Tavares (1899 a 1913) e só uma vez é que rejeitaram um projeto. É quando o Prefeito quis implantar um sistema de água pública em São Bento do Sul. A Câmara entendeu que a quantidade de água daquela fonte seria insuficiente e assim não aprovou o projeto. Foi o único rejeitado.

No livro Crônica do Município de São Bento de Wolfgang Ammon, 1923, pág. 78, ele diz: “...auxiliado por uma câmara muito ajuizada”.

Veja em São Bento no Passado, 1951, pag. 62: “O que faltava, naquela época, em São Bento, era o dinheiro, pois, cada negociante ou industrial fazia o seu dinheiro próprio, em vales de madeira, folha de flandres, couro ou papel que emitia; até caixas de fósforos vazias eram utilizadas. Bastava que se escrevesse nelas o valor e o nome do negociante, para que todos as aceitassem como moeda corrente.

Em breve, porém a Câmara Municipal acabou com essas emissões particulares e emitindo vales municipais, obrigou os negociantes a recolher os deles. Deste modo só circulavam os vales da Câmara Municipal nos valores de 100 reis a cinco mil reis. Foi logo após a proclamação da República que se fez circular estas espécies de dinheiro, já que a moeda oficial era, de fato, uma raridade. Mas, São Bento, quase isolado do mundo, soube resolver muito bem o problema e ninguém foi prejudicado. A Câmara deve ter tido um bom lucro, pois o papel de seus vales era ordinaríssimo, estragava-se facilmente, dando margem a que muitos desparecessem”.

Esses cupões emitidos pela Câmara foram mais tarde resgatados pelo Prefeito Manoel Gomes Tavares e queimados na frente da prefeitura. Mais de 600.000 reis não mais foram apresentados para o resgate. Desapareceram de circulação e proporcionaram um ótimo lucro aos cofres municipais.


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