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ENTREVISTA |
| "Que
a população se conscientize" |
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"Acho bonita essa 'comunidade europeia', o pessoal que veio, os alemães, os italianos, os austríacos - mas que trouxeram também essa questão do álcool. As novas gerações, com quem temos conversado, já se conscientizam de que isso não pode ser levado para frente" Foto Elvis Lozeiko/Evolução |
Participamos
da reunião mensal do Conselho Municipal Antidrogas (Comad) de
São Bento do Sul, nesta semana, no auditório da prefeitura.
Com a presença de boa parte dos conselheiros, o presidente interino
Maurício Maia entregou ao prefeito Magno Bollmann a Carta de
Intenções elaborada, basicamente, a partir do que foi
colhido durante o 1º Seminário Municipal Antidrogas, realizado
há pouco tempo. Após a reunião, Maurício
concedeu a entrevista que segue ao Evolução, destacando
o pedido de criação de um Departamento Municipal de Segurança
e Combate às Drogas e à Violência, a problemática
envolvendo o crack no município, a sua opinião em relação
a uma possível legalização da maconha no Brasil
e sobre a fama de "cidade beberrona" que São Bento
do Sul carrega. |
EVOLUÇÃO
- Conte-nos, Maurício, sobre sua experiência na área
- você que hoje preside interinamente o Conselho Municipal Antidrogas
de São Bento do Sul. EVOLUÇÃO
- Estamos um tanto quanto surpresos, porque participamos do evento
de transmissão de posse da ex-presidência do Comad para
a atual diretoria. Isso foi no início do ano. Agora recebemos
a informação de que, por exemplo, o conselho ainda está
sem secretária - o que houve, ou o que não houve, nesse
período? EVOLUÇÃO
- Nesta reunião, agora há pouco, foi entregue uma Carta
de Intenções ao prefeito Magno Bollmann, fazendo uma
série de reivindicações. EVOLUÇÃO
- Um dos pontos da Carta pede a criação de um Departamento
de Segurança e Combate às Drogas e à Violência
na estrutura administrativa. Seria uma forma de puxar para o Município
a responsabilidade dessas questões, que hoje estão mais
voltadas ao Estado e à União? EVOLUÇÃO
- O prefeito falou, durante a reunião de hoje, que "o
crack está sumindo", pois é "uma droga que
está saindo de linha". Mas na realidade dos Municípios,
dos Estados, do Brasil inteiro, praticamente, a situação
está feia. EVOLUÇÃO
- É no ambiente escolar que está o grande ponto-chave
em relação à prevenção? Temos o
Proerd (Programa Educacional de Resistências às Drogas
e à Violência), que faz um trabalho maravilhoso, com
o juramento das crianças, se comprometendo a não utilizar
drogas. EVOLUÇÃO
- São Bento do Sul tem uma fama que emergiu da própria
população: é uma cidade onde se bebe bastante
- e não podemos falar em drogas sem falarmos da bebida alcoólica.
EVOLUÇÃO
- Na reunião de hoje, foi feita a sugestão de um evento
durante o desfile da Schlachtfest. Mas precisamos lembrar que já
houve casos de, por um lado do automóvel, durante o desfile,
estarem sendo entregues panfletos do tipo "Se beber, não
dirija" e de outro lado sendo distribuídos copos de chope.
Aí as coisas não funcionam, não é? EVOLUÇÃO
- Tem um assunto bastante polêmico. Há quem diga - entre
eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o atual governador
do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral -, que uma droga considerada
"leve", como a maconha, poderia um dia ser legalizada no
Brasil. Há uma historinha que o antigo comandante da Polícia
Militar de São Bento do Sul, hoje major Zelindro (Ismael Farias),
nos contou. Ele disse que estava de férias na Holanda, quando
de repente chegou um cidadão lhe oferecendo todos os tipos
de drogas. Depois de dizer não, segundo ele, foi até
um policial que estava próximo, se identificou como oficial
da polícia brasileira e perguntou por que o policial não
havia feito nada contra o traficante. De acordo com ele, o policial
disse: "Ele não é um traficante. É um comerciante
de entorpecentes que paga impostos e merece segurança como
todo mundo". No Brasil, nunca chegaremos a esse ponto! EVOLUÇÃO
- Por favor, presidente, para encerrarmos a entrevista... |
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